PMDB está dividido sobre o impeachment de Dilma, diz Padilha

1O ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha afirmou, durante entrevista nesta segunda-feira (7) na qual explicou os motivos que o levaram a deixar o cargo, que o PMDB, partido do qual faz parte, está “dividido” sobre o impeachemnt da presidente Dilma Rousseff.

Segundo Padilha, o vice-presidente da República, Michel Temer, que também é presidente do PMDB, está “recolhendo” a posição dos integrantes do partido para tomar uma posição sobre o tema em nome da legenda.

“Michel Temer é presidente do partido há mais de uma década e ser presidente do PMDB há mais de uma década é um negócio que não é muito fácil. […] E se ele não tomou, até agora, nenhuma decisão, não fez manifestação nesse sentido, é porque está aferindo o que o partido dele, que tem toda essa segmentação, está pensando e querendo”, disse Padilha.

“Não posso ter posição diferente da do presidente do partido. O PMDB é um partido que está literalmente dividido sobre a questão [do impeachment]. Temos que ver qual o segmento majoritário. Neste momento, o presidente Michel está fazendo essa aferição, ele está recolhendo [sentimentos] para ter posição como presidente do partido”, complementou.

De acordo com o ex-ministro, o PMDB é um partido de “composição múltipla”. Segundo Padilha, há três alas dentro da legenda: uma ala que defende o governo de forma “incondicional”; uma segunda ala que é “mais ou menos neutra”; e e terceira ala dentro do partido que “faz oposição”.

“O Temer tem que ser tradutor da vontade do partido, sob pena de perder o controle do partido. Este é o momento que faz com que ele tenha momento de refletir, colher opiniões e depois expressar”, explico Padilha.

Durante a entrevista, Padilha foi questionado por jornalistas sobre se, no caso de o PMDB optar por defender o impeachment de Dilma, ele seria um “articulador” dentro do partido, o ex-ministro negou.

“Não. Primeiro, não vamos racionar em ‘se’. O presidente Michel já disse que ele não será articulador de impeachment. Portanto, não serei articulador de impeachment”, observou o peemedebista.

“Se o partido tomar a decisão de sair [do governo], essa decisão possivelmente só poderá ser tomada em convenção nacional. Por óbvio que isso tem que ser tratado com o PT e a presidente. Mas prefiro nõo raciocinar sobre hipótese”, afirmou.

Padilha também disse durante a entrevista que nem ele nem o vice Michel Temer serão “parceiros de golpe nenhum”, ao ser questionado sobre se os dois estariam “conspirando” para tomar o poder.

“Quem conhece o presidente Michel Temer e quem me conhece sabe que conspiração não cabe. O presidente Michel Temer é um homem que é um democrata vocacionado à observancia da lei”, enfatizou o peemedebista.

Motivação
Padilha apresentou três motivos para deixar o cargo: disse que irá trabalhar pelo PMDB nas eleições de 2016 e 2018; afirmou que não conseguiu disponibilizar recursos previstos para a aviação civil; e chegou a mencionar que deseja retomar suas atividades particulares, como advogado e empresário.

O ex-ministro e aliado de Temer mencionou que o PMDB quer ser o maior partido do país em 2016 “e muito mais a partir de 2018”. “Eu venho para cá com a missão de cuidar de 2016, 2018, cuidar do partido para que a gente possa ter eleições que nos garantam ser o maior partido do Brasil também a partir de 2016 e muito mais a partir de 2018”, disse.

O ex-ministro citou, ainda, que não conseguiu implementar programas na área por falta de verba. Padilha citou o Fundo Nacional da Aviação Civil e disse que o ministério teria autonomia orçamentária. “A realidade nacional, nossa realidade orçamentária, nossas contas públicas, não permitiram que o fundo pudesse ser disponibilizado. Ele acabou tendo que ser usado e reconheço que era necessário sob ponto de vista fiscal, pelo Ministério da Fazenda, para nossos resultados primários”, disse.

Em seguida, o ministro disse que, “por força das circunstâncias”, não conseguiu responder à demanda de deputados, senadores, governadores e prefeitos. “Eu sempre enfrentei inúmeras audiências com esse tipo de cobrança […]. Dava frustração ampla e mútua. Eles saíam frustrados e eu ficava com esse sentimento. Eu achei que estava realmente difícil de eu continuar dando explicação”, afirmou.

“Ninguém tem culpa. Se tem um culpado fui eu, que me entusiasmei com a independência que teria em decorrência do fundo ser exclusivamente para o financiamento do sistema aeroportuário brasileiro e acabou que não pude dispor dos recursos”, completou.

Anac
Ao ser questionado sobre se problemas em indicação para a Anac teria sido um fator motivador para a saída, Padilha reconhecer que foi um “fato importante” e que o levou a redigir a carta de demissão. “Esse não foi o motivo. Vamos admitir que este foi um fato importante e foi momento em que, diante de todo quadro que coloquei, esse foi o episódio que me fez naquele momento fazer a carta que fiz”, disse.

De acordo com o Jornal da Globo, Eliseu Padilha indicou um técnico concursado para uma diretoria da Anac e o nome desse técnico teria sido barrado pela barganha de dois articuladores políticos ligados a um ministro do PT.

Durante a entrevista, na sede do PMDB, no Congresso Nacional, Padilha disse mais de uma vez que a carta foi escrita na última terça (1º), antes de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar a a abertura do processo de impeachment contra Dilma, o que ocorreu no dia seguinte. “Em 1º de dezembro não se sabia que teríamos processo de impeachment”, disse.

Fonte: G1

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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