Vacina contra salmonela usada em aves no Brasil fez surgirem bactérias resistentes a antibióticos

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Uma vacina contra a bactéria salmonela introduzida em criadouros de aves no Brasil no início dos anos 2000, associada ao aumento do uso de medicamentos antimicrobianos nos animais, foi responsável pelo surgimento de algumas cepas que são resistentes a antibióticos também consumidos por humanos. Os achados foram publicados nesta quinta-feira (2) na revista científica PLOS Genetics.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, sendo o Reino Unido um dos destinos destes produtos.

Os pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e do Quadram Institute, na Inglaterra, rastrearam milhares de amostras de salmonela coletadas em humanos, aves domésticas e produtos agrícolas importados no Reino Unido.

O objetivo inicial era saber se as cepas de salmonela do Brasil estavam contribuindo para casos de intoxicação alimentar entre os britânicos.

A bactéria Salmonella enterica é conhecida por causar problemas gastrointestinais, como cólica, diarreia e vômito, e febre. Normalmente, os sintomas se resolvem espontaneamente, mas crianças e idosos, por exemplo, podem ter quadros agudos de desidratação.

No artigo publicado na revista, os pesquisadores destacam que linhagens distintas dos dois principais tipos de salmonela se desenvolveram no Brasil no começo dos anos 2000, justamente quando o país introduziu a vacina contra essa bactéria em aves de criadouros.

A resistência das bactérias a três tipos de medicamentos antibióticos foi descoberta por meio de análise de genes específicos.

Todavia, os autores do estudo salientam que as cepas, apesar de crescerem no Brasil, causaram muito poucos casos de salmonela em humanos no Reino Unido e não se espalharam para aves domésticas.

Ao ponderar que os achados não representam risco imediatos, os pesquisadores chamam atenção para a necessidade de um monitoramento permanente para avaliar cadeias globais de fornecimento de alimentos, a fim de detectar precocemente eventuais ameaças.

Fonte: R7

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Presidente: aumento do Auxílio Brasil pode superar efeitos da pandemia

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (24) que o aumento dos índices de inflação tem, entre suas causas, problemas decorrentes do isolamento social, medida de combate à pandemia que, segundo ele, acabou por prejudicar a economia do país. Segundo o presidente, uma medida que pode ajudar na superação desses efeitos negativos causados pela pandemia na economia é o aumento no valor do Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600. As declarações foram feitas durante a cerimônia de inauguração dos Residenciais Canaã I e II, em João Pessoa (PB). De acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, está acumulado em 12,04%, nos últimos 12 meses.

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Saúde amplia público da campanha de vacinação contra gripe

O Ministério da Saúde informou que a partir de amanhã (25) os estados e municípios poderão ampliar a campanha contra a gripe para toda a população a partir de 6 meses de vida, enquanto durarem os estoques da vacina contra a influenza. Segundo o ministério, a ideia é que a ampliação na vacinação evite casos de complicações decorrentes da doença e impeça eventuais mortes e uma possível “pressão sobre o sistema de saúde”. A campanha nacional de imunização contra a influenza começou no dia 4 de abril. O Ministério da Saúde já distribuiu para estados e o Distrito Federal as 80 milhões de doses contratadas para imunizar a população brasileira. Até o momento, a mobilização contra a doença atingiu 53,5% de cobertura vacinal. Hoje (24), os pontos de vacinação atenderam exclusivamente pessoas que pertencem ao público-alvo da campanha, entre crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas e idosos. Quem faz parte do público-alvo e ainda não se imunizou, também poderá se vacinar após a ampliação da campanha. Para tomar o imunizante da gripe, basta ir a qualquer posto de vacinação. Fonte: EBC

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Aneel mantém bandeira tarifária verde para julho

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em julho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês. É o terceiro o anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia. Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado nesta semana pela Aneel. Segundo a agência, os aumentos são devido à inflação e ao maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses. Bandeiras Tarifárias Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel. Fonte: UOL