Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio 2.044 da Mega-Sena sorteadas ontem (26), na cidade de Fernandópolis (SP). As dezenas sorteadas foram: 07 – 14 – 47 – 54 – 56 – 60. A expectativa de prêmio para o próximo concurso, que será sorteado na quarta-feira (30) em Jataí (GO), é R$ 30 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
As prestadoras de telecomunicações pediram neste domingo (27) à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prioridade para o abastecimento da frota de veículos utilizados na manutenção das redes e proteção da infraestrutura crítica das teles. De acordo com as empresas, os estoques de combustível estão “praticamente zerados”, o que pode levar à suspensão dos serviços de telefone e internet para o consumidor individual e para atividades essenciais, como hospitais, bombeiros e segurança pública. Por meio do SindiTelebrasil, as empresas também solicitam a escolta de caminhões-tanque até os reservatórios de abastecimento dos geradores usados nas centrais de telecomunicações. Os geradores são acionados em casos de falta de energia comercial. A falta de combustível inviabiliza as atividades de manutenção e reparo e pode dificultar o atendimento de falhas massivas, que, segundo o SindiTelebrasil, podem interromper diversos serviços de telecomunicações e atingir milhares ou até milhões de pessoas. Mais apelos Diferentes entidades emitiram nota hoje apelando para que os caminhoneiros encerrem a greve que provocou impacto em vários serviços do país. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) manifestou preocupação com o funcionamento das instituições hospitalares. Segundo a entidade, além do risco de falta de insumos e medicamentos, há também dificuldade de acesso dos médicos e funcionários para chegarem aos hospitais. A associação alerta que também há escassez de alimentos para dieta dos pacientes internados e ambulâncias estão paradas por falta de combustível. Tem faltado ainda entrega dos serviços de lavanderia e problemas do recolhimento de lixo hospitalar e o estoque do banco de sangue pode ser prejudicado. A entidade alerta que, se não for adotada nenhuma medida imediata, a partir de amanhã (28) muitos hospitais não conseguirão dar continuidade ao atendimento de pacientes.
A partir de 2020, a União Europeia (UE) deverá estar conectada a um novo sistema de controle de entrada de turistas não europeus, que terão de solicitar autorização na internet para visitar a Europa, a um custo individual de 7 euros. O Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (Etias – European Travel Information and Authorisation System, em inglês) é um programa de triagem prévia de vistos para os visitantes, conectado a inúmeros bancos de dados que permitem a verificação de informações em poucos minutos. De acordo com o Conselho Europeu, o principal objetivo é a proteção e o reforço das fronteiras externas da UE. “O Etias diminuirá substancialmente as preocupações de segurança, por meio de seus sistemas de coleta de informações e dados. Eles detectarão se uma pessoa é uma ameaça para a segurança dos países Schengen, impedindo-a de estar presente dentro das fronteiras da UE”, afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. O Acordo Schengen é um tratado que garante aos cidadãos europeus o direito de circular em 26 países do continente sem precisar do controle de passaporte, criando uma área de livre circulação de pessoas. O Etias deve contribuir para identificar e reduzir crimes e atos terroristas, além de impedir a migração irregular, diminuir tempos de procedimento de entrada nos países e melhorar a gestão das fronteiras da UE. Completamente eletrônico, o sistema é destinado a visitantes de países que não precisam de visto para a zona Schengen. Atualmente, cidadãos de 62 países não pertencentes ao espaço Schengen, inclusive do Brasil, podem entrar na UE sem visto por até 