Novo sistema detecta 4,5 mil focos de desmatamento em 6 meses e gera laudo completo para órgãos

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Mais de 4,5 mil alertas de desmatamento no território brasileiro foram gerados em seis meses por um sistema de monitoramento inédito. Batizado de “Mapbiomas Alerta”, ele será lançado nesta sexta-feira (7), em Brasília, por um grupo de ONGs que pretende oferecer dados mais precisos para a fiscalização realizada por órgãos federais.

Esses 4.577 alertas compilados pelo Mapbiomas utilizam monitoramentos de satélite já feitos por sistemas públicos e por outras organizações (leia mais abaixo). O sistema cruza diferentes bases de dados e consegue emitir laudos detalhados sobre o território afetado pelo desmatamento.

Nestes seis meses, os alertas identificaram que:

  • 95% estão em áreas não autorizadas para desmatamento
  • 31% (1.419) dos focos estão em áreas de Reserva Legal
  • 55% estão em áreas privadas com Cadastro Ambiental Rural
  • 9,6% (442) estão em Áreas de Proteção Permanente e 1,1% (51) em nascentes

O projeto conseguiu fazer uma análise completa de 80% dos casos – 20% ainda estão sob investigação da equipe. O bioma mais afetado em área é o Cerrado, que teve 47.704 hectares com desmatamento. A Amazônia está em segundo lugar em território, reflexo de uma possível influência da época chuvosa, o que dificultou o monitoramento via satélite.Área total afetada dos biomas brasileirosValores estão em hectares47.70447.70427.28527.2856.5526.5524.3324.3323.5313.531337337CerradoAmazôniaMata AtlânticaCaatingaPantanalPampa010k20k30k40k50k60kFonte: Mapbiomas Alerta

Número de alertas recebidos por bioma brasileiroCerrado: 1.277Amazônia: 1.712Mata Atlântica: 982Caatinga: 474Pantanal: 85Pampa: 47Mata Atlântica
982

Cerca de 22% dos municípios apresentaram alertas de desmatamento no primeiro trimestre de 2019, em todos os estados do Brasil. Pará e Mato Grosso lideram com mais notificações. As cidades mais afetadas: Corumbá, no Mato Grosso do Sul, Marcelândia, no Mato Grosso e Balsas, no Maranhão.

Áreas protegidas

Dentre os 4,5 mil focos registrados pelo Mapbiomas Alerta, 312 foram em áreas protegidas – Unidades de Conservação (94) e Áreas de Proteção Ambiental. Foram 4.173 hectares dentro desses territórios, o que representa 5% de todas as notificações.

Áreas protegidas mais afetadas:

  • Área de Proteção Ambiental Rio Preto: 634 hectares
  • Área de Proteção Ambiental do Xingu: 488 hectares
  • Floresta Nacional de Cristópolis: 97 hectares

As terras indígenas tiveram 101 pontos de desmatamento – 700 hectares no total, menos de 1% dos 4,5 mil focos. Os povos mais afetados foram: Munduruku, com 17 alertas; Kayapós, com 16; e Yanomami, com 8.

Vista da BR-163, estrada que liga Santarém, no Pará, a Cuiabá, no Mato Grosso — Foto: Marcelo Brandt/G1

Vista da BR-163, estrada que liga Santarém, no Pará, a Cuiabá, no Mato Grosso — Foto: Marcelo Brandt/G1

Laudos na mão

O projeto não usa novos dados. Ele cria laudos digitalizados com base nos seguintes sistemas:

  • DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe);
  • Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon);
  • Sistema Integrado de Alertas de Desmatamento (SIPAMSar), do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), vinculado ao Ministério da Defesa;
  • Glad, da Global Forest Watch (GFW)

Mapbiomas é um projeto que existe desde 2015, que monitora o uso da terra no Brasil com a ajuda de imagens de satélite com pixels que representam uma área de 900 m². A base de dados que leva em consideração mais ou menos 20 classes de uso do território – desde a demarcação dos municípios, até os territórios indígenas. A ideia é vai aperfeiçoar os resultados dos laudos para os órgãos de fiscalização.

