Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)
Altas da inflação, das taxas de juros e do desemprego. Juntos, os três fatores foram os principais responsáveis pela elevação dos índices de inadimplência do consumidor brasileiro nos últimos meses. De acordo com a Serasa Experian, a inadimplência fechou o primeiro semestre de 2015 com crescimento de 16,4%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
É a maior alta nessa relação desde 2012 (19,1%). Na comparação mensal – junho x maio de 2015 –, o indicador subiu 5,9%. Na comparação anual – junho de 2015 x junho de 2014 – o indicador cresceu 23,4%.
O setor campeão de inadimplência foi o não bancário – que abarca, cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água -, com uma alta de 10,2% e contribuição de 4,7 p.p. para o indicador.
Em segundo lugar, ficaram as dívidas com os bancos e os títulos protestados, que subiram 2,5% e 4,7% e contribuíram com 1,1 p.p. e 0,1 p.p., respectivamente, para o crescimento do índice no mês passado. Já os cheques sem fundos apresentaram queda de 1,1% e contribuíram levemente de forma negativa (-0,1 p.p.) para que o resultado de junho deste ano não fosse ainda maior.
Outro agravante é que subiu o valor médio das dívidas não bancárias, com uma alta de 24,6%% no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2014 – de R$ 323,16 para R$ 402,61. O valor médio dos cheques sem fundos também cresceu (10,9%) – de R$ 1.688,45 para R$ 1.872,68.
Já o valor médio da inadimplência junto aos bancos cresceu 0,9%, de R$ 1.266,22 para R$ 1.277,46. O valor médio dos títulos protestados foi no caminho inverso. Registrou queda de 3,3%, de R$ 1.452,18 para R$ 1.403,54.
Fonte: JC
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