90 dias. O programa foi proposto em junho de 2017, após um período de contínuos ataques terroristas e fluxos de imigração para países da Europa. O regulamento será apresentado ao Parlamento Europeu e, caso seja aprovado, seguirá para o Conselho Europeu, para implementação em 2020. O modelo a ser adotado na UE é semelhante ao Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem dos Estados Unidos (Esta). Funcionamento Com a implementação do Etias, quem quiser viajar para a Europa passará por uma verificação de segurança detalhada, a fim de verificar se pode entrar em qualquer país da zona Schengen. O sistema vai reunir, rastrear e atualizar as informações sobre os visitantes. Como os cidadãos de países que não precisam de visto para viagens de até 90 dias na UE não precisam passar por longo processo de solicitação do visto, inicialmente essas pessoas não serão consideradas uma ameaça à segurança. Além do uso para fins comerciais e de turismo, o novo sistema permitirá que as pessoas visitem os países da UE por motivos médicos e de trânsito. Para preencher o formulário online, estima-se que o cidadão levará cerca de 20 minutos. O único documento necessário para o pedido de autorização será o passaporte válido. Os requerentes deverão prestar informações completas, como nome, sobrenome, data e local de nascimento, cidadania, endereço, e-mail e telefones para contato. Também terão de fornecer dados educacionais e experiências de trabalho, o país ou os países que pretendem visitar e …
A chance de ter um diploma de graduação aumentou quase quatro vezes para a população negra nas últimas décadas no Brasil. Depois de mais de 15 anos desde as primeiras experiências de ações afirmativas no ensino superior, o percentual de pretos e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017. Apesar do crescimento, os negros ainda não alcançaram o índice de brancos diplomados. Entre a população branca, a proporção atual é de 22% de graduados, o que representa pouco mais do que o dobro dos brancos diplomados no ano 2000, quando o índice era de 9,3%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo do Ensino Superior elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também evidencia o aumento do número de matrículas de estudantes negros em cursos de graduação. Em 2011, do total de 8 milhões de matrículas, 11% foram feitas por alunos pretos ou pardos. Em 2016, ano do último Censo, o percentual de negros matriculados subiu para 30%. “A política de cotas foi a grande revolução silenciosa implementada no Brasil e que beneficia toda a sociedade. Em 17 anos, quadruplicou o ingresso de negros na universidade, país nenhum no mundo fez isso com o povo negro. Esse processo sinaliza que há mudanças reais para a comunidade negra”, comemorou frei David Santos, diretor da Educafro – organização que promove a inclusão de negros e pobres nas universidades por meio de bolsas de estudo. O professor Nelson Inocêncio, que integra o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB), pioneira na adoção das cotas raciais, também destaca o crescimento, mas pondera que é preciso pensar outras políticas para garantir uma aproximação real entre o nível de educação de negros e brancos. “Eu sou esperançoso de que a política de cotas, mesmo com seus problemas, ao final consiga um êxito. Que a gente consiga tornar a presença negra um pouco mais significativa nesses espaços tão historicamente embranquecidos”, disse Nelson Inocêncio – Marcelo Camargo/Agência Brasil “Antes de falar em igualdade racial, temos que pensar em equidade racial, que exige políticas diferenciadas. Se a política de cotas não for suficiente, ainda que diminua o abismo entre brancos e negros, a gente vai ter que ter outras políticas. Não é possível que esse país continue, depois de 130 anos de abolição da escravatura, com essa imensa lacuna entre negros e brancos”, destacou Inocêncio.
