Games foram alvo de espionagem
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
- Category : Clipping
Não é só a imprensa que acredita que os games são um terreno fértil para psicopatas e terroristas. O governo americano também parece ter a mesma opinião. Entre 2007 e 2009, a Agência Nacional de Segurança americana (NSA na sigla em inglês) e sua contraparte britânica, a GCHQ, espionaram as contas e movimentações de jogadores da Xbox Live, World of Warcraft e Second Life. As informações sobre as ações perpetradas pelas agências de inteligência foram repassadas pelo ex-técnico da NSA, Edward Snowden, aos jornais The Guardian, The New York Times e ProPublica.
O objetivo ao espionar as redes de gamers eram: 1) Identificar potenciais terroristas que se comunicariam usando as ferramentas de chat dos jogos; e 2) arregimentar potenciais informantes, através dos “geeks” que povoam essas redes e sacam tudo de tecnologia. Um documento da NSA de 2008 até alerta para o risco de deixar a comunidade gamer sem monitoramento, descrevendo-os como uma “rede de comunicação rica em alvos”, onde os suspeitos poderiam “esconder-se à vista de todos”.
De acordo com os especialistas da NSA, se devidamente explorada, as redes de gamers poderiam fornecer à agência informações vitais como fotos, geolocalização e até dados biométricos dos alvos, fornecidos através das webcams. Nos documentos liberados por Snowden, não é relatado nenhum grupo terrorista descoberto através desses meios, mas cita-se um caso de uma quadrilha de fraudadores de cartões de crédito desmascarada via Second Life, em 2008. Parte da investigação dos espiões britânicos foi feita com a ajuda de um informante usando um avatar digital, “que amavelmente ofereceu informações sobre as últimas atividades do grupo-alvo”.
Como não poderia deixar de ser, a Blizzard, produtora de World of Warcraft, disse que nem a NSA nem GCHQ haviam pedido a sua permissão para coletar informações dentro do jogo. “Não temos conhecimento de qualquer ação de vigilância”, disse um porta-voz da Blizzard ao Guardian. “Se foi feito, foi sem o nosso conhecimento ou permissão”. A Microsoft, dona da Xbox Live, se recusou a comentar as últimas revelações, assim como Philip Rosedale, fundador do Second Life e ex-CEO da Linden Lab, operadora do jogo. Tampouco a NSA quis comentar o caso, e um porta-voz da GCHQ disse que a agência não “confirma ou nega” as revelações.
Fonte: JC online
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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