ONU dá prêmio a estado indiano que se tornou 100% orgânico

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Sikkim é um estado indiano pequenino, encravado ali nas montanhas do Himalaia, com cerca de sete mil quilômetros quadrados e pouco mais de 600 mil habitantes. Faz fronteira com o Tibete e com o Butão, e é o menos populoso e o segundo menor estado indiano. Sua economia está baseada na agricultura e no turismo e ele é o terceiro PIB do país. Nunca estive no Sikkim, mas as imagens fotográficas deixam água na boca para quem gosta, como eu, de lugares frios e calmos.

Pois bem, mas até este ano o estado de Sikkim não tinha muita projeção internacional. Passou a ser conhecido depois que ganhou o Prêmio de Ouro por Políticas Futuras da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) por sua conquista ao se tornar o primeiro estado agrícola totalmente orgânico do mundo. Eram 51 estados indicados, e Sikkim derrotou a todos. Uma coisa puxa a outra, e o turismo também foi beneficiado, já que este se tornou mais um atrativo para conhecer Sikkim.

Neste ano, o prêmio da ONU, que já foi apelidado de “Oscar de melhores políticas”, dá voz a políticas excepcionais adotadas por líderes de nações que decidiram agir contra a fome generalizada, a pobreza ou a degradação ambiental. Em outras ocasiões, foi dado também a países que conseguiram combater a desertificação, a violência contra mulheres, armas nucleares e poluição dos oceanos. Em 2018, o foco dos organizadores foi a crise alimentar que tem sido recorrente aos países pobres. O mundo ainda tem 821 milhões de pessoas que não têm o básico para se alimentar, e as Nações Unidas estão tentando reverter este cenário. Entre outras coisas, fazem replicar bons exemplos de países que, verdadeiramente, acreditam que o bom desenvolvimento é aquele que inclui o bem-estar dos cidadãos.

Desde 2015, Sikkim vem investindo em agroecologia. Trata-se de um sistema que se organiza em rede, com um objetivo claro, de aproximar a produção do consumo. É uma alternativa baseada no manejo ecológico dos bens naturais, incorporando aspectos sociais, coletivos e participativos dos grupos interessados. A agroecologia visa ao desenvolvimento rural sustentável em todas as suas dimensões. E um dos gargalos que impedem acabar com a fome no mundo está na distribuição dos alimentos, acreditam os agroecologistas.

Há dois anos, fiz uma entrevista com Renato Maluf, economista e professor, que presidiu o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão bipartite – governo e sociedade civil – criado em 1994 no governo Itamar Franco. E ele chamava atenção, já, para o processo em curso na agricultura brasileira que apoia a agricultura mecanizada, voltada à monocultura.

“Isso não só causa impacto nos preços, como muda a composição da produção. Vamos perder em diversidade. É um pouco consagrar a internacionalização da agricultura brasileira. Essa orientação produtivista de intensificação tem uma premissa: quanto mais intensificada e especializada a produção for, mais produzirá volumes. Não existe um questionamento sobre o que é produzido. Produz-se aquilo que se vende. No mercado internacional, vendem algumas commodities, então é para lá que eles acham quem se deve continuar indo”, disse-me ele.

Em Sikkim, são mais de 60 mil agricultores, que abraçaram a causa e conseguiram implementar a eliminação progressiva de fertilizantes e pesticidas químicos (o que só é possível sem a tal monocultura), além de conseguirem proibir totalmente a venda e o uso de agrotóxicos. Referência no tema, a filósofa e ativista ambiental indiana Vandana Shiva, natural da região do Himalaia, esteve aqui no Brasil este mês, mais especificamente em Goiás, onde aconteceu o I Seminário Internacional: Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Direitos Humanos, dos dias 10 a 13. Em entrevista reproduzida pelo site da Envolverde, ela contou sobre a experiência de Sikkim.

“O primeiro ministro do estado, Pawam Chamling, foi quem trabalhou para fazer Sikkim 100% orgânico. Ele é comprometido em proteger a natureza, a cultura de montanha do estado do Himalaia, os meios de subsistência dos agricultores e a soberania alimentar”, disse ela.

A primeira providência para isso é diminuir a quantidade de agrotóxicos que se lança no solo, afirma Vandana Shiva. Este também é o princípio fundamental da agroecologia, mas é preciso que o estado ajude, a partir de políticas públicas adequadas. Aqui no Brasil, há o Projeto de Lei 6299/02, também chamado de Pacote do Veneno, que vai em direção contrária, já que permite a maior flexibilização para aumentar a venda de agrotóxicos. Mas, em contrapartida, há o Projeto 6670/2016, que prevê uma Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, ainda em votação, que tem dado voz a representantes de órgãos de saúde, de meio ambiente, da agricultura familiar e de trabalhadores do campo.