As universidades de Pernambuco vão se manter sem atividades nesta segunda-feira (28). Federal, Rural, UPE e IFPE emitiram comunicados neste domingo (27) informando a situação. Os serviços essenciais serão mantidos Universidade Federal de Pernambuco. É o caso do Hospital das Clínicas e da Superintendência de Segurança Institucional. “A Reitoria da UFPE mantém, nesta segunda-feira (28), a suspensão das aulas e do expediente administrativo nos Campi Recife, Vitória e Caruaru, diante do quadro ainda prevalente de desabastecimento de combustível em vários Estados brasileiros, especialmente em Pernambuco”, diz a nota. A instrução é de que os servidores desses setores impossibilitados de chegar ao local de trabalho se reportem às chefias imediatas. Ficam fechados também os restaurantes universitários do Recife e do Centro Acadêmico do Agreste (CAA). As bibliotecas renovarão os prazos de entrega de material emprestado que venceu durante esses dias sem funcionamento normal da Universidade. O funcionamento da instituição na terça (29) será comunicado na segunda às 14h. Rural A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) também suspendeu as atividades nesta segunda e informa que vai avaliar o quadro para emitir nova posição na segunda sobre o funcionamento na terça (29). UPE Os 15 campi da Universidade de Pernambuco (UPE) terão aulas suspensas na segunda (28). A medida foi tomada “de forma preventiva e considerando a continuidade da greve dos caminhoneiros”, de acordo com a nota publicada no site da instituição. A decisão é válida para os turnos da manhã, tarde e noite. Uma reunião será realizada entre os gestores para definir como a reposição de aulas será feita. O atendimento está mantido normalmente no Complexo Hospitalar da UPE, composto pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco (Procape) e Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam). “Caso haja redução do número de servidores disponíveis nos atendimentos, serão priorizados os casos com gravidade clínica e situações emergenciais.” Unicap A Universidade Católica de Pernambuco decidiu manter as atividades acadêmicas e administrativas suspensas nesta segunda-feira (28), uma vez que o abastecimento ainda não foi regularizado. À tarde, mediante análise da situação, emitirá comunicado sobre o funcionamento ou não da universidade na terça-feira.
A chance de ter um diploma de graduação aumentou quase quatro vezes para a população negra nas últimas décadas no Brasil. Depois de mais de 15 anos desde as primeiras experiências de ações afirmativas no ensino superior, o percentual de pretos e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017. Apesar do crescimento, os negros ainda não alcançaram o índice de brancos diplomados. Entre a população branca, a proporção atual é de 22% de graduados, o que representa pouco mais do que o dobro dos brancos diplomados no ano 2000, quando o índice era de 9,3%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo do Ensino Superior elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também evidencia o aumento do número de matrículas de estudantes negros em cursos de graduação. Em 2011, do total de 8 milhões de matrículas, 11% foram feitas por alunos pretos ou pardos. Em 2016, ano do último Censo, o percentual de negros matriculados subiu para 30%. “A política de cotas foi a grande revolução silenciosa implementada no Brasil e que beneficia toda a sociedade. Em 17 anos, quadruplicou o ingresso de negros na universidade, país nenhum no mundo fez isso com o povo negro. Esse processo sinaliza que há mudanças reais para a comunidade negra”, comemorou frei David Santos, diretor da Educafro – organização que promove a inclusão de negros e pobres nas universidades por meio de bolsas de estudo. O professor Nelson Inocêncio, que integra o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB), pioneira na adoção das cotas raciais, também destaca o crescimento, mas pondera que é preciso pensar outras políticas para garantir uma aproximação real entre o nível de educação de negros e brancos. “Antes de falar em igualdade racial, temos que pensar em equidade racial, que exige políticas diferenciadas. Se a política de cotas não for suficiente, ainda que diminua o abismo entre brancos e negros, a gente vai ter que ter outras políticas. Não é possível que esse país continue, depois de 130 anos de abolição da escravatura, com essa imensa lacuna entre negros e brancos”, destacou Inocêncio.
No oitavo dia hoje (28) da paralisação dos caminhoneiros falta combustível em pelo menos oito dos 54 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) no país. A Infraero informou que monitora o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais. A recomendação é de que os passageiros procurem as companhias para consultar a situação de seus voos. Os aeroportos que estão com falta de combustível são os de São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Ilhéus (BA), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Aracaju (SE), João Pessoa (PB) e Teresina (PI). Apesar da falta de querosene, os aeroportos estão abertos e têm condições de receber pousos e decolagens. Nos terminais em que o abastecimento está indisponível no momento, as aeronaves que chegarem só poderão decolar se tiverem combustível suficiente para a próxima etapa do voo. A Infraero alertou aos operadores de aeronaves que avaliem o planejamento de voos para definir a melhor estratégia de abastecimento, de acordo com o estoque disponível nos terminais de origem e destino. De acordo com a assessoria, a empresa está em contato com órgãos públicos ligados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa.
