Pais são cada vez mais participativos na vida dos filhos desde a gravidez

0000_parto_diadospais_historia1Quem viveu a experiência garante: é preciso preparo emocional para esse grande dia. É o momento de ter nos braços seu maior amor, o próprio filho. O encontro pode ser planejado. Ou pode acontecer no susto, ser quase um esbarrão. Pode não sair como o esperado, mas será igualmente inesquecível no final. Talvez seja doloroso para a mulher e para o homem que a apoia e compartilha com ela todas as emoções. Não importa como o bebê chegará ao mundo, o necessário, acreditam muitos homens, é que o pai esteja presente. E ele quer estar. Não dispensa mais a oportunidade de participar daquele que será um dos mais bonitos momentos da própria vida: a hora do parto. Não há aquele que não fique nervoso ou não se emocione diante da perspectiva de dizer: “Prazer, eu sou seu pai!”.

Neste domingo (9) , Dia dos Pais, a Folha de Pernambuco, se convidou para essa celebração. Pediu licença e participou de dois partos. A ideia era homenagear aquele que vai ser um dos primeiros a carregar o filho, que vai segurar a mão da mãe quando a dor física for quase insuportável e afagar a cabeça dela enquanto olhar, pela primeira vez, nos olhos de seu bebê.

Marinheiro de primeira viagem

Na manhã de terça-feira, 5 de agosto de 2014, o Recife amanhecia com a notícia de que o sistema de ônibus rápido, conhecido como BRT, ampliou de 18 para 20 o número de veículos e diminuiu o tempo de espera para os usuários do corredor Leste-Oeste. Os jornais ainda informavam que, no dia anterior, a volta às aulas foi marcada por trânsito caótico. No entanto, para o chefe de Informática Luiz Augusto Vicalvi, 29 anos, a notícia mais importante do dia era o nascimento do primeiro filho.

Desde a madrugada, porém, o sono do pai já tinha ido embora. Era só falar do bebê que os olhos se enchiam de água e a respiração ficava presa. “Durante toda a noite, acordei pensando como seria o parto, se tudo ficaria bem”, lembrou, enquanto aguardava a esposa, a técnica em Segurança do Trabalho Alessandra Silva Vicalvi, 31, ser levada para o centro cirúrgico.

Alessandra, aliás, estava mais calma que ele no momento que antecedia o parto. Pai de primeira viagem, assim como ela, Luiz Augusto era emoção pura de iniciante. E deixava transparecê-la: seja pelo semblante que entregava a ansiedade, seja pelo olhar emocionado quando pensava no filho. Para acalmar o coração, respirou fundo várias vezes. A mãe, as tias e a mulher até tentaram tranquilizá-lo.

O chefe de Informática participou ativamente da gravidez de Alessandra: pensou na decoração do quarto, nas roupinhas que vão começar a cheirar a amaciante, nos utensílios. “Tudo foi pensando com muito carinho. Começamos a nos organizar cedo, para que tudo tivesse pronto o quanto antes”, contou.

Era a hora de seguir para a sala de cirurgia. Luiz acompanhava a mulher, que envergava uma bata de cor verde. Em silêncio, esperava o médico convidá-lo a entrar. Em minutos, conheceria o filho. Dentro da sala de parto, ficou pálido. Recebeu a autorização da equipe médica para acompanhar o nascimento. Durante a cirurgia, segurou a mão da companheira. Aflito, conversava com ela durante todo o procedimento, queria saber se estava tudo bem. No momento em que Bernardo nascia, o sol se punha de forma preguiçosa. Por meio de uma cesárea, por volta das 17h30, em um hospital particular, Luiz Augusto ouvia o primeiro choro do filho. Foi ele quem anunciou a Alessandra que o bebê era lindo.

Do lado de fora, a família aguardava ansiosa para conhecer o mais novo membro. Os médicos entregaram o bebê já limpo para o pai. Desajeitado, ele se aproximou do vidro do berçário com o pequeno. Por apenas alguns segundos. Devolveu o filho para o médico, que o levou para a mãe. Bernardo aprendeu a primeira lição da vida: se alimentar. Enquanto isso, Luiz Augusto atendia à demanda dos parentes: queriam ver fotos e saber detalhes do nascimento. Quando questionado sobre o que sentiu naquele momento, limitou-se ao esperado: “Emoção demais”. Aos amigos e familiares, avisou pelas redes sociais que o filho nascera saudável e cheio de charme. “Ah, e ele tem bochechas também”, disse. Iguais às do pai.

Síndrome do Pai “grávido”

Desde que descobriu que a esposa estava grávida, o médico Leonardo Queiroz, 37, entrou em contagem regressiva: um, dois, três… nove meses. Ele é um daqueles pais tão presentes que se suspeita ter sido vítima da “síndrome do pai grávido”. Acompanhou de pertinho a gravidez de Janaína Albuquerque, 33. Para ele, nas últimas 36 semanas, nada mais interessava. Apenas a chegada do primeiro filho, o menino tão desejado que ganhou seu nome. Leonardo Filho foi um dos seis bebês que trouxe alegria a seus respectivos pais naquela terça-feira, 5 de agosto de 2014, em um hospital particular no Recife.

A entrada de Janaína na unidade de saúde estava prevista para às 9h. O casal não conseguiu dormir no dia anterior. Ansiosos, chegaram pouco depois das 7h. Entraram na sala de cirurgia por volta das 13h. Nove minutos depois o pequeno nasceu. Ao lado, Leonardo acompanhava a esposa. Agora, tudo está eternizado em sua memória: desde a descoberta e a montagem da mala para ser levada à maternidade, a ouvir o choro do filho e vê-lo ser limpo e pesado (veio ao mundo com 3,620kg) pelas enfermeiras. “Não consigo achar palavras para explicar como me senti naquele momento. Saber que estava vendo meu filho pela primeira vez, não tem emoção maior”, revelou.

A chegada do bebê trouxe mais conforto para Leonardo, que perdeu o pai recentemente. No novo cotidiano do casal, diferentes emoções farão parte da nova família. O pai conta que já está preparado para as noites mal dormidas, para trocar as fraldas, para acompanhar a esposa às idas ao pediatra. “Já cheguei a treinar algumas coisinhas em casa”, disse, aos risos.

Está nos planos do casal a chegada de mais um filho, mas não agora. Para Janaína, o acompanhamento e a dedicação do marido foram essenciais durante a gestação. “A gravidez é um período onde a gente fica mais sensível e a presença dele diminuiu as tensões por conta das mudanças de fases. Ele foi um suporte para mim e me confortou e apoiou durante esses nove meses”.

Leonardo aprendeu que não precisa achar que deve ter habilidades especiais para ser um bom companheiro. “Cada coisinha que o homem puder fazer para se envolver com a gestação da mulher e a criação do filho vai fazer diferença no futuro”, definiu.

Fonte: Folhape

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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