Mais de 8 mil de estudantes no Brasil não têm acesso a água potável nas escolas

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Um levantamento com base no Censo Escolar 2021 realizado pela Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil) mostra que ao menos 14,7 milhões de estudantes brasileiros enfrentam problemas de infraestrutura nas escolas.

Foram analisadas informações de 138 mil escolas com um total de 38 milhões de alunos. De acordo com o levantamento, pelo menos 5,2 mil (3,78%) escolas não possuem banheiro, 8,1 mil (5,84%) não têm acesso à água potável e 7,6 mil (5,53%) não têm esgoto. Outros 3,5 mil (2,59%) estabelecimentos de ensino não dispõem de abastecimento de água. Além disso, em 57 mil (41,72%) não há pátios ou quadras cobertas, um fator importante para a realização de atividades em espaços arejados.

“Com base na análise dos microdados do Censo, avaliamos a situação de infraestrutura das escolas como abastecimento de água, a presença de banheiros e esgostos nas escolas e o acesso à internet”, diz Cezar Miola, presidente da Atricon. “Também avaliamos a existência de pátios ou quadras cobertas, para abrigar do sol forte ou do frio.”

Além dos membros do Tribunal de Contas, a falta de água potável nas escolas também chamou a atenção do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Também com base no Censo Escola, o Unicef destacou que ainda há no Brasil 3 mil escolas municipais sem água e outras 21 mil com acesso inadequado. O Fundo lançou no último ano a campanha #ÁguaHigieneNasEscolas, voltada a arrecadar recursos para ampliar o acesso a água de qualidade nas escolas.

Na outra ponta, a dificuldade de conectividade. “A pandemia mostrou a importância de uma boa conexão, mesmo com o retorno ao presencial, as atividades remotas devem continuar, o que exige uma qualidade mínima para que os estudantes possam desenvolver suas atividades”, destacou Miola. 

O Censo Escolar aponta que 49,5 mil (35,67%)  escolas não têm acesso à banda larga. Uma das metas do PNE (Plano Nacional da Educação) para 2024 é a universalização do acesso à internet de alta velocidade nas escolas da educação básica de todo o país.

Para Miola, o estudo mostra que “o país ainda enfrenta problemas considerados primários, como a falta de água potável, o que é básico e, ao mesmo tempo, o percentual de escolas com acesso a banda larga,  ainda é baixo e isso ficou claro durante a pandemia.”

“Apesar da relevância de se assegurar as condições mínimas de funcionamento às escolas, há gestores que não asseguram o cumprimento da prioridade definida pela Constituição à criança e ao adolescente como algo básico como banheiro”, diz Miola. “Vale destacar que as informações foram fornecidas pelos próprios gestores para o Censo e que muitas melhorias poderiam ter sido realizadas por estados e municípios no período da pandemia, em que as escolas estiveram fechadas.” 

Os dados do estudo realizado pela associação traçam um perfil da situação detalhada das escolas dos 26 estados e do Distrito Federal. Todas as informações foram encaminhadas aos Tribunais de Contas de todo o país com o objetivo de auxiliar nas ações de fiscalização dos órgãos.

Iniciativas

A partir do estudo, no último mês de maio, o Ministério Público de Alagoas assinou um convênio com diversas associações para o desenvolvimento do “Projeto Sede de Aprender: Água potável nas escolas” possa ser aplicado em todo o país.

O projeto tem como objetivo a fiscalização da qualidade da água fornecida em escolas e se está adequada aos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde. 

Fonte: R7.Com

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Presidente: aumento do Auxílio Brasil pode superar efeitos da pandemia

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (24) que o aumento dos índices de inflação tem, entre suas causas, problemas decorrentes do isolamento social, medida de combate à pandemia que, segundo ele, acabou por prejudicar a economia do país. Segundo o presidente, uma medida que pode ajudar na superação desses efeitos negativos causados pela pandemia na economia é o aumento no valor do Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600. As declarações foram feitas durante a cerimônia de inauguração dos Residenciais Canaã I e II, em João Pessoa (PB). De acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, está acumulado em 12,04%, nos últimos 12 meses.

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Saúde amplia público da campanha de vacinação contra gripe

O Ministério da Saúde informou que a partir de amanhã (25) os estados e municípios poderão ampliar a campanha contra a gripe para toda a população a partir de 6 meses de vida, enquanto durarem os estoques da vacina contra a influenza. Segundo o ministério, a ideia é que a ampliação na vacinação evite casos de complicações decorrentes da doença e impeça eventuais mortes e uma possível “pressão sobre o sistema de saúde”. A campanha nacional de imunização contra a influenza começou no dia 4 de abril. O Ministério da Saúde já distribuiu para estados e o Distrito Federal as 80 milhões de doses contratadas para imunizar a população brasileira. Até o momento, a mobilização contra a doença atingiu 53,5% de cobertura vacinal. Hoje (24), os pontos de vacinação atenderam exclusivamente pessoas que pertencem ao público-alvo da campanha, entre crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas e idosos. Quem faz parte do público-alvo e ainda não se imunizou, também poderá se vacinar após a ampliação da campanha. Para tomar o imunizante da gripe, basta ir a qualquer posto de vacinação. Fonte: EBC

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Aneel mantém bandeira tarifária verde para julho

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em julho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês. É o terceiro o anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia. Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado nesta semana pela Aneel. Segundo a agência, os aumentos são devido à inflação e ao maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses. Bandeiras Tarifárias Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel. Fonte: UOL