Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)
A aproximação com o PMDB pode custar caro à senadora Marta Suplicy (sem partido-SP). O PSB, sigla que vinha negociando desde o início do ano a filiação da ex-petista, irritou-se com os acenos dela à cúpula nacional peemedebista e começou a buscar alternativas para a eleição à Prefeitura de São Paulo, em 2016.
O comando do PSB em São Paulo estuda tanto lançar um nome da legenda ao posto como apoiar o candidato escolhido pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para representar o PSDB na disputa da capital paulista.
A ameaça é uma resposta à hesitação da senadora em concluir o processo de filiação ao partido – adiado por ela duas vezes – e uma retaliação pelas conversas que a senadora manteve, na semana passada, com a bancada do PMDB no Senado Federal e com o vice-presidente Michel Temer.
Nos encontros, ela sinalizou que teria interesse em ingressar no PMDB desde que a sigla lhe garantisse desde já a candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2016.
A avaliação de lideranças nacionais do PMDB, no entanto, é de que as conversas não devem ser levadas adiante. Para um dirigente da sigla, a filiação da senadora seria um novo fator de estresse para as relações entre o PMDB e a presidente Dilma Rousseff (PT). No PSB, a avaliação é de que, com seu estilo “personalista”, a senadora conseguiu desgastar rapidamente a relação que havia construído com o presidente estadual da legenda, o vice-governador Márcio França.
Para ingressar no partido, Marta teria feito uma série de exigências, como a nomeação de aliados escolhidos por ela à direção municipal da sigla e a garantia de recursos para a campanha eleitoral do ano que vem. As condições causaram mal-estar na legenda e levaram prefeitos do PSB em São Paulo a defender que o partido não conceda a sigla para a senadora.
Fonte: Magno Martins
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