China disputa soja do Brasil com indústrias locais e compra 1 milhão de toneladas na semana

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O mercado de soja do Brasil ganhou um ingrediente adicional nesta semana, com processadores locais disputando com chineses a compra dos grãos. A briga tem como cenário a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que está evitando comprar a commodity dos americanos.

O analista Luiz Pacheco, da T&F Agronômica disse em relatório que foram reportados negociações de 18 carregamentos entre quarta (14) e quinta-feira (15), totalizando mais de 1 milhão de toneladas do produto.

“Isto é sinal do aumento da demanda chinesa sobre a soja da América do Sul, especialmente Brasil e Argentina”, afirmou Pacheco.

“No Brasil, houve vendas de origem de mais 120 mil toneladas. Na Argentina, os agricultores venderam mais 300 mil toneladas… fugindo dos eventuais problemas político-econômicos e aproveitando a alta do dólar, com boa participação dos exportadores”, acrescentou o analista.

Enquanto isso, os negócios entre produtores e processadores brasileiros foram fortes, especialmente nesta semana em que foi realizado um leilão para compra de biodiesel, cuja matéria-prima é em sua maioria óleo de soja.

No mercado local, preço da soja no acumulado do mês atingiu R$ 85,40 por saca de 60 kg (base Paranaguá), também o maior valor desde meados de novembro, com alta de mais de 10% no mês, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

“O acirramento da guerra comercial, desde a semana passada, gerou uma série de incertezas, e o ponto de inflexão foi a desvalorização da moeda chinesa em relação ao dólar, e o Brasil também teve desvalorização, e a Argentina nem se fale”, disse o pesquisador do Cepea Lucilio Alves.

Sem dependência dos EUA

As principais compradoras de soja da China conseguem se manter sem os fornecimentos dos Estados Unidos no quarto trimestre e depender das importações provenientes da América do Sul, afirmou nesta sexta-feira (16) um analista chinês ligado ao governo.

Os comentários de Zhang Liwei, analista sênior do Centro Nacional de Informação sobre Grãos e Oleaginosas da China, vêm após o Ministério do Comércio do país ter anunciado no início deste mês que as empresas chinesas pararam de comprar produtos agrícolas norte-americanos, na mais recente escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A China é a maior compradora mundial de soja, adquirindo cerca de 60% da oferta comercializada globalmente. Os EUA são, em geral, o segundo maior fornecedor do país asiático, representando a maior parte das importações pela China no quarto trimestre em todos os anos.

Os processadores chineses interromperam as compras de soja dos EUA no ano passado, depois de Pequim impor tarifas de 25% sobre os grãos, em resposta às taxas norte-americanas.

As companhias estatais, no entanto, adquiriram cerca de 14 milhões de toneladas de soja nos últimos meses, após uma trégua comercial temporária estabelecida no final do ano passado. Novas compras, porém, foram colocadas em risco depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a elevar as tensões entre os dois países com ameaças de tarifas, no início deste mês.

Falando em uma conferência na cidade chinesa de Harbin, Zhang disse que mesmo que China e EUA não consigam chegar a um acordo comercial nas próximas semanas, “teremos oferta suficiente de soja, já que podemos comprá-la da América do Sul”.

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PSB em Petrolina recebe novos filiados

O Diretório Municipal do PSB ganhou reforço na noite desta sexta-feira (PSB), em Petrolina, com 86 novos filiados. O ato aconteceu na sede da Frente Popular de Pernambuco e foi organizado pelo deputado federal Gonzaga Patriota, presidente da comissão provisória do PSB na cidade. O parlamentar destacou o fortalecimento do partido com as novas adesões. “São nomes que vão contribuir bastante para o nosso fortalecimento na região. Sem dúvida, o PSB chegará forte nas eleições do próximo ano para assumir um compromisso com Petrolina”, acrescentou. Patriota destacou a história do PSB e a importância da renovação partidária e de novas bases no partido. “Estou há 29 anos no PSB, um partido que contribuiu e vem contribuindo muito para o crescimento do Brasil e de Pernambuco. Temos uma história rica e bem construída, nomes fortes que passaram por esse partido, como Eduardo Campos que deixou um grande legado. Temos que continuar escrevendo essa história com linhas sérias e cheias de garras e honradez”, afirmou sob aplausos. O deputado também explicou a ausência do deputado estadual Lucas Ramos. “O deputado Lucas Ramos, nosso pré-candidato a prefeito, não pôde está presente por conta de outros compromissos, mas vamos ter uma nova filiação com a presença dele”, disse. As novas filiações fazem parte da estratégia da cúpula regional de fortalecimento dos quadros da legenda para as eleições municipais de 2020.

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Cresce emprego formal na construção pesada

Pelo terceiro mês seguido, o emprego formal na construção pesada cresceu no Rio. Isso é bom. Mas há muito por fazer, ainda.  Isso porque o número de trabalhadores com carteira assinada no setor (63 mil) ainda é menor do que o de quase todos os anos anteriores desde o início da série histórica: 2006.  O único ano com um resultado pior foi 2018: 60 mil. No total do país, contudo, já há mais trabalhadores na construção pesada agora (669 mil) do que em 2018, 2017, 2016, 2007 e 2006

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ONU revela que cerca de 7 mil recém-nascidos morrem diariamente em todo o mundo

Relatório divulgado por agências das Nações Unidas estima que quase 7 mil bebês morrem todos os dias antes de completar um mês de vida, e pede aos países s que adotem medidas para melhorar a situação. A Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciaram que as taxas de sobrevivência de recém-nascidos vêm melhorando desde 2000, mas cerca de 2,5 milhões de bebês morreram em 2018. Segundo o relatório, uma em cada 37 mulheres na África Subsaariana morre durante a gestação ou o parto. O documento lembra que mulheres no parto e seus bebês enfrentam risco maior em países em que há conflitos ou crise humanitária, como Síria e Venezuela, por não terem acesso a tratamentos essenciais. (Rede Ebc)