Presidente da Eletrobras vê chance ‘remota’ de antecipação de dívidas
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, disse nesta quarta-feira (18), em entrevista ao G1, que são “remotíssimas” as chances de dívidas da estatal no valor de R$ 40 bilhões terem o vencimento antecipado caso a empresa seja deslistada (perca o registro) na bolsa de Nova York (NYSE).
Neto fez a declaração pouco depois de a negociação das ações da Eletrobras na NYSE ser suspensa. A medida foi adotada porque a estatal brasileira não entregou seu balanço auditado de 2014 à SEC, que é o órgão regulador do mercado dos Estados Unidos, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. O prazo venceu nesta quarta.
A auditoria visa apontar eventuais prejuízos com irregularidades em obras da usina nuclear Angra 3, investigadas pela operação Lava Jato.A NYSE vai agora abrir um processo, que deve durar pelo menos dois meses, para avaliar se as ações da Eletrobras serão deslistadas. Na segunda (16), o novo ministro do Planejamento do governo Temer, Romero Jucá, disse que, se essa decisão for tomada, o Tesouro Nacional pode ter que arcar com R$ 40 bilhões em dívidas da empresa.
“Não tem escrito cláusula nos contratos de empréstimo da Eletrobras dizendo que, se a gente for deslistado, a dívida é antecipada”, disse o presidente da Eletrobras ao G1. “É zero ou muito próxima de zero, remotíssima [a chance de antecipação do vencimento dos R$ 40 bilhões em dívidas]”, completou ele.
De acordo com Neto, os R$ 40 bilhões se referem à dívida total do sistema Eletrobras. Ele apontou que “boa parte” desse valor tem como credores bancos públicos brasileiros, como oBanco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) que, não visão dele, não teriam interesse em antecipar a cobrança de suas dívidas.
‘Fizemos de tudo’
O presidente da Eletrobras disse que terá agora um prazo de 2 a 4 meses para recorrer da decisão da NYSE de suspender a negociação de suas ações. Ele disse esperar que, nesse período, seja concluída a apuração interna sobre prejuízo na estatal com irregularidades nas obras de Angra 3.
Sem a conclusão dessa investigação, a KPMG, empresa que está fazendo a auditoria do balanço de 2014, se nega a assinar o documento.
Neto afirmou que a direção da Eletrobras “fez de tudo o que foi necessário” para que a investigação fosse concluída e, o balanço, auditado. Segundo ele, faltou tempo.





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