Polícia e MP esperam encerrar nesta 2ª depoimentos do caso Hopi Hari
A fase de depoimentos sobre a morte de Gabriela Yukari Nichimura, de 14 anos, no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP), deve ser concluída nesta segunda-feira (9), a partir das 14h, segundo o promotor de Justiça Rogério Sanches.
“Eu e o delegado [Álvaro Santucci Noventa Júnior] devemos ouvir a última testemunha”, explica Sanches, sem revelar qual a relação da testemunha com o inquérito. O acidente ocorreu em 24 de fevereiro.
Sanches disse que durante as investigações foram ouvidas cerca de 15 pessoas, sendo que algumas prestaram depoimento mais de uma vez. “Isso foi feito não necessariamente por conta de contradições”, resume o promotor. Ele informou que uma outra testemunha foi ouvida na quarta-feira (4).
O promotor reiterou que o cenário do acidente “está bem claro”, mas aguarda a conclusão do inquérito, que depende do laudo produzido pelo Instituto de Criminalística (IC) de Campinas, para apresentar o caso à Justiça na sequência. “Quando receber o inquérito, tenho um prazo de 15 dias para oferecê-las (para Justiça)”, explicou Sanches.
Sobre a conclusão das investigações, o promotor adiantou que o indiciamento por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) é a “tese mais plausível”.
Laudo
Procurado pelo G1, o perito Nelson Patrocínio da Silva informou que o laudo deve ser entregue nesta semana. “Estamos redigindo e anexando documentos”, afirma.
Os trabalhos do IC envolvem análise do assento e avaliações que foram feitas no local, incluindo os dispositivos de segurança do brinquedo. O perito informou que um possível atraso na entrega do documento pode ocorrer, caso ocorra algum problema imprevisto.
Novo TAC
O Hopi Hari tem até terça (10) para analistar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi proposto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) durante reunião feita em Campinas (SP) na segunda (2). A perícia realizada pelo MPT no parque constatou irregularidades nas relações de trabalho.
O conteúdo completo do TAC ainda não foi divulgado, mas, segundo a procuradora Maria Stela Guimarães, o termo pede o ajustamento das horas de trabalho dos funcionários do parque, o dimensionamento de pessoal e o que seria o ideal para cada brinquedo, o término do incentivo de produtividade, a melhoria na capacitação dos funcionários e adequação de máquinas.
A solicitação de abertura de um inquérito trabalhista foi feita pela promotora dos Diretos do Consumidor Ana Beatriz Vieira. De acordo com a assessoria do MPT, o Hopi Hari não é obrigado a aceitar o TAC e, caso isso ocorra, a instituição pode acionar a Justiça.
Fonte: G1
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





Nenhum comentário