O papel da alimentação no combate ao câncer
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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O que se sabe sobre o câncer ainda é pouco para frear a sua ocorrência. O termo câncer denomina um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado e veloz das células provocando a formação de tumores malignos, que podem se ramificar em outras partes do organismo, além da região de origem. Sobre suas causas, o que se pode afirmar com certeza é que há causas internas e externas ao organismo que justifiquem o surgimento de um câncer. Fatores genéticos pré-determinados e hábitos de vida estão no rol de causas identificadas e que também podem estar relacionadas uma com a outra. Não é surpresa, portanto, saber que a forma como nos alimentamos pode influenciar diretamente no quadro formador da doença e também na sua prevenção.
De acordo com a nutricionista Luciana Araújo, da Oncoclínica, no Recife, os cuidados com o que se come visando boa saúde deve começar ainda na infância. “A alimentação precisa ser rica em alimentos reguladores como as frutas, os legumes e as verduras”, recomenda. A especialista explica ainda que é fundamental evitar consumir carnes processadas na indústria, a exemplo do hambúrguer, mortadela, presunto, salsicha e até charque, por conterem nitrato, substância que, quando ingerida, tem a capacidade de aumentar o risco de incidência do câncer. A dica vale para os enlatados de forma geral, afinal de contas, é mais do que comprovado que o consumo de ingredientes livres de aditivos, conservantes e agrotóxicos é fundamental para evitar doenças.
Uma prática simples e corriqueira entre nós, brasileiros, a de preparar e comer churrasco, segundo Luciana, deve ser evitada. Mas o que essa tradição dos domingos em família e amigos tem a ver com o aparecimento de um câncer? Ela explica: “A associação da fumaça com o aquecimento prolongado do cozimento aumenta a formação de substâncias potencialmente cancerígenas”. Da mesma forma, as frituras também oferecem risco ao funcionamento celular, um tipo de impacto que vai além da influência nas taxas de colesterol e triglicerídeos. Se for inevitável, prefira óleo ou azeite, fritar algo com margarina seria impensável. Quando aquecida, produz uma substância cancerígena chamada acroleína.
A associação de bebida alcoólica com o fumo pode exercer uma grande influência na formação de tumores. A especialista avisa que o ideal é introduzir a atividade física e uma alimentação saudável na vida de uma pessoa o quanto antes.
Pós-diagnóstico
No caso de diagnóstico do câncer, a alimentação segue como aliada na imunidade do corpo – podendo deixar o organismo mais forte para combater a doença já instalada. Nesse momento, é preciso focar na eliminação dos radicais livres (que causam o envelhecimento das células), que têm quantidade aumentada durante o tratamento com os medicamentos quimoterápicos. Logo, a dieta do doente precisa mais do nunca de alimentos ricos em antioxidantes.
Bom não esquecer também de inserir fibras – também aliadas no combate ao câncer. Luciana recomenda a ingestão ingestão de vitamina C, presente em ingredientes comuns nas gôndolas dos mercados e tabuleiros de feiras de rua: laranja, acerola, abacaxi, limão, por exemplo. Não esquecer também a rainha das vitaminas, a A, que está no leite, ovo, couve e fígado bovino. E mais: selênio, encontrado no gérmen de trigo e na castanha-do-pará; e vitamina E, presente nas nozes e gema do ovo.
Saiba mais
Quadro – Segundo relatório “Estimativa 2014 – Incidência de Câncer no Brasil”, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número estimado de novos casos de câncer no Brasil entre 2014 e 2015 é de aproximadamente 576 mil, incluindo os de pele não melanoma, seguido de próstata, mama feminina, cólon e reto, pulmão, estômago e colo do útero.
Fonte: Folha-PE
Blog do Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB/PE)





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