Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)
Em seminário, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais de Pernambuco (LIDE-PE), ontem, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB) fez um balanço sobre os três anos de mandato à frente da Prefeitura. Com o intuito de justificar as dificuldades econômicas enfrentadas ao longo de sua gestão, o socialista aproveitou para dizer que “essa é a maior crise dos últimos 85 anos”. Em sua fala, também aproveitou para criticar diversas vezes a presidente Dilma Rousseff (PT) e alfinetar os ex-prefeitos petistas, João Paulo e João da Costa.
Em suas considerações iniciais, Geraldo Julio deu a primeira estocada, ao citar o Prouni, Pronatec e Fies, programas que sofreram cortes da União. “O setor da educação vem recebendo pancada por parte do Governo Federal”, colocou. O gestor destacou ainda que, desde 2012, o “cenário brasileiro mudou e entrou numa crise política, ética e econômica”. “Essa é a maior crise dos últimos 85 anos”, avaliou.
Segundo o socialista, o País perdeu a oportunidade de mudar de ciclo. “A taxa de crescimento foi de zero no ano passado; menos três neste ano e está previsto que será negativo também no próximo ano. Não é pelo erro de 2015, mas por sucessões de erros”, reclamou. “Sob Fernando Henrique Cardoso (PSDB), conseguimos estabilizar a economia do País. Depois, conseguimos a integração social. Muita gente ascendeu de classe e incluímos 40 mil pessoas na classe média, através do consumo, com erros e acertos de Lula, mas isso já demonstrava esgotamento desde 2005, 2006. Nos últimos anos, não vimos o Brasil mudar de ciclo. São erros de vários anos seguidos”, destacou.
Quando apresentou os números referentes aos investimentos da PCR, Geraldo Julio não perdeu a oportunidade de cutucar os ex-prefeitos petistas e a presidente Dilma. “Nos seis anos anteriores, a capacidade de investimento da PCR era de R$ 858,1 milhões; em dois anos, mais do que triplicamos (R$ 930,8 mi). Na saúde, investimos mais (R$ 74 mi) do que nos últimos dez anos (R$ 71 mi); e, na educação, em 12 anos, havia R$ 102,9 mi. Nos últimos dois anos, nós fomos para R$ 132,7 mi. Isso é o que o Brasil devera ter feito, mas segue o mesmo caminho que não deu certo há cinco anos”, criticou.
Ao destacar os habitacionais que entregou em sua gestão, Geraldo Julio ironizou: “Agora os habitacionais estão sendo entregues com cerâmica. Já tivemos época que eram entregues com tijolos expostos, sem azulejo, só no reboco e as pessoas não sentiam que haviam saído do barraco”.
Contudo, ao ser questionado sobre o que não fez, Geraldo colocou na conta do Governo Federal e repetiu o discurso que havia feito pela manhã, no mesmo evento, sobre a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Não acredito que a CPMF venha a ser aprovada. Não vou fazer a defesa dela do jeito como ela foi colocada, pois não é viável, embora necessária. Era para ter sido feito um debate, mostrado a condição da saúde ao povo brasileiro, para mostrar as contas para dizer que municípios podem fechar suas maternidades, serviços e hospitais”, ponderou.
Somente ontem, o prefeito participou de três seminários promovidos pelo LIDE-PE, onde fez um balanço dos três anos da sua administração e apresentou as perspectivas para os próximos anos. A editora-chefe da Folha de Pernambuco, Patrícia Raposo, a colunista da Folha Política, Renata Bezerra de Melo, e o titular do Blog da Folha, Márcio Didier, participaram da sabatina ao gestor municipal. O diretor executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi também marcou presença.
Fonte: Blog da Folha
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