De 3 mil pescadores afetados por lama no ES, 2 mil recebem auxílio

1“Venho duas vez por dia namorar meu barco. Molho o casco de ponta a ponta para a madeira não ressecar. Aproveito para conversar um pouco com ele, para olhar o rio e o mar e rezar para essa maldição passar”, desabafa o ribeirinho José Sabino, de 52 anos, um dos 3 mil   pescadores afetados pela lama da Samarco no Espírito Santo.

No dia 5 de novembro de 2015, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, uma barragem da Samarco, cujos donos são a Vale e a BHP Billiton, se rompeu. Uma lama de rejeitos de minério vazou, arrasou vilas, matou pessoas e chegou até o Rio Doce, que percorre cidades mineiras e também capixabas. No Espírito Santo, as cidades afetadas foram Baixo Guandu, Colatina e Linhares, onde fica a foz do rio.

Após sete meses do desastre, a água do Rio Doce ainda tem coloração marrom, a pesca na Foz continua proibida, pescadores continuam sem sua principal fonte de renda e algumas perguntas seguem sem resposta.

“A lama paralisou nossa vida e mudou nossa identidade. Essa bolsa que a gente recebe não diz nada. Não cobre nosso sustento nem dá um rumo para vida”, disse Zé, que desde os 7 anos pesca nas águas de Regência, em Linhares.

Sete meses após ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, A Gazeta voltou a Baixo Guandu, Colatina e Linhares, para saber como está a vida dos trabalhadores que retiravam o sustento do rio.

Segundo a Samarco, cerca de 2 mil pescadores estão recebendo auxílio financeiro, pois tiveram sua renda comprometida pela tragédia. Mas de acordo com a Superintendência Federal da Pesca, o total de pescadores atingidos no estado ultrapassa 3 mil.

Apenas em Baixo Guandu, mais de 500 pescadores foram impactados. Em Colatina, 300 pessoas vinculadas à associação de pescadores  local também estão impedidas de pescar, sendo que a metade delas diz não ter recebido qualquer auxílio da empresa.

“Já são sete meses sem saber o que é tirar um peixe do rio. O dinheiro pago pela Samarco mal dá para comer”, afirma o vice presidente da associação, Valdomiro de Jesus, o Dudu.

Na peixaria da associação, localizada no Centro de Colatina, a venda caiu 90%. “E olha que aqui só tem peixe da água salgada. Mesmo assim, ninguém quer comprar. Acham que a gente está vendendo peixe contaminado”, protesta o pescador Antônio José Alves, 50. Antes da lama, ele lucrava até R$ 4 mil por mês com venda de peixe. “Hoje não vendo R$ 300”.

A pesca também está proibida no mar, por tempo indeterminado, na região da Foz do Rio Doce. A medida visa a preservar a saúde da população que consome os pescados e a sobrevivência das espécies, segundo justificativa da Justiça Federal. A decisão afetou a atividade pesqueira em todo o Espírito Santo, já que 80% dos pescadores do estado buscam camarão na Região Norte.

Desde quando a lama da mineradora Samarco (empresa controlada pela brasileira Vale e a australiana BHP Billiton) vazou da barragem, a vida de mais de 10 mil trabalhadores que dependiam do Rio Doce para sobreviver não é mais a mesma.

A tragédia causou um rastro de mortes e destruição em Minas Gerais e no Espírito Santo, onde o dano continuou. “A lesão ainda persiste. O dano ambiental também continua. A tendência é que, com o passar do tempo, o número de pessoas lesadas aumente, em razão da dinâmica do dano ambiental”, afirma o procurador do Trabalho, Bruno Borges da Fonseca.

Fonte: G1

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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