
A criação de um Estado palestino que coexista em paz com Israel é a solução de referência internacional para um dos conflitos mais antigos do mundo. Entretanto, na quarta-feira (15), a
explosiva declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, significou um giro na política externa americana e provocou uma onda de reações em todo o mundo.
O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, disse categoricamente que “se deve fazer todo o possível para preservar” a possibilidade de uma saída de dois Estados.
A ONU, que outorgou ao Estado palestino o status de Estado observador, defende esta opção, que é também o princípio fundamental da solução recomendada pela União Europeia. A França – membro permanente do Conselho de Segurança da ONU – disse, por intermédio de seu embaixador François Delattre, que o compromisso de seu país com a solução de dois Estados “é mais forte do que nunca”.
Em Ramallah, nos Territórios Palestinos, Hanan Ashraui, um dirigente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), comentou que a nova posição americana “carece de sentido”. Washington “está tentando satisfazer a coalizão extremista de Netanyahu”, afirmou. Outro alto funcionário palestino, Saeb Erekat, denunciou que a declaração se propõe a “eliminar o Estado da Palestina”, antecipando que um eventual Estado único não será necessariamente um Estado judaico.
A única alternativa a uma solução de dois Estados, disse Erekat, é “um simples Estado democrático que garanta os direitos de todos: judeus, muçulmanos e cristãos”. Já a ala mais extrema do governo israelense cantou vitória. “Uma nova era. Novas ideias (…) Grande dia para os israelenses e os árabes razoáveis. Felicitações”, tuitou o líder do partido nacionalista e religioso Lar Judaico, Naftali Bennet.
Fonte: Folha-PE
Blog do Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB/PE)
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