Futuro de Lula está nas mãos do Supremo
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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A nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil da Presidência sofreu seu primeiro revés e está ameaçada pela Justiça de não se concretizar. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou que decidirá nesta sexta sobre a maior parte das ações que ingressaram na Corte questionando a entrada de Lula na Esplanada. Quase todas elas encampam a tese de que ele usará o cargo para se blindar da Lava Jato.
Nessa quinta-feira (17) pela manhã, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, do Distrito Federal, determinou a suspensão da posse, mas a liminar dele foi derrubada à noite. Também ontem a juíza Regina Coeli Formisano, do Rio, deferiu liminar pedida em ação popular dos advogados Thiago Schettino Gondim Coutinho e Murilo Antônio de Freitas Coutinho, proibindo a posse de Lula.
Na cerimônia de posse, Dilma negou que tivesse nomeado o ex-presidente para conferir a ele a prerrogativa de ser investigado pela Procuradoria-Geral da República e julgado pelo STF.
No STF, o ministro Celso de Mello fez um pronunciamento em resposta à afirmação de Lula, em grampo divulgado pela Justiça, de que a Corte está “acovardada”em relação à Lava Jato. “Esse insulto traduz reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes, que não conseguem esconder o temor pela prevalência do império da lei e o receio pela atuação firme, justa, impessoal e isenta de juízes”.
Ainda sem Lula oficialmente na articulação política, o impeachment de Dilma foi retomado na Câmara, que instalou Comissão Especial para analisar o afastamento da presidente. O deputado Jovair Arantes, aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi escolhido como relator.
O Planalto também deu posse ontem a Mauro Lopes, na Secretaria de Aviação Civil, numa tentativa de manter o apoio do PMDB. Mas os principais líderes do partido não foram à cerimônia. Os peemedebistas anunciaram que vão antecipar o processo decisório para saber se permanecem com Dilma ou deixam o governo.
REAÇÕES
A reação nas ruas à nomeação do petista foi intensa. O maior protesto ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo. Também foram registradas manifestações no Rio, em Brasília e no Recife.
Na capital paulista, manifestantes anti-PT completaram ontem mais de 24 horas de protesto. Muitos afirmaram que só sairão da rua após a renúncia ou impeachment da presidente Dilma.O clima foi de festa na maior parte do tempo. A relação com policiais foi amistosa, com direito a fila para selfies. Os manifestantes se reuniram em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que ganhou as cores verde e amarelo e as palavras renúncia já.
O clima esquentou em Brasília. Um policial militar ficou ferido e dois manifestantes passaram mal ao inalar spray de pimenta em confrontos em frente ao Congresso. Manifestantes jogaram bombas caseiras em direção à polícia, que estimou a participação de 10 mil pessoas.
Na capital pernambucana, o Segundo Jardim, na Avenida Boa Viagem, foi o ponto final da manifestação iniciada às 17h, nas imediações da Praça do Derby, na Avenida Agamenon Magalhães. Vestidos de verde e amarelo e de preto, os manifestantes levavam bandeiras do Brasil e de Pernambuco.
Os grupos eram ligados aos movimentos Vem Pra Rua e Direita Pernambuco e pediam o impeachment da presidente, entoando gritos. O hino nacional também foi cantado várias vezes.
Nesta sexta-feira (18), grupos de apoio à presidente prometem sair às ruas em defesa do governo.
Fonte: JC
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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