Anvisa autoriza estudo clínico com terceira dose da AstraZeneca

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (19) um estudo clínico para avaliar a segurança, eficácia e imunogenicidade de uma terceira dose da vacina da AstraZeneca.

A pesquisa será feita com 10 mil participantes do estudo inicial que já receberam as duas doses do imunizante, com intervalo de quatro semanas entre as aplicações.

A terceira dose da vacina da AstraZeneca será aplicada entre 11 e 13 meses após a segunda dose.

Vacina da AstraZeneca é um dos quatro tipos de imunizante aplicados contra a Covid-19

Como será o estudo

  • Voluntários entre 18 e 55 anos, que estejam altamente expostos à infecção do coronavírus, como profissionais da saúde. Não serão incluídas gestantes ou pessoas com comorbidades.
  • O estudo será controlado, randomizado e simples-cego, ou seja, o voluntário não saberá se tomou uma dose da vacina ou placebo.
  • Pesquisa será feita só no Brasil. Participarão do estudo voluntários da Bahia (1.500), Rio de Janeiro (1.500), Rio Grande do Sul (3.000), Rio Grande do Norte (1.500) e São Paulo (2.500).
  • Todos os participantes do grupo placebo serão convidados a ser imunizados após a quebra do cegamento da pesquisa.

Fonte: G1

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Carnaíba comemora Dia Internacional da Mulher da Negra

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra que será celebrado no próximo domingo, dia 25 de julho, a Diretoria da Mulher promoveu um encontro nesta sexta-feira (23), na Associação Quilombola de Brejo de Dentro, com mulheres daquela comunidade.  Participaram do encontro a diretora de Políticas Públicas para a Mulher, Edjanilda Lúcia, o secretário de Administração Jonas Rodrigues e a secretária de Assistência e Inclusão Social, Janiele Mabele. Edjanilda reforçou o trabalho realizado pela Diretoria, especialmente no combate a violência contra a mulher, explicando quais são os tipos de violência e como buscar ajuda.  O secretário de Administração Jonas Rodrigues também informou sobre os serviços disponíveis na prefeitura e a importância da obra que está sendo realizada naquela comunidade, que, em breve terá água nas torneiras, graças ao sistema de abastecimento que está sendo implantado. A secretária de Assistência, Janiele Mabele além de explicar os serviços oferecidos pela pasta, informou que em breve levará a Caravana da Cidadania de forma a descentralizar e facilitar o acesso a esses benefícios. Levantou-se também entre as mulheres presentes opiniões sobre cursos que elas gostariam que fosse ofertado. Após sorteio de brindes e lanche, o grupo foi conhecer a padaria que funciona no local e é administrada por mulheres quilombolas.  Antes da pandemia elas forneciam pães e bolos através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para as escolas. Com a paralisação das aulas, as atividades ficaram por um bom tempo paradas. Agora, com a volta às aulas isso pode mudar, a Secretaria de Assistência também sinalizou com a possibilidade de parceria. Fonte: Nill JUnior

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Enem 2021 tem 3,1 milhões de inscritos confirmados, menor número desde 2005

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou, na noite de sexta-feira (23), que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 teve 3.109.762 pessoas com a inscrição confirmada, menor número desde 2005. Mesmo antes da confirmação das inscrições, o exame deste ano já tinha a menor quantidade de inscritos desde 2007. O total de inscrições confirmadas equivale a 77,5% dos 4 milhões de alunos que haviam se inscrito no exame. Para confirmar a inscrição, era necessário pagar a taxa, de R$ 85, até segunda-feira (19). Sem essa validação, a inscrição não era concluída. Enem digital Neste ano, 101.100 vagas foram ofertadas para o Enem digital. Apenas 68.891 candidatos, entretanto, pagaram a taxa de inscrição e confirmaram a inscrição – o equivalente a 68% dos inscritos inicialmente. Neste ano, diferentemente de 2020, as versões impressa e digital serão aplicadas nas mesmas datas (21 e 28 de novembro) e terão perguntas iguais. O Enem digital será exclusivo para quem já concluiu o ensino médio ou está concluindo essa etapa em 2021. Enem será mais uma vez excludente, diz especialista Para Olavo Nogueira Filho, diretor-executivo da organização Todos Pela Educação, o baixo número de inscritos tem diversos motivos. Um deles é o fechamento das escolas durante a pandemia. “Acho que é reflexo fundamentalmente de duas questões: a primeira é a perda do vínculo com a educação e com os próprios estudos em função de um ensino remoto de baixíssima efetividade e com alcance limitado”, apontou Nogueira Filho. “E o segundo [motivo] é que é reflexo da necessidade de busca de renda por parte de muitos desses jovens”, completa. Outro ponto que contribuiu para queda, diz o especialista, foram as regras para obter isenção da taxa de inscrição – que previam que, se um aluno que pede a isenção da taxa não comparece ao exame, ele não tem direito a recebê-la no ano seguinte. ENEM: 8 em cada 10 jovens não prestaram a prova em 2020, e 45% não pretendem em 2021, diz pesquisa Por causa da pandemia, entretanto, mais da metade dos participantes não compareceu às provas de 2020. Para conceder novamente o benefício da isenção aos alunos que faltaram no ano passado, o Ministério da Educação (MEC) aceitava motivos como morte na família ou problemas de saúde – mas não o medo de contágio pela Covid-19. Ou seja: quem deixou de fazer a prova porque não queria se expor a aglomerações perdeu o direito à isenção nesta edição. “Isso impacta, claro. Ainda mais quando a gente volta pro quadro de que metade dos jovens de 15 a 29 anos tiveram impacto na sua renda familiar. A crise econômica tem afetado muito [os] jovens e naturalmente eh a taxa [de inscrição] incide”, afirma Nogueira Filho, do Todos Pela Educação. O especialista diz que a inação do governo federal contribuiu para o cenário. “Nós estamos diante de um Enem que prejudicará os mais pobres – em função da pandemia, do ensino remoto [que] foi menos efetivo para os jovens mais pobres de maneira mais forte”, afirma. “Quando o governo não toma, por exemplo, uma …

