Dilma deve deixar o Planalto na quinta. Descida da rampa é incerta
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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No Palácio do Planalto, o governo da presidente Dilma corre para deixar tudo pronto para a possível e cada vez mais provável saída dela da Presidência. Dilma Rousseff terá até 48 horas para deixar o cargo assim que for notificada, caso a admissibilidade do impeachment seja aprovada na sessão marcada para as 9h desta quarta.
De acordo com fontes do Planalto, a preferência pela quinta-feira é da própria Dilma. Alguns interlocutores sugeriram a sexta, 13 de maio, abolição da escravatura, mas a presidente prefere deixar o local no mesmo dia em que deve ser notificada, assim como fez Collor. A sessão no Senado que começa na quarta pode acabar somente na quinta-feira.
A simbólica descida da rampa ao lado de ministros, parlamentares e apoiadores está em estudo, mas ainda não é consenso. O certo é que a presidente receberá apoio de grupos sociais que já estão em Brasília.
Se houver a descida da rampa, os ministros palacianos e o ex-presidente Lula, que chegou a Brasília nesta terça (10) para se reunir com senadores do PT, irão acompanhar a presidente, além de outros apoiadores de fora do Planalto, como a ministra do PMDB Kátia Abreu. A participação da artistas e intelectuais também é cogitada.
Os que são contra a descida da rampa argumentam que marca um ‘fim de governo’, o que não é o caso, já que a presidente será afastada e, acreditam, recodunzida.
Chegou-se aventar a possibilidade da presidente ir à pé até o Palácio da Alvorada, residência oficial onde deve ficar pelos 180 dias do afastamento, mas a distância, de 4,6 km, inviabilizou a ideia, que já foi descartada há mais tempo.
O Planalto ainda estuda a agenda dela desta quarta (11). Uma cerimônia com apoiadores, como tem acontecido quase diariamente no Planalto, pode ser realizada com a presença de Dilma. Também está em análise a possibilidade de um pronunciamento em cadeia de rádio e TV.
As exonerações dos ministros também estão em discussão. Dilma prefere ela mesma assinar as exonerações, mas assessores próximos defendem que ela deixe a tarefa para Temer: ‘Deixa tudo para ele, assim ele dá o golpe de cima abaixo’.
No Planalto também são aguardadas as definições sobre os direitos da presidente em caso de afastamento. Se ela mantém o salário integral ou se terá o salário reduzido pela metade, como estabelece a lei de impeachment de 1950.
Os ministros mais próximos da presidente devem ficar ao lado dela nesses 180 dias. Os ministros que estiverem cumprindo quarentena após exoneração continuam recebendo salário, mas não podem assumir nenhum cargo até o fim do período de 180 dias. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e o assessor Giles Azevedo devem ficar ao lado de Dilma. O ministro Jaques Wagner deve voltar para a Bahia.
Fonte: R7.com
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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