Produtores de aves, suínos e ovos estiveram ontem (27) à tarde no Palácio do Planalto para entregar um documento ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em que pedem “ação imediata” do governo federal para desbloquear o tráfego de caminhões que transportam ração para os animais. Desde o início da greve dos caminhoneiros, que completou sete dias neste domingo, o fluxo de entrega de ração foi praticamente interrompido e mais de um bilhão de aves e 20 milhões de suínos estão recebendo alimentação insuficiente. Por causa disso, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), já foram sacrificados de 64 milhões de aves, entre frangos e pintos recém-nascidos. “Precisamos salvar essas aves e esses suínos. Mais importante, temos de prevenir um problema ambiental e de saúde pública. Se essas aves e suínos começarem a morrer [por falta de alimentação], será um desastre para o país. Precisamos pedir aos caminhoneiros que deixem passar a comida. Caso contrário, vai penalizar a mesa dos brasileiros”, afirmou o diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin, ao chegar ao Palácio do Planalto. Exportações Segundo ele, a situação é “absolutamente emergencial”. “Onde você coloca um milhão de aves mortas? Pode contaminar o lençol freático, transmitir doenças. Estamos no limite de um desastre ambiental. Não podemos ficar mais três dias sem ração.” Mais cedo, a associação emitiu nota informando que milhares de toneladas de alimentos estão prestes a perder a validade. Ainda segundo a ABPA, que representa 150 empresas no país, 160 plantas frigoríficas de aves e suínos estão paradas e mais de 24 mil trabalhadores estão com atividades suspensas. A organização alerta também que cerca de 100 mil toneladas de carne de aves e de suínos deixaram de ser exportadas na última semana, o que poderá causar impacto de US$ 350 milhões na balança comercial. No geral, de acordo com Ricardo Santin, as empresas do setor já somam mais de R$ 3 bilhões em prejuízos desde o início da paralisação dos caminhoneiros.
Na esteira da crise de abastecimento dos postos de gasolina de todo o País, pedidos de caronas e procura por informações sobre transporte público aumentaram durante o fim de semana. O movimento é reflexo da greve dos caminhoneiros em todo o Brasil, que acontece há sete dias nas principais estradas do País. Segundo levantamento feito pela plataforma de caronas de longa distâncias, BlaBlaCar, o número de solicitações de viagens compartilhadas cresceu 20% entre os usuários de todo o Brasil desde a última sexta-feira, 25. Ricardo Leite, diretor da BlaBlaCar Brasil, disse que a greve não tinha impactado no fluxo de viagens monitorado pela empresa até quinta-feira pela manhã quando a quantidade de viagens estava entre o esperado. “Em uma semana de pré-feriado, normalmente a quantidade de caronas caí porque os usuários preferem viajar no feriadão. O aumento foi totalmente atípico e não temos dúvida que seja porque as pessoas não têm como sair ou chegar em seu trabalho ou em casa”, diz Leite. No modelo de carona disponibilizado pela empresa, o motorista não tem lucros ao dar carona. Os passageiros dividem os custos da viagem como o preço da gasolina. Caso o abastecimento não se normalize nos próximos dias, a empresa espera mudar este modelo “Se as coisas não se normalizarem a tempo, vamos apelar para a solidariedade dos membros da comunidade. Quem ainda tiver gasolina, pode ajudar pessoas que precisam se movimentar, como médicos e enfermeiros”, disse. Consultas A procura por transporte coletivo também cresceu. O aplicativo de monitoramento de transporte público, Moovit Brasil, notou um crescimento de 40% nas buscas feitas por usuários de todo o País “Ainda não percebemos nenhuma alteração sensível nas nossas operações de caronas. Mas as buscas por informações de transporte público está acima da média”, disse Pedro Palhares, diretor do Moovit Brasil.
