Aplicativos de delivery mudam perfil de consumo e fazem sucesso em Pernambuco

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avanço das tecnologias pode ter impacto transformador nas formas de consumo. Exemplo disso é a expansão dos aplicativosde entrega no País. Com a consolidação no cotidiano dos brasileiros, o mercado dos apps de delivery fechou 2018 com um faturamento de R$ 11 bilhões segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). A estimativa é de que a movimentação chegue a R$ 12 bi, marcando um crescimento anual de R$ 1 bi – e participação de 15% no setor de alimentação e bebidas. 

A exponencialidade do segmento é tanta que a pioneira iFoodalcançou, no ano passado, o valor de mercado de US$ 1 bilhão, atingindo o status de empresa unicórnio. Os demais aplicativosque já operam em Pernambuco trilham um caminho parecido: a colombiana Rappi e a americana Uber Eats, por exemplo, investem para ampliar a área de cobertura no Brasil até o fim de 2019.

No Estado, a adesão por parte dos restaurantes é grande. “O Sebrae atesta que 50% dos estabelecimentos do setor de alimentação já usam os apps para fazer entrega”, revela o presidente da Abrasel em Pernambuco, André Araújo. Na sua avaliação, a velocidade, acessibilidade e segurança que as plataformas oferecem contribuem para o sucesso do meio entre os clientes. “As promoções são quase diárias, e a entrega é rápida. Além da comodidade, otimiza a produtividade porque o usuário não precisa se deslocar”, argumenta. 

Nesse sentido, a aposta da Uber Eats é alcançar um nível de eficiência nessas questões a ponto de o serviço de entregas substituir a cozinha tradicional, assim como Uber X substitui o carro particular para muitos. “Para isso, o delivery precisa se tornar cada vez mais acessível e cada vez mais ágil. Ter uma grande seleção de todos tipos de comida para vários tipos de orçamento, e entregadores à disposição 24hs por dia. É para esse futuro que a gente trabalha e caminha”, conta a gerente de comunicação do Uber Eats do Brasil, Gabriela Manzini. O software funciona no Recife desde agosto de 2018. “A gente está vendo uma boa adesão e acrescimento em todas as cidades”, conta. 

Em operação no Recife desde junho do ano passado, a Rappi adotou estratégia que vai além da entrega de comida. Pelo aplicativo, o usuário pode pedir literalmente qualquer coisa – de itens de farmácia a uma feira completa. “Se cabe na nossa bag, podemos levar”, diz o app.  A gerente regional da empresa no Nordeste, Georgia Sanches, explica que a grande aderência ao serviço se deve às novas características do consumidor atual. “O delivery de tudo da Rappi vem ao encontro de uma tendência mundial que é a da utraconveniência, muito latente em centros urbanos. As pessoas têm recursos mas têm tempo escassso para fazer atividades a que se prepõem. Com o delivery de tudo, a gente reduz o tempo que ela gasta para fazer suas atividades”, revela.

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Apps fornecem renda complementar
Se por um lado a demanda pelo serviço é grande, também é oportunidade de renda para muitos. Com 703 mil pessoas desempregadas no Estado, de acordo com a última a PNAD Trimestral do IBGE, os apps se tornam opção para quem deseja ingressar a força de trabalho. “De maneira geral, o mercado de trabalho está muito deteriorado, temos uma das maiores taxas de desemprego do País, e a renda real média não cresceu em relação a 2017. Por essa conjuntura, a gente hoje tem uma procura bem maior de empregos por meios ligados à tecnologia”, avalia o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos. A alternativa pode, inclusive, ser mais rentável. A contrapartida é que a parceria com os apps não garante nenhum direito trabalhista, como FGTS, 13º e adicional de periculosidade. Ainda assim, a Abrasel-PE estima que, trabalhando em tempo integral, o teto da renda de um entregador de aplicativo chegue a R$ 3,4 mil

Depois de perder o emprego como entregador em uma transportadora, José Francisco, 35, encontrou a saída no iFood, onde trabalha há quase um ano. Diferentemente dos outros apps, o iFood oferece duas modalidades de trabalho: como ‘nuvem’, pelo qual o motorista faz seu próprio horário, ou como ‘OL’ – horário fixo, seis dias por semana e com ganho adicional de R$ 40 reais por dia trabalhado. Na comparação com o antigo emprego, José Francisco conta que ganha mais como OL no aplicativo – em média R$ 2 mil por mês. “Para mim está valendo a pena, dá para pagar as minhas contas”, revela. 

João Santos, 22, também voltou sua atenção para as novas oportunidades após perder o emprego como frentista em um posto de gasolina. Agora é OL no iFood e ganha quase R$ 3 mil mensais. “No momento esse emprego vale mais a pena. Em um dia bom, dá para fazer de 15 a 20 pedidos”, diz.

Com Aroldo Matias, 36, a história foi diferente. Ele, que trabalhava como entregador de pizza em um restaurante, passou a usar o iFood para fazer uma renda extra. Depois de oito meses sendo nuvem, deixou para trás o emprego de carteira assinada para se dedicar integralmente ao app. “Como OL, a renda é bem maior. Ganho entre R$ 1,5 mil e 1,8 mil”.

Raimundo Coelho, 37, também optou pela parceria com os apps para garantir um complemento de renda. Além de ter o próprio comércio, há oito meses entrega para Rappi e iFood. Nesse esquema, faz em média R$ 1,7 mil mensais. “A melhor parte é que me sinto livre para ir e voltar para qualquer canto, fazendo meu horário”, relata. 

Jeferson de Castro, 38, começou este mês como entregador iFood enquanto é vendedor em uma empresa. “No meu horário de almoço, eu trabalho com delivery e, depois que largo, às 17h, faço delivery também. A renda extra está fazendo a diferença”, revela. 

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