Vacina contra zika não fica pronta em menos de dez anos, diz cientista
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Rafael França disse nesta sexta-feira que a vacina contra o vírus da zika não estará disponível no mercado em menos de dez anos. “Existe uma série de fatores que devem ser considerados. Cada fase da pesquisa tem um protocolo que é acompanhado, inclusive, pelos órgãos de regulação. Começando as pesquisas agora, entregar uma vacina à população não leva menos de dez anos”, revelou.
Ele participa da equipe da Fiocruz que estuda a formação e o funcionamento do vírus da zika, além dos possíveis danos causados pelo parasita no cérebro; entre eles, a microcefalia e a Síndrome de Guillain-Barré.
No dia 1º de fevereiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que a vacina está começando a ser desenvolvida, um processo que, segundo ele, vai demorar de três a cinco anos para ser concluído. “É possível que, nesse intervalo, tenham início os testes em humanos, mas daí a disponibilizar a vacina no mercado é outra história”, afirmou o cientista.
Ainda de acordo com ele, antes de iniciar os testes em humanos, são feitas análises em células, camundongos e macacos, em laboratório. “Depois vem a fase clínica, em pessoas em áreas onde tem circulação do vírus. E daí você acompanha o desenvolvimento das respostas, e isso leva alguns anos. Basta uma delas morrer por causa da vacina, e isso já é suficiente para tirá-la do mercado. São muitos critérios”, explicou.
Embaixador
O pesquisador acompanhou a visita do embaixador do Reino Unido, Alex Ellis, ao Recife nesta sexta-feira (26). O representante do país europeu veio conhecer os laboratórios do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, da Fiocruz, e verificar o andamento dos estudos, que estão sendo financiados pelo governo britânico.
As pesquisas, que começaram no ano passado, podem resultar na produção de remédios e vacinas. “Essa pesquisa é imprevisível. Nós já conseguimos isolar o vírus, e a gente consegue compartilhá-lo com outros laboratórios do mundo. Também já descobrimos características particulares do vírus”, adiantou Rafael França.
O projeto ganhou o edital do Fundo Newton sobre doenças infecciosas e receberá recursos da Medical Research Council, do Reino Unido, e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia dePernambuco (Facepe). O total investido soma R$ 2 milhões e está sendo liberado pelos próximos três anos.
Fonte: G1
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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