No trânsito, é preciso ter medo do acidente, da morte, da mutilação. Campanha do SJCC aborda o tema
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
- Category : Clipping
A violência no trânsito, seja resultante de mortos ou mutilados, só irá diminuir quando as pessoas passarem a ter medo. Começarem a dirigir da forma correta e com os equipamentos certos não para evitar a multa. Mas para ter segurança, proteger-se, permanecerem vivas. Reduzirá quando a percepção do risco existir e se disseminar entre os condutores, especialmente os de motos. É nessa lógica, defendida por estudiosos do trânsito, que está fundamentada a campanha Você é o Próximo, uma iniciativa do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), Prefeitura do Recife e Governo do Estado, criada pela agência Ampla.
A campanha foi pensada a partir do caderno especial e projeto multimídia Filhos da Dor – Quando o Amor vira Omissão, publicado no Jornal do Commercio, JCOnline e Portal NE10, no dia 28 de agosto. O material conta histórias de dor e culpa de pais que perderam filhos ainda crianças e adolescentes em acidentes de moto. Pais e mães que amaram demais e, por terem tanto amor, foram omissos diante do risco de ver um filho, sem a idade e o preparo corretos, conduzindo uma moto ou uma cinquentinha. Até perdê-los e sofrerem muito por isso.
A campanha trata as pessoas que cometem imprudência no trânsito como se estivessem mortas, remetendo a imagem delas a santinhos de falecimento. “Se você é inconsequente, você é o próximo”, “Se você não usa capacete, você é o próximo”, e “Se você bebe e pilota, você é o próximo”, são alguns dos alertas. Serão exibidos VTs na TV Jornal, spots na Rádio Jornal, anúncios no Jornal do Commercio, banner no NE10, posts interativos nas redes sociais do SJCC, carro de som para periferia e interior, entre outras ações.
“As histórias das pessoas que perderam familiares foram o ponto de partida para a criação do conceito. Muitas vezes, o sentimento dessas pessoas é de que o acidente só acontece com os outros. Nunca se imaginam numa situação dessas. A ideia é fazer com que as pessoas que são imprudentes no trânsito se imaginem, por algum momento, mortas”, explica Henrique Lamenha, coordenador de criação da Ampla. “É um público que dificilmente se sensibiliza. Quantas campanhas de conscientização para motociclistas a gente vê todo ano? E o número de vítimas só aumenta. Nossa ideia é incomodar, mesmo. Tratar quem é imprudente como se já fosse uma vítima fatal. Imprudência mata e não é pouco. Se a campanha servir pra evitar uma morte, que seja, já está valendo”, reforça.





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