Economia de energia depende mais do consumo em casa, diz estudo
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
- Category : Clipping
Um levantamento mostrou que a economia de energia hoje depende mais do consumo em casa do que na indústria. Com a economia mais fraca, as empresas já cortaram a produção.
Ar-condicionado em todos os cômodos, máquina de pão, aquela panela elétrica que faz arroz: é muito prático, com muito conforto, mas somando tudo, o resultado é mais consumo de energia. O desafio é saber usar sem exageros.
Cuidado também nos condomínios e áreas de uso coletivo, como as garagens, que ficam com luzes acesas o dia inteiro.
A indústria já vem investindo em projetos para combater o desperdício de energia há algum tempo e reduziu o consumo nos últimos quatro anos.
Menos gasto de energia significa mais lucro e mais competitividade. As indústrias vêm reduzindo o consumo. Em 2010 elas eram responsáveis por 43% da energia consumida no Brasil. Caiu em 2014 para 37,6%. Já nas residências foi o contrário: o consumo subiu de 25,8% para 28%. Os dados são da Empresa de Pesquisa Energética.
Na casa de Irani Maristela, a última aquisição foi uma panela elétrica. Nos últimos cinco anos foram comprados micro-ondas, cafeteira, fogão, geladeira. No total, entre eletrodomésticos e aparelhos, foram 16 novos. O mesmo aconteceu em várias casas brasileiras. “É um exagero, agora que eu me toquei que realmente é um exagero”, afirma a professora.
A família ainda tem o hábito de não se desfazer do que é antigo. A geladeira nova está aí, e na área, a velha, ligada. “Geladeira uma só basta, então várias coisas vão ser eliminadas”, diz.
Aparelhos até vêm com o selo indicando o que consome menos energia, mas Irani, por exemplo, nunca prestou atenção. Mas deveria, segundo o professor da Universidade de Brasília. “Quando você compra um equipamento mais eficiente, você está reduzindo seu consumo de energia, então você paga um pouco mais na hora que compra e sua conta de energia ela reduz no decorrer do tempo”, ressalta Rafael Shayani.
De acordo com o professor, o consumidor erra, e o governo também. “O que o governo deve pensar em fazer é estimular os equipamentos que consomem mais energia, para pessoa quando for trocar a geladeira e for procurar a geladeira mais barata, vai ser aquela mais eficiente”, sugere.
Para outro especialista, qualquer esforço em áreas de uso coletivo também é bem-vindo. Como síndico do prédio ele vem há dois anos fazendo mudanças. A valor gasto só com a iluminação da garagem, que fica acesa 24 horas, caiu 90% em dois anos: passou de R$ 830 para R$ 115, colocando apenas lâmpadas de LED.
“Investimos R$ 2,2 mil e economizamos mais de R$ 700 por mês. Quer dizer, em três meses praticamente está pago o investimento”, afirma Paulo Roberto Vilela.
A bomba d’água também deixou de ser usada, graças a uma mudança no sistema. Sensores foram instalados. E na parte aberta do prédio virão novas lâmpadas de LED, que também podem ser usadas dentro de casa. “Em 2012 a nossa média de consumo era de 6,5 mil kw hora/mês. Nós estamos com 3,5 mil kw hora/mês. Estamos compensando todos os aumentos de tarifas que vieram e vêm por aí”, afirma o síndico.
O comércio também aumentou o uso de energia nos últimos quatro anos. Em 2010, o consumo foi de 16,6% da energia produzida. No ano passado, subiu para 18,97%. É claro que sempre dá para combater o desperdício, mas nada que atrapalhe as vendas e a economia.
Fonte: G1
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





Nenhum comentário