O governo federal cedeu e decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro. A proposta foi anunciada na noite de hoje (27) pelo presidente Michel Temer, que fez um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto. A título de comparação, o presidente disse que esse desconto equivale a zerar as alíquotas da Cide e do PIS/Cofins. Os representantes dos caminhoneiros autônomos não aceitaram o congelamento do diesel por apenas 30 dias, como havia sido inicialmente proposto. O governo federal concordou ainda em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país, além de estabelecer um valor mínimo para o frete rodoviário. Essas determinações deverão constar em medidas provisórias a serem publicadas em edição extra no Diário Oficial da União. A expectativa do Palácio do Planalto é que a paralisação, que já dura sete dias e causa enormes prejuízos e transtornos em todo o país, termine logo. “Os efeitos dessa paralisação na vida de cada cidadão me dispensam de citar a importância da missão nobre de cada trabalhador no setor de cargas. Durante toda esta semana, o governo sempre esteve aberto ao diálogo e assinamos acordo logo no início. Confirmo a validade de tudo que foi acertado”, afirmou o presidente. Temer disse que, nas últimas 48 horas, o governo avançou na negociação dessas novas medidas. “Assumimos sacrifícios sem prejudicar a Petrobras.” Ele destacou disse que o congelamento valerá por 60 dias e, a partir daí, só haverá reajustes mensais. “Cada caminhoneiro poderá planejar seus custos. Atendemos todas as reivindicações”, ressaltou o presidente. A equipe econômica foi chamada ao Palácio do Planalto para calcular o impacto das novas vantagens concedidas ao setor. Durante todo o dia, custos, cortes e compensações foram avaliados. Além de restrições orçamentárias, empecilhos legais tiveram de ser examinados. Na primeira rodada de negociações com os caminhoneiros, quando se acordou que a Petrobras baixaria em 10% o preço do diesel nas refinarias durante 30 dias, e os caminhoneiros fariam uma trégua de 15 dias na paralisação, o Ministério da Fazenda estimou em R$ 5 bilhões o valor das compensações do Tesouro Nacional à estatal. Agora, com a validade do congelamento do preço nos postos – e não na refinaria – pelo dobro do tempo, as despesas serão proporcionalmente elevadas. Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, as reivindicações custarão R$ 10 bilhões ao Tesouro.
No sexto dia de paralisação dos caminhoneiros, restam 596 pontos de bloqueio bloqueados pela ação de caminhoneiros, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o gabinete de crise da Presidência da República. Desse total, 544 foram liberados. Da 0h às 11h30 de hoje (26), a PRF registrou que foi possível a circulação de cargas sensíveis, transporte de animais, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais e combustíveis. De acordo com a polícia, os manifestantes cooperaram e foi garantida a segurança de todos os usuários das rodovias federais. Leia também: PE: caminhoneiros fecham mais de 20 trechos de rodovias federais Governo começará a aplicar multa de R$ 100 mil por hora parada Nos estados, os governadores tomaram providênciasemergenciais para evitar o desabastecimento de produtos básicos e combustíveis. Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) decretou estado de emergência. No Rio, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) decretou estado de emergência. No Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) priorizou os serviços relativos a saúde, segurança e transporte público. O presidente Michel Temer determinou que o gabinete de crise fique em alerta. Pela manhã, houve uma reunião e mais três estão programadas: uma para esta tarde e duas para amanhã. Ao final, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun, foi o encarregado de transmitir as informações à imprensa. Marun afirmou que o governo aplicará multa de R$ 100 mil para quem não desbloquear vias. Segundo ele, o governo tem “convicção de locaute” ou seja, de participação de empresários reforçando o movimento de paralisação. Ele, no entanto, apelou para que os caminhoneiros retornassem ao trabalho o mais rápido possível.
O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, apelou neste sábado (26) aos caminhoneiros para que voltem às atividades. Em entrevista coletiva, ele informou que a Polícia Federal (PF) pediu a prisão de empresários suspeitos de incitar o movimento de paralisação, fato chamado “locaute“, e avisou que haverá a aplicação demulta de R$ 100 mil para aqueles que se recusarem a cumprir o acordo. O pedido para que os caminhoneiros voltem ao trabalho foi feito após reunião, no Palácio do Planalto, para monitorar a situação nas estradas. Participaram da reunião, que durou aproximadamente uma hora, o presidente Michel Temer e os integrantes do gabinete de crise. O gabinete foi criado para analisar as primeiras ações adotadas nessa sexta (25), após o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) editado pelo governo, determinando o uso das forças federais para liberar as rodovias e reabastecer o país com os produtos retidos nas estradas. Marun disse que Temer demonstrou preocupação com odesabastecimento do país, mas, principalmente, com a área de saúde, como hospitais e farmácias. De acordo com ele, o presidente quer garantir os serviços essenciais à população. Leia também: Governo anuncia acordo para suspender paralisação dos caminhoneiros por 15 dias Forças Armadas vão garantir abastecimento, diz governo; e 20 empresários vão depor “Em função disso, foi determinada a aplicação de multa a caminhões que estejam transportando insumos de saúde e que tenham aderido ao movimento. O presidente está muito preocupado com a questão de vidas humanas”, afirmou. Expectativa O ministro disse ainda que o acordo feito com os líderes dos caminhoneiros é positivo para a categoria e abriu prazo para negociações futuras. Para ele, o tempo é fundamental para articular os demais aspectos abordados pelos caminhoneiros. Marun afirmou que espera um “gesto de boa vontade” da categoria porque a “população está sofrendo” as consequências da falta de abastecimento. “Temos um acordo, esse acordo é uma proposta para todos os caminhoneiros do país, é uma proposta vantajosa. Não encerramos o diálogo. Nós renovamos o apelo aos senhores transportadores e aos senhores caminhoneiros no sentido de que retomem suas atividades e cumpram sua missão, o seu dever de abastecer a população brasileira”. Justiça Marun informou também que a Polícia Rodoviária Federal começou a cobrança de multas dos motoristas que continuarem a bloquear o trânsito e os acostamentos, com base na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou o uso da força e a aplicação das penalidades. A prisão dos suspeitos de incitarem a paralisação também foi pedida à Justiça, segundo Marun. “A Polícia Federal já tem inquéritos para investigar essa suspeita. Os empresários serão convocados, serão intimados, segundo nos informou na reunião o diretor [da PF], Rogério Galloro. Também nos informou que já existem pedidos de prisão, já conseguiram informações suficientes para pedir a prisão e estão aguardando a manifestação da Justiça.”, acrescentou. Marun destacou que as primeiras medidas tomadas pelo governo estão garantindo a retomada do abastecimento, principalmente nas usinas termelétricas de Roraima e Rondônia, que estão sendo abastecidas, além dos aeroportos de Guarulhos, Porto Alegre e do Rio de Janeiro. Pelo menos três reuniões ocorrerão até amanhã (27). …
O setor produtivo pernambucano sentiu os efeitos causados pelamobilização dos caminhoneiros. As maiores dificuldades são os obstáculos para conseguir escoar a mercadoria e a queda na produção por falta de insumos. De acordo com a Federação da Agricultura (Faepe), com a interdição em vários pontos de rodovias do Estado, a agropecuária está sendo impactado pela menor comercialização, incluindo as cadeias produtivas de leite, aves, frutas e suínos. Segundo o presidente da Faepe, Pio Guerra, as limitações impostas nas estradas têm prejudicado o fornecimento de insumos às propriedades agrícolas, a manutenção do manejo adequado das atividades e a forma adequada de distribuição dos produtos, sendo a maioria perecível. Perdas sentidas são em produtos lácteos, aves e frutas frescas. A falta de escoamento do setor de laticínios preocupa as entidades, já que a capacidade de armazenamento foi afetada. Segundo a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), mais de 51 milhões de litros de leite por dia não estão sendo coletados no Brasil. O impacto financeiro representa cerca de R$ 180 milhões por dia em todo o País. Devido a esses prejuízos, a entidade informou que vai se manter atenta ao cenário para uma solução que atenda aos interesses da cadeia produtiva. Para a Faepe, a exportação de frutas enfrenta dificuldades, já que produtores não estão conseguindo atender a demanda dentro do prazo estabelecido em contrato. Porém, a entidade comunicou que eles estão com a emissão da documentação necessária e com o cumprimento de todo o procedimento legal. A Faepe informou que as cargas de manga e uva dos exportadores da região do Vale do São Francisco estão impossibilitadas de sair do município em direção aos portos, o que representa uma perda de 25% na produção da semana. Consequentemente, as mercadorias estão mantidas em caminhões frigoríficos com altos custos de manutenção. Leia também: Crise dos combustíveis: como o País chegou até esse ponto? Com a continuação da paralisação, o Sindicato Rural de Petrolina estimou uma perda de 80% na produção de uva e manga na região do São Francisco entre o período de 28 deste mês a 1º de junho. Segundo o presidente da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto de Almeida, a falta do óleo diesel está dificultando o suprimento das fazendas. “O impacto é na área operacional de produção. Além disso, houve transtorno grande para escoamento dos produtos para o mercado interno, já que é feito por meio de caminhões”, disse. As produções estocadas nas granjas e estradas também chamou atenção da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe). Durante os quatro dias de paralisação, o órgão avaliou uma perda de 15% da produção mensal em Pernambuco, além de falta de ração em diversas granjas. Automóveis No setor automotivo, a Jeep informou que a produção no polo localizado em Goiana, na Região Metropolitana do Recife (RMR), está suspensa desde a última quinta-feira. A medida foi tomada devido à irregularidade dos fluxos logísticos causada pelo bloqueio de rodovias.
Com o atendimento afetado pela falta de reposição de insumos, que já tem provocado o adiamento de cirurgias eletivas, os hospitais particulares do país alertaram neste sábado (26) para o risco de fechamento, a partir de segunda-feira (28), de prontos-socorros que atendem urgências e emergências. “A partir do início da próxima semana, os hospitais não conseguirão mais garantir o acesso e a continuidade do cuidado dos pacientes que necessitarem de tratamento, se nenhuma medida imediata for adotada. Prontos-socorros correm o risco de fecharem as portas”, diz nota divulgada pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), que representa 107 unidades hospitalares espalhadas pelo país. A entidade apela para que o governo e os grevistas “entendam a gravidade do problema” e tomem providências imediatas para “evitar a indisponibilidade de medicamentos, materiais, insumos e serviços necessários para o atendimento aos pacientes”. A Anahp alertou para a iminência de falta de gases medicinais, utilizados durante cirurgias e em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), bem como de alimentos para os pacientes e insumos para exames e hemodiálises. Ontem (25), a Confederação Nacional de Saúde (CNS) também alertou para o risco do atendimento hospitalar ser afetado pelo desabastecimento. De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Bezerra Pinto, a situação já é crítica em Curitiba, Fortaleza, João Pessoa, no Recife e Rio de Janeiro. “Os hospitais de várias capitais estão no limite dos estoques de oxigênio. Acho que se não tivermos uma solução até o fim do dia, enfrentaremos uma situação crítica”, disse Aramicy à Agência Brasil.
O sorteio 2.044 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 10 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) deste sábado (26) em Fernandópolis (SP). De acordo com a Caixa Econômica Federal, o valor integral do prêmio, na poupança, renderia mensalmente R$ 37 mil. O valor também seria suficiente para adquirir 66 carros de luxo. Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
Levantamento divulgado nesta sexta-feira (25) pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP) aponta que o preço médio do diesel nas bombas terminou a semana em forte alta. O avanço foi de 5,3%, passando de R$ 3,595 por litro para R$ R$ 3,788. Bomba com diesel foi trancada com o cadeado após combustível acabar em posto de Roraima, em meio à greve dos caminhoneiros . Na mesma semana, a Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias em mais de 10%. O repasse ou não para o preço nas bombas depende dos postos. Essa redução do valor nas refinarias aconteceu em meio às negociações entre o governo e a categoria dos caminhoneiros, que entrou nesta sexta em seu quinto dia de greve com reivindicações sobre o preço do diesel nas bombas. Preços dos combustíveis Valor por litro, na média nacional em R$gasolinadieseletanol22