Ensaios de Oliver Sacks falam da velhice e da morte
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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Uma das leis de Arthur C. Clarke aponta que “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia”. Ver algo que não se entende é enxergar uma espécie de mágica mesmo, e tenta compreendê-la é correr o risco de perder a sua força. Explicar, no entanto, não é (ou não devia ser) sempre uma forma de matar a fantasia e a beleza dos fenômenos da vida: está mais próximo de ser uma forma de, ao revelar os mistérios, lembrar que ainda estamos cercados de poesia e acaso.
Um dos grandes nomes entre os que já ousaram escrever sobre ciência – no caso, a neurologia – para um público amplo, Oliver Sacks morreu em agosto desse ano, vítima de um câncer em metástase. Já sabia do diagnóstico e, em vários ensaios, escreveu sobre como se sentia ao envelhecer e ao pensar que deixaria a vida. Quatro deles estão em Gratidão, um volume de apenas 64 páginas da Companhia das Letras.
A força dos ensaios biográficos é que eles mostram pessoas obrigadas a pensar a própria vida. Sem uma falso sentimentalismo, Sacks avalia o prazer de estar vivo, sempre com o olhar de um pesquisador racional que continua encantado pela possibilidade de descobrir mais sobre a vida, o universo e os homens.
“Não há tempo para o que não é essencial. (…) Não assistirei mais ao noticiário toda noite. (…) Não é indiferença, é distanciamento”, comenta, já acometido pelo câncer terminal. Em outro texto, Minha Tabela Periódica, fala de como sempre relacionou a massa atômica dos elementos químicos com a sua idade e, no livro, comenta até a relação com o judaísmo e sua homossexualidade. Gratidão é um livro sobre um homem que tentou – e descobre ter conseguido – “alcançar a sensação de paz dentro de si mesmo: “Acima de tudo, fui um ser senciente, um animal que pensa, neste belo planeta, e só isso já é um enorme privilégio”.
Fonte: JC
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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