Manifestantes pedem que países abram fronteiras

1A Turquia esfriou nesta sexta-feira o entusiasmo da União Europeia, criticando seu plano de ação para frear o fluxo de migrantes, enquanto na fronteira búlgaro-turca um afegão morreu baleado por um guarda fronteiriço. Um grupo usou tinta vermelha simulando sangue para protestar ao lado da entrada do trem Eurostar na estação ferroviária de Saint Pancras, em Londres, pedindo ao governo para abrir as fronteiras do Reino Unido e garantir a chegada segura dos migrantes e refugiados em o país. Eles seguravam cartazes que diziam “as suas fronteiras matam”.

Na noite de quinta-feira, ao término de uma cúpula europeia, a Comissão anunciou ter chegado a um acordo com a Turquia para um plano de ação destinado a frear a chegada de migrantes à União Europeia. Mas a Turquia considerou que se tratava apenas de um projeto. “Não é definitivo (…) é um projeto no qual estamos trabalhando”, declarou o ministro das Relações Exteriores turco, Feridun Sinirlioglu, em Ancara nesta sexta-feira. A Turquia se converteu no principal país de trânsito utilizado pelos migrantes que tentam chegar à Europa e a UE busca envolver Ancara para frear as chegadas.

Segundo o plano apresentado pela Comissão, a Turquia aceitaria combater os traficantes de seres humanos, cooperar no controle das fronteiras da UE e frear a partida de refugiados sírios em direção à Europa. Por sua vez, os líderes da União Europeia aceitaram acelerar o fim das restrições aos vistos para os turcos que viajam à Europa, abrir novos capítulos nas negociações de adesão ao bloco e dar mais fundos a Ancara para que possa enfrentar o problema, embora não tenham especificado quanto, informando que seria negociado nos próximos dias.

No entanto, para Ancara a proposta financeira de Bruxelas é inaceitável, segundo Sinirlioglu. A Turquia precisa de ao menos 3 bilhões de euros no primeiro ano, disse. Ancara afirma que administrar a chegada ao seu território dos quase 2,2 milhões de refugiados desde o início do conflito na Síria lhe custou 7 bilhões de euros. “A Turquia não é um país que deve ser lembrado apenas em períodos de crise ou com o qual é preciso cooperar apenas por razões técnicas”, disse Sinirlioglu.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, estimou na noite de quinta-feira que o acordo era “uma etapa maior” na gestão da crise migratória, que faz sentido “apenas se (a Turquia) contiver o fluxo de refugiados”.

Afegão morto na Bulgária
Enquanto a cúpula era realizada, na noite de quinta-feira em Bruxelas, a crise migratória deixou mais um morto. Um afegão proveniente da Turquia que tentava entrar na Bulgária de maneira ilegal morreu baleado por um guarda fronteiriço búlgaro. Segundo o escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), trata-se do primeiro caso conhecido de tiro mortal das forças de segurança desde o início da afluência em massa de migrantes à Europa.

A vítima formava parte de um grupo de 54 migrantes localizados por uma patrulha em uma estrada próxima a Sredets (sudeste), perto da fronteira búlgara-turca, e foi atingido por uma bala disparada por um guarda fronteiriço, segundo as autoridades. O grupo, que não obedeceu as ordens da polícia, não estava armado, acrescentaram. O presidente búlgaro, Rossen Plevneliev, lamentou a trágica morte e pediu uma ação rápida da UE para enfrentar a crise de refugiados.

Desde o início do ano 600.000 pessoas chegaram à UE e 3.000 morreram na tentativa, a maioria em perigosas travessias do Mediterrâneo. A crise migratória não provoca tensões apenas com países de origem ou trânsito dos migrantes, mas também entre os 28 membros da UE. A Hungria anunciou nesta sexta-feira que à meia-noite (19h00 de Brasília) fechará sua fronteira com a Croácia, de onde entraram no último mês 170.000 solicitantes de asilo. Budapeste já havia fechado sua fronteira com a Sérvia em 15 de setembro para deter o fluxo de migrantes.

Fonte: Folha-PE

Blog do Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB/PE)

 

 

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