Em entrevista concedida ao Instituto Humanitas Unisinos, o agrônomo Paulo Petersen, membro do Núcleo Executivo da Articulação Nacional de Agroecologia – ANA, adverte que o modelo agroecológico e o modelo agrícola industrial são incompatíveis.

“Um modelo que se baseia na valorização e na conservação dos recursos naturais, na biodiversidade, na construção de mercados locais e na valorização da cultura alimentar local não pode ser compatibilizado com outro que depende de se expandir territorialmente para manter as taxas de lucratividade de suas monoculturas e que, além disso, se vale de tecnologias que não respeitam divisas, como os agrotóxicos e os transgênicos. O apoio ao modelo do agronegócio acaba inviabilizando as possibilidades de expansão da agroecologia; essa é uma razão de crescentes conflitos territoriais no Brasil e no mundo”, disse ele.

A questão, portanto, está dada. É claro que não temos como imaginar qualquer método de comparação entre o estado indiano de 600 mil habitantes e um país como o nosso. Mas se fecharmos os olhos para os bons exemplos, vamos cada vez mais acreditando que só existe um caminho, o que absolutamente não é verdade. A notícia sobre o prêmio dado pela FAO é também mais uma chance de se refletir a respeito dos caminhos que os alimentos percorrem entre o campo e a mesa das pessoas.

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GONZAGA PATRIOTA PARTICIPA DO DESFILE DA INDEPENDÊNCIA NO PALANQUE DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA E É ABRAÇADO POR LULA E POR GERALDO ALCKMIN.

Gonzaga Patriota, acompanhado da esposa, Rocksana Príncipe e da netinha Selena, estiveram, na manhã desta quinta-feira, 07 (Sete de Setembro), no Palanque da Presidência da República, onde foram abraçados por Lula, sua esposa Janja e por todos os Ministros de Estado, que estavam presentes, nos Desfiles da Independência da República. Gonzaga Patriota que já participou de muitos outros desfiles, na Esplanada dos Ministérios, disse ter sido o deste ano, o maior e o mais organizado de todos. “Há quatro décadas, como Patriota até no nome, participo anualmente dos desfiles de Sete de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Este ano, o governo preparou espaços com cadeiras e coberturas, para 30.000 pessoas, só que o número de Patriotas Brasileiros Independentes, dobrou na Esplanada. Eu, Lula e os presentes, ficamos muito felizes com isto”, disse Gonzaga Patriota.

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Gonzaga Patriota participa de evento em prol do desenvolvimento do Nordeste

Hoje, participei de uma reunião no Palácio do Planalto, no evento “Desenvolvimento Econômico – Perspectivas e Desafios da Região Nordeste”, promovido em parceria com o Consórcio Nordeste. Na pauta do encontro, está o plano estratégico de desenvolvimento sustentável da região, e os desafios para a elaboração de políticas públicas, que possam solucionar problemas estruturais nesses estados. O evento contou com a presença do Vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o ex governador de Pernambuco, agora Presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, o ex Deputado Federal, e atualmente Superintendente da SUDENE, Danilo Cabral, da Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, entre outras diversas autoridades de todo Nordeste que também ajudam a fomentar o progresso da região.

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GONZAGA PATRIOTA comemora o retorno da FUNASA

Gonzaga Patriota comemorou a recriação da Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, Instituição federal vinculada ao Ministério da Saúde, que havia sido extinta no início do terceiro governo do Presidente Lula, por meio da Medida Provisória alterada e aprovada nesta quinta-feira, pelo Congresso Nacional.  Gonzaga Patriota disse hoje em entrevistas, que durante esses 40 anos, como parlamentar, sempre contou com o apoio da FUNASA, para o desenvolvimento dos seus municípios e, somente o ano passado, essa Fundação distribuiu mais de três bilhões de reais, com suas maravilhosas ações, dentre alas, mais de 500 milhões, foram aplicados em serviços de melhoria do saneamento básico, em pequenas comunidades rurais. Patriota disse ainda que, mesmo sem mandato, contribuiu muito na Câmara dos Deputados, para a retirada da extinção da FUNASA, nessa Medida Provisória do Executivo, aprovada ontem.