“Não vamos levar água do Tocantins quando ele estiver seco”, diz Gonzaga Patriota
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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Em discursos Câmara ao longo desta segunda-feira (09), o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) abordou a crise hídrica vivida ao longo do Rio São Francisco e os debates criados entre a população a partir da matéria exibida no último domingo (08), pelo programa Fantástico, da TV Globo. Nela o repórter José Raimundo mostrou os cenários de seca ao longo do Velho Chico; com peixes mortos, trechos de chão rachado e o que antes era o maior lago artificial das Américas, em Sobradinho (BA), previsto para chegar ao volume morto até novembro.
Para Patriota, os governos precisam criar um novo protocolo para casos como este. “Precisamos de uma política governamental e social para salvar rios que atendem a tantas populações em épocas de seca”, disse o parlamentar. Segundo o socialista, sua proposta de recuperação e revitalização do Velho Chico (PL 6569/13, já tramitando no Senado) não seria um problema para o Tocantins, pois a captação de água só ocorreria em tempos de cheia.
“Eu tenho recebido emails e ligações me pedindo que eu não tire água do Tocantins, que ele está seco. Jamais a gente vai usar o Tocantins para abastecer o Velho Chico numa época como essa, em que não chove há 4, 5 meses; assim como no interior do Nordeste, onde não chove há 6, 7 anos. Deixo meu compromisso com os tocantinenses: vocês não notarão qualquer diferença”, destacou o parlamentar.
O rio tocantinense passa até 8 meses do ano com vazão média de 11,800 m³/s. A água, após misturar-se com o rio Araguaia, passa por uma região de baixa densidade demográfica no estado do Pará e deságua no Oceano Atlântico.
“É uma grande quantidade de água que poderia estar provendo o Velho Chico, hoje responsável pela subsistência de milhares de brasileiros e pela pujança da fruticultura irrigada. Com o Lago de Sobradinho tão seco, não sustentaremos as próximas safras de uva ou sequer poderemos produzir nossos premiados vinhos. O impacto econômico e social será enorme. E tudo isso porque não queremos fazer uma obra que vai custar de R$ 3 a R$ 4 bilhões, ao passo que a obra da Transposição – que hoje tira água do São Francisco para abastecer demais estados do Nordeste – pode chegar a R$ 15 bilhões”, explicou.
Gonzaga acredita que sua proposta de interligação – que já possui concorrência para realização do projeto de engenharia concluída e dispõe de R$ 600 milhões destacados no Orçamento da União – será em breve sancionada pelo presidente da República.
“Quem sabe, com a nova área abastecida pelos 220 km de canais ou pela hidrelétrica que receberá água das elevatórias, não poderemos criar uma nova região propensa ao desenvolvimento da fruticultura irrigada? Depois disso, será tempo de educar a população para que não façamos, no futuro, os estragos que fizemos com o São Francisco ao longo dos últimos 500 anos”, disse.





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