Ministério Público instaura procedimento investigativo para aumentar a lista de IEPs do Recife
A ameaça da especulação imobiliária a imóveis considerados importantes para a preservação da memória cultural e arquitetônica do Recife, que esta semana provocou uma debate nas redes sociais em torno de duas casas modernistas localizadas na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, motivou a abertura de um procedimento de investigação por parte do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
Em função das constantes denúncias de destruição e descaracterização recebidas, o órgão quer identificar edificações que não foram incluídas na primeira lista de Imóveis Especiais de Preservação (IEP) da cidade, composta por 154 prédios, para fazer um novo catálogo e evitar que outros imóveis venham abaixo.
“Estávamos recebendo uma demanda grande de denúncias de demolição. Percebemos que, durante a elaboração da lei, imóveis importantes ficaram de fora e hoje tornaram-se visados pelas construtoras”, justificou a promotora de meio ambiente e patrimônio histórico cultural do Recife, Belize Câmara. Acredita-se que pelo menos 150 imóveis possam ser incluídos na nova lista de IEPs, incluindo casas que já foram compradas para dar lugar a empreendimentos imobiliários.
“Estamos levando em consideração principalmente a preservação de uma memória importante para a cidade, mas também a infraestrutura urbanística e de mobilidade”, afirmou a promotora. Um estudo foi solicitado à Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC) da Prefeitura do Recife à Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), ainda sem data para ser entregue.
Fonte: Diário de Pernambuco
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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