Apesar de tudo, a Petrobras ainda tem salvação

PORecuperar a credibilidade é a principal meta da maior empresa brasileira, mas o anúncio do novo presidente na sexta-feira, Aldemir Bendine, feita de forma atabalhoada, com seu nome sendo vazado antes mesmo da reunião do Conselho Diretor ter início, voltou a preocupar. O temor é que as ingerências políticas que levaram a Petrobras à sua pior crise, ainda vão continuar. Mesmo envolta num cenário de incertezas, a Petrobras tem alguns trunfos a seu favor, que ainda fazem dela uma empresa sólida, apesar de dilapidada.

Mesmo os mais críticos analistas acreditam que a companhia encontrará um caminho. “A gente sempre acha que tem salvação. Até porque a Petrobras tem uma característica que o governo não destruiu. Possui a quarta maior reserva de petróleo do mundo, tem um quadro técnico de alto gabarito e tecnologia de ponta em exploração no alto mar”, avalia o diretor fundador do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires.

Entre as outras vantagens está a queda do preço do petróleo no mercado internacional, combinada com o seu monopólio na distribuição de combustível no Brasil. Também tem a tradição nacionalista que remonta ao Petróleo é Nosso de Getúlio Vargas, na década de 50. “A Petrobras está sendo bombardeada de todos os lados, e até injustamente por analistas. A queda no preço do petróleo traz de volta uma realidade que ela viveu em 2010, quando a companhia tinha uma paridade favorável em relação aos preços internacionais e entregou um lucro de R$ 35 bilhões”, afirma um analista da Finacap Consultoria que prefere não ter seu nome divulgado.

Mas este cenário mudou nos anos seguintes, e com os preços internos sendo controlados pelo governo, a empresa passou a perder lucratividade, deixando de ganhar R$ 60 bilhões. Mas no ano passado houve a reviravolta positiva. “Hoje a empresa compra o barril de petróleo a US$ 50 e a vende localmente a US$ 98. Por isso ela triplicou a importação. Com essa vantagem, consegue em um ano e três meses tirar a diferença negativa”, opina.a

Mas antes que isso aconteça, a Petrobras terá de resolver um de seus maiores problemas: entregar até junho o balanço auditado do terceiro trimestre do ano passado, incluindo na conta as perdas com a corrupção revelada na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Sem isso, ela corre o risco de ver seus credores batendo à porta para cobrar de uma só vez dívidas de R$ 52 bilhões, mais que o dobro do que tem em caixa para tocar sua operação, R$ 25 bilhões. Além disso, ela fica impedida de contratar novos empréstimos, reduzindo a sua liquidez e aumentando seu risco de dar calote. Perdendo o selo de boa pagadora diante das agências de risco internacionais, rebaixaria, na esteira, a nota do Brasil.

Hoje, a Petrobras corre contra o tempo para entregar um método plausível para dar baixa nos ativos daquilo que foi sobrepreço por conta de corrupção. Os dois métodos entregues, mas não incluídos no balanço, não foram aprovados pela diretoria. O primeiro calculou os 3% de propina revelados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa. Neste método, as contas chegaram a R$ 4 bilhões. No outro, a Petrobras, juntamente com a Deloitte e o BNP Paribas, foram em busca do valor justo de 52 ativos imobilizados (plantas industriais) da empresa. Neste critério, se busca o valor que outras companhias estariam dispostas a pagar. A conta chegou a um valor de R$ 88 bilhões a menos em relação ao registrado pela companhia. O problema desse cálculo é que ele não vem só de corrupção. A menor cotação do petróleo, o câmbio valorizado e outros aspectos interferem no preço auditado.

A decisão de dar preferência aos investimentos em poços de petróleo com custo baixo – muitos do Pré Sal têm esse perfil e capacidade para 30 mil barris por dia –, a suspensão das obras de refinarias e a interrupção de novas prospecções e perfurações de poços que só podem gerar caixa em três anos, foram decisões positivas da diretoria demitida na semana passada. O problema, para Adriano Pires, foi a forma como tudo aconteceu. “Graça e sua diretoria tinham todos os motivos para serem trocados, pois entregaram a empresa em pior condição do que quando assumiram. Mas a saída aconteceu de forma intempestiva porque a presidente Dilma ficou chateada com os números não auditados, com a baixa no Maranhão, Ceará e a suspensão de Abreu e Lima e Comperj, além dos R$ 88 bilhões calculados como perdas. Caíram pelos motivos que não deveriam e o mercado vê isso.”

Apesar disso, o analista da Socopa Corretora, Marcelo Varejão, diz que a volta da credibilidade, principalmente em relação à independência da empresa, é de vital importância. “A empresa tem bons ativos e quadro técnico bom. Certamente tem valor, mas ninguém, principalmente o investidor estrangeiro, vai botar dinheiro numa empresa com tantos problemas.”

Fonte: JC

Blog do Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB/PE)

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