Brasil corre o risco de perder o título de grau de investimento

1Em 2008, o Brasil entrou para o grupo de países confiáveis para os investidores, aos olhos do mercado internacional. Naquele ano, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) concedeu ao País o título de grau de investimento, certificando o baixo risco de inadimplência da economia local. No ano seguinte, as agências Moody’s e Fitch Ratings também incluíram o Brasil no rol de “porto seguro” para investidores. Sete anos após a entrada do Brasil nesse “time de elite”, o mercado vive o temor de assistir o País ter sua nota de crédito rebaixada e perder o grau de investimento. De consumidores a empresários, todos estão assombrados com os efeitos da crise política sobre a economia. No final de julho, a S&P provocou rebuliço no mercado, quando revisou a nota brasileira com perspectiva negativa. Hoje a nota está no limite e, se for rebaixada, o Brasil perde o investment grade. Em comunicado, a S&P destacou que as investigações de corrupção impactam os cenários político e econômico do País.

“Não precisa ser especialista em economia para entender que o Brasil não vai bem. Diante das dificuldades nos campos político e econômico, os investidores estão pensando duas vezes antes de aportar dinheiro aqui. Se o País perder o grau de investimento, essa condição adversa estará sacramentada”, diz o estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Pedro Cavalcanti, 22 anos. Ele está sentindo, na prática, um dos efeitos que o rebaixamento terá na vida do brasileiro. Reveses políticos e econômicos impulsionam a escalada do dólar e a desvalorização do real frente a moedas estrangeiras. A perda do investiment grade vai afugentar os investidores, diminuir a circulação de dólares no País e supervalorizar a moeda por falta de oferta.

“Vou passar um ano na Brunel University, em Londres, pelo programa Ciência sem Fronteiras. Há quatro meses a libra estava na casa dos R$ 4,60 agora bateu os R$ 5,70, enquanto o dólar também vive uma escalada. Estava me programando para viajar com 2 mil libras, mas com essa desvalorização do real, o dinheiro vai encolher”, lamenta.
O economista da Guide Investimentos, Ignacio Crespo Rey, explica que a alta do dólar e a queda das ações na Bolsa de valores são os principais efeitos práticos na vida do brasileiro. “Traduzindo para o dia a dia, a perda do grau de investimento pode significar saída de recursos estrangeiros do País. Isso faz com que o real perca valor frente ao dólar, encarecendo as importações, inflacionando os preços de vários produtos e tornando mais caras viagens ao exterior e as dívidas na moeda. A queda das ações também é outro impacto relevante, obrigando os investidores a venderem seus ativos”, observa.

As agências de viagem já convivem com a redução das vendas de pacotes internacionais, diante da desvalorização do real. “Esse impacto foi mais relevante nas vendas para as classes B e C. Nessa fatia de mercado, a queda foi de 30%”, calcula Paulo Guilherme, da PontesTur, agência de viagem prestes a completar 29 anos de atuação em setembro. Dos 15 mil bilhetes que a agência vende por mês, 20% são para destinos turísticos no exterior.
O economista do Conselho Federal de Economia em Pernambuco, Fábio Silva, alerta para o impacto do aumento progressivo da cotação do dólar para as empresas. “Companhias que se financiam emitindo títulos no exterior também terão seus problemas agravados com uma possível perda do grau de investimento. Isso porque terão mais dificuldade em captar recursos, além de enfrentar restrições de prazos e aumento de custos. É um processo semelhante ao que acontece com um banco que empresta ao cliente, mas aumenta as exigências de garantias”, compara.

A crise política entre o governo Dilma Rousseff e o Congresso Nacional agravou as incertezas sobre os rumos do País, dificultado a implementação do tão aguardado ajuste fiscal. Enquanto o impasse não se resolve, o País acumula indicadores negativos. O dólar está nas alturas, a Bolsa em queda, a inflação registrando alta de 9,56% em 12 meses, o governo precisa de receita extra pra fechar as contas, a poupança tem o pior julho em 20 anos. “Duas ações precisam ser imediatas para evitar o rebaixamento do Brasil pelas agências de risco: ter um governo mais forte em termos políticos e votar o ajuste fiscal para melhorar a saúde das contas públicas. Esses avanços vão reverter a trajetória de piora das notas, que já vêm piorando desde novembro de 2011”, observa Crespo Rey. Baixo risco depende de previsibilidade.

Fonte: JC

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

 

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