Seca atinge a produção avícola local
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
- Category : Clipping
Sempre que pensamos em seca, uma imagem vem a nossa cabeça: a do gado morto por falta de água e de comida. Como se não bastassem os impactos social e cultural dessa dura realidade, em Pernambuco, a maior estiagem das últimas décadas tem ultrapassado a atividade bovina e tem atingido também a avicultura. Para se ter ideia, somos o sexto maior produtor de ovos e de frango do País e, segundo os avicultores locais, se a seca insistir em permanecer por aqui, é possível que a participação no mercado nacional seja colocada em xeque e que demissões aconteçam.
Atualmente, são gerados 150 mil postos de trabalho para produzir 210 milhões de ovos e 13 milhões de frangos, por mês. Do total produzido, 2% são destinados ao comércio exterior e o restante abastece as regiões do País, sobretudo o Nordeste.
É lá que acontece, todos os anos, a Corrida das Galinhas, tradicional festa do setor. Por ano, a atividade injeta R$ 2,8 bilhões na economia do Estado.
“Pelo menos por enquanto, não sabemos até quando podemos aguentar. O produtor do Agreste é quase um super-herói para se manter”, lamenta o presidente. As aves não podem ficar sem água por um instante sequer e o reservatório mais próximo fica a 40 quilômetros de distância da localidade. “Como atenuante, existe um entendimento junto ao Governo do Estado para construirmos uma adutora da Barragem de Pau Ferro, que hoje está preenchida em sua totalidade, para São Bento do Una”, diz.
A obra seria executada pela Construtora Getel, mas, por problemas internos, ela deixou as obras. Agora, a Ápia Engenharia, a segunda colocada na licitação, será convocada para erguer a obra de R$ 54 milhões, conveniada com a União por meio do Ministério da Integração. A conclusão permanece prevista para 2018, entretanto, a entrega oficial deve sofrer atrasos.
“A estratégia é manter o que temos, ou seja, um plantel com 100 mil aves. Porém, estou gastando mais e diminuindo as margens de lucro. Ou seja, nem crescemos e nem geramos empregos”, justifica. “O gasto para ter a água chega a ser de R$ 17 mil por mês, correspondente a quase 10% da nossa planilha de custos”, calcula.





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