Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras marcou para hoje, às 9h30, quatro depoimentos de pessoas ligadas ao mercado de câmbio, setor que passou a ser alvo das investigações da comissão depois do depoimento da doleira Nelma Kodama.
Os deputados querem entender o funcionamento do esquema de envio de dinheiro para o exterior utilizado pelos doleiros do grupo de Alberto Youssef, um dos passos para o pagamento de propinas na Petrobras, de acordo com as investigações da Operação Lava Jato.
Condenada
O mercado paralelo de câmbio passou a ser uma das prioridades da CPI depois do depoimento da doleira Nelma Kodama, em Curitiba (PR), onde está presa. Apontada como integrante do esquema montado por Youssef, ela foi condenada a 18 anos de prisão por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Em depoimento à CPI, ela disse que existem brechas na legislação e na fiscalização que permitem a atuação de doleiros.
Kodama comandava um grupo responsável por abrir empresas de fachada e enviar dinheiro para o exterior por meio de operações fictícias de importação. Na última quinta-feira (13), um operador ligado a Kodama, Lucas Pacce Jr., confirmou à CPI da Petrobras a existência de brechas legais e de falhas na fiscalização da atividade dos doleiros.
Siemens e Mensalão
Nem todos os operadores convocados pela CPI têm relação direta com a Operação Lava Jato e com o pagamento de propina na Petrobras. Há depoentes ligados à investigação de propina da empresa Siemens, no metrô de São Paulo, e ao Mensalão.
Serão ouvidos hoje:
Paulo Pires de Almeida – Um dos titulares de uma conta secreta aberta em Luxemburgo e apontada pela polícia alemã como fonte de pagamento para agentes públicos de São Paulo que teriam recebido propina da empresa Siemens em troca do contrato de construção do metrô. Pela conta passaram US$ 7 milhões entre 2001 e 2006. Convocado a pedido do deputado Altineu Cortes.
Raul Henrique Srour – doleiro apontado pela Operação Lava Jato como integrante do grupo de Alberto Youssef e acusado de irregularidades pela também doleira Nelma Kodama. Também é suspeito de envolvimento em evasão de divisas e lavagem de dinheiro relativo a pagamento de propina no caso da investigação de irregularidades em contratos da Siemens com o metrô paulista. Convocado a pedido do deputado Altineu Cortes.
Marco Ernst Matalon – doleiro investigado pela Operação Satiagraha, que tinha como alvo o banqueiro Daniel Dantas. Ligado ao investidor Naji Nahas e ao corretor Lúcio Bolonha Funaro – dono da Guaranhuns Empreendimentos, que, segundo as investigações do caso Mensalão, repassava recursos ao ex-deputado Valdemar Costa Neto. Convocado a pedido do deputado Altineu Cortes.
Fernando Heller – diretor da corretora TOV, empresa acusada de irregularidades pela doleira Nelma Kodama, que é ligada ao grupo de Alberto Youssef. Heller foi convocado para depor no último dia 11, mas a advogada dele, Carla Domenico, pediu o adiamento sob a alegação de que não poderia comparecer para assessorá-lo. Convocado a pedido do deputado Altineu Cortes.
Os depoimentos serão no plenário 11.
Fonte: Câmara dos Deputados
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