Famílias brasileiras estão mais endividadas

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O endividamento e a inadimplência voltaram a subir no Brasil em 2017. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o nível de comprometimento do orçamento familiar cresceu 0,6%, chegando a 60,8% e quebrando uma sequência de três anos consecutivos de queda. Só que nem todas essas dívidas foram pagas como deveriam, pois o número de famílias que têm contas em atraso também aumentou, alcançando o maior patamar da série histórica iniciada em 2010.

De acordo com a pesquisa, divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias com contas em atraso passou de 24,2% para 25,4% no Brasil entre 2016 e 2017. E o percentual de famílias que não têm condições de pagar as suas contas e, por isso, continuaram inadimplentes subiu de 9,2% para 10,2% – percentual bem maior que o registrado pela CNC no auge da crise econômica, em 2015: 7,7%. “O indicador permaneceu o ano todo em patamares históricos elevados, alcançando o maior patamar em setembro de 2017 (10,9%)”, revela o estudo.

E a maior parte dessas dívidas continua nos instrumentos de crédito mais caros do mercado. Segundo a pesquisa, apesar de modalidades de juros mais baixos, como o crédito consignado e o financiamento imobiliário, terem ganhado participação nas contas das famílias brasileiras, o cartão de crédito, que tem juros altos, continua respondendo pela maior parte das dívidas: 76,7%. Em segundo lugar está o cheque especial, com 6,7% dos débitos. Por isso, 30,1% de toda a renda mensal das famílias brasileiras ainda é dedicada ao pagamento de dívidas.

O material explica que o aumento do endividamento reflete o início da recuperação econômica do Brasil e as medidas de incentivo ao consumo tomadas pelo governo federal, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inativo. Porém, não foi acompanhado por uma melhora consistente dos níveis de emprego e renda da população. Por isso, acabou provocando o aumento da inadimplência – tanto que o indicador de recuperação de crédito da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) caiu 0,4% em 2017, influenciado, sobretudo, pelas regiões Norte (-8,4%) e Nordeste (-5,7%).

“A recuperação lenta da atividade econômica, a redução das taxas de juros, a queda da inflação ao consumidor […] ajudam a explicar a maior disponibilidade de crédito para as famílias. […] Contudo, as famílias mostraram mais dificuldade em pagar suas contas em dia, além de mais pessimistas em relação ao seu endividamento e à sua capacidade de pagamento. A prevalência de altas taxas de desemprego ajuda a explicar essa piora. Desse modo, apesar da melhora do perfil de endividamento, em geral, um número maior de famílias apresentaram dificuldades com relação aos seus compromissos financeiros”, exp lica a pesquisa da CNC.

Fonte: Folha-PE

http://www.folhape.com.br/economia/economia/financas-pessoais/2018/01/16/NWS,55663,10,510,ECONOMIA,2373-FAMILIAS-BRASILEIRAS-ESTAO-MAIS-ENDIVIDADAS.aspx

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