Tasso Azevedo, coordenador-geral do Mapbiomas, diz que a criação dos alertas com base nos sistemas atuais de forma digital contou com a participação e feedback do Ibama, do ICMBio, Ministério Público Federal, Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anama), entre outros. Eles testaram a ferramenta nos últimos três meses de 2018. Em 2019, o projeto passou a registrar todos os pontos de desmatamento no Brasil.

Como funciona?

O sistema detecta um foco de desmatamento. É feita uma análise com a ajuda das imagens de satélite para descobrir quando de fato o território perdeu a cobertura vegetal. O laudo gera duas imagens: uma do dia anterior à retirada das árvores e outro no dia da detecção. Tasso descreve o mecanismo como “a foto da placa do carro passando no sinal vermelho no dia da multa”.

A partir disso, com a base de dados do Mapbiomas, é possível saber se é uma área de Unidade de Conservação, Terra Indígena, Quilombola, se há um Cadastro Ambiental Rural no local, se é uma Área de Proteção Ambiental (APA), uma Reserva Legal, entre outros graus de refinamento.

Esse documento gerado pelo alerta de forma digital facilita o trabalho dos órgãos porque já traz todas essas informações. Antes, tudo era analisado “na mão” e o fiscal precisaria ir até o local para entender a situação.

No ano passado, os sistemas Deter, SAD e Glad geraram 150 mil alertas – menos de 1% deles geraram laudos completos e ações efetivas. A ideia é resolver esse problema.

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PSB em Petrolina recebe novos filiados

O Diretório Municipal do PSB ganhou reforço na noite desta sexta-feira (PSB), em Petrolina, com 86 novos filiados. O ato aconteceu na sede da Frente Popular de Pernambuco e foi organizado pelo deputado federal Gonzaga Patriota, presidente da comissão provisória do PSB na cidade. O parlamentar destacou o fortalecimento do partido com as novas adesões. “São nomes que vão contribuir bastante para o nosso fortalecimento na região. Sem dúvida, o PSB chegará forte nas eleições do próximo ano para assumir um compromisso com Petrolina”, acrescentou. Patriota destacou a história do PSB e a importância da renovação partidária e de novas bases no partido. “Estou há 29 anos no PSB, um partido que contribuiu e vem contribuindo muito para o crescimento do Brasil e de Pernambuco. Temos uma história rica e bem construída, nomes fortes que passaram por esse partido, como Eduardo Campos que deixou um grande legado. Temos que continuar escrevendo essa história com linhas sérias e cheias de garras e honradez”, afirmou sob aplausos. O deputado também explicou a ausência do deputado estadual Lucas Ramos. “O deputado Lucas Ramos, nosso pré-candidato a prefeito, não pôde está presente por conta de outros compromissos, mas vamos ter uma nova filiação com a presença dele”, disse. As novas filiações fazem parte da estratégia da cúpula regional de fortalecimento dos quadros da legenda para as eleições municipais de 2020.

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Cresce emprego formal na construção pesada

Pelo terceiro mês seguido, o emprego formal na construção pesada cresceu no Rio. Isso é bom. Mas há muito por fazer, ainda.  Isso porque o número de trabalhadores com carteira assinada no setor (63 mil) ainda é menor do que o de quase todos os anos anteriores desde o início da série histórica: 2006.  O único ano com um resultado pior foi 2018: 60 mil. No total do país, contudo, já há mais trabalhadores na construção pesada agora (669 mil) do que em 2018, 2017, 2016, 2007 e 2006

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ONU revela que cerca de 7 mil recém-nascidos morrem diariamente em todo o mundo

Relatório divulgado por agências das Nações Unidas estima que quase 7 mil bebês morrem todos os dias antes de completar um mês de vida, e pede aos países s que adotem medidas para melhorar a situação. A Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciaram que as taxas de sobrevivência de recém-nascidos vêm melhorando desde 2000, mas cerca de 2,5 milhões de bebês morreram em 2018. Segundo o relatório, uma em cada 37 mulheres na África Subsaariana morre durante a gestação ou o parto. O documento lembra que mulheres no parto e seus bebês enfrentam risco maior em países em que há conflitos ou crise humanitária, como Síria e Venezuela, por não terem acesso a tratamentos essenciais. (Rede Ebc)