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Em um ano de pandemia, 377 brasileiros perderam o emprego por hora

A crise provocada pela pandemia de coronavírus deixou marcas profundas no mercado de trabalho. Em média, 377 brasileiros perderam o emprego por hora em um ano. Os números são de um levantamento realizado pela consultoria IDados com base nos indicadores de abril – os últimos disponíveis – da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Em abril, o Brasil tinha 85,9 milhões de ocupados, 3,3 milhões a menos do que no mesmo mês de 2020. Calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pnad Contínua leva em conta tanto o mercado de trabalho forma como o informal. “Na pandemia, a queda do emprego foi recorde na comparação ano contra a ano”, afirma Bruno Ottoni, analista da consultoria IDados e responsável pelo levantamento. “A partir de abril, maio e junho (de 2020), houve uma retração muito grande do emprego, o que mostra que a pandemia afetou fortemente o mercado de trabalho.” Nessa base de comparação anual (mês contra igual mês do ano anterior), o estudo do IDados mostra que, se o efeito da pandemia ainda se arrasta no mercado de trabalho, o estrago já foi muito pior. Em agosto do ano passado, no período mais agudo da crise, quase 1,4 mil brasileiros perdiam o emprego por hora. Naquele momento, o país tinha 81,6 milhões de ocupados, quase 12 milhões a menos na comparação anual. “A partir de agora, o que a gente vai ver provavelmente é esse número ficando cada vez menos negativo e, em algum momento, ele deve passar para o terreno positivo”, diz Ottoni. O pesquisador destaca, no entanto, que essa melhora vai ocorrer por causa de uma base de comparação bastante fraca. Em dezembro de 2019, por exemplo, o Brasil chegou a ter 94,5 milhões de pessoas com algum trabalho. A fragilidade do mercado de trabalho fica evidente na taxa de desemprego. No trimestre encerrado em abril, a desocupação manteve o patamar recorde de 14,7% e atingiu a 14,8 milhões de brasileiros. “O país atingiu o recorde histórico da taxa de desemprego no início deste ano. A melhora esperada vai se dar com uma queda desse patamar elevado, mas ainda vamos terminar o ano com um desemprego muito alto”, afirma Ottoni. Sem emprego na pandemia Desde que começou a pandemia, Terezinha de Jesus dos Santos, de 35 anos, nunca mais conseguiu um emprego. Moradora de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, ela tem uma filha de 13 anos e sobrevive apenas com o Auxílio Emergencial. “Antes da pandemia, eu estava trabalhando como diarista, ganhando bem, mas, depois, com o coronavírus, o pessoal foi ficando preocupado, com medo de falir, e fui dispensada”, afirma Terezinha. O auxílio tem sido insuficiente para que ela consiga pagar todas as suas contas. O aluguel de R$ 550 está atrasado há dois meses. “Quando sai o auxílio, eu compro básico, essas coisas mais em conta. Coloco no congelador e vou tirando aos pouquinhos”, diz Terezinha. “Quando falta alguma coisa, o pessoal (da comunidade de Paraisópolis) sempre me dá uma cesta básica.” Para tentar voltar ao mercado de trabalho, Terezinha diz …