Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)
Em meio à pior crise humanitária desde a 2ª Guerra Mundial, cerca de 60 milhões de pessoas pelo mundo deixaram seus países na tentativa de escapar de guerras, conflitos armados internos e grupos terroristas como o EI (Estado Islâmico). A grande maioria desses refugiados vai para países vizinhos no Oriente Médio e para a Europa, mas alguns deles têm como destino o Brasil, onde 55% da população aprova a abertura do governo federal à vinda dessas pessoas.
O dado é resultado de um levantamento realizado pela Hello Research, agência especializada em pesquisa de mercado e inteligência, com 2.002 pessoas em mais de 70 cidades de todas as regiões do País.
A pesquisa aponta ainda que 37% dos brasileiros discordam dessa posição e 8% não souberam responder, com uma margem de erro de 2.2 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.
Apesar da maioria da população ser a favor da vinda dos refugiados, a pesquisa mostra que ainda existe preconceito: 39% dos brasileiros concordam com a afirmação de que “os refugiados atrapalham o crescimento do País, aumentando a quantidade de pobres”, num empate técnico com a parcela de 37%, que discorda.
Quando o assunto é trabalho, também há desconfiança: 38% dos entrevistados concordam que “os refugiados são uma ameaça pois ocupam vagas de trabalho que poderiam ser de brasileiros”, empatando tecnicamente com os 40% que discordam dessa posição. Já sobre o direito a receber cidadania brasileira e os benefícios recorrentes disso, houve empate: 36% foram a favor e 35% contra.
Atualmente vivem no Brasil 8.530 refugiados. Os sírios são maioria, com mais de 2.000 imigrantes. Esse número não inclui os 39 mil haitianos que, por razões humanitárias, recebem da Polícia Federal vistos de residência permanente no País.
O deslocamento global de pessoas atingiu um nível recorde, de acordo com o Acnur. Ao final de 2014, o número de pessoas forçadas a deixar suas casas atingiu o nível recorde de 59,5 milhões de pessoas, comparado com os 51,2 milhões registrados no final de 2013.
O aumento desde 2013 (8,3 milhões de pessoas) é o maior já registrado em um único ano.
Das 13,9 milhões de pessoas que foram obrigadas a se deslocar em 2014, foram 11 milhões de deslocamentos internos, e 2,9 milhões tornaram-se refugiados. A Síria é o país que mais produz deslocados internos (7,6 milhões) e refugiados (3,88 milhões, ao final de 2014) no mundo. O segundo e terceiros lugares são ocupados pelo Afeganistão, com 2,59 milhões, e a Somália, com 1,1 milhão.
Após mais de dez anos de liderança, o Paquistão (1,5 milhão) foi passado para trás pela Turquia (1,6 milhão), como país que mais acolhe refugiados no mundo. A terceira posição é do Líbano, com 1,15 milhão de refugiados, principalmente vindos da Síria.
Em contrapartida ao número recorde de deslocados, apenas 126,8 mil refugiados retornaram para seus países de origem em 2014.
Este é o menor número registrado em 31 anos. No ano passado, menores de 18 anos respondiam por 51% da população de refugiados, resultado acima dos 41% registrado em 2009. 46% representam indivíduos entre 18 e 59 anos, e 3% acima dos 60 anos.
Em 2014, das solicitações de asilo apresentadas, 34.300 foram de crianças desacompanhadas ou separadas dos pais. A maioria veio do Afeganistão, Eritréia, Síria e da Somália.
Fonte: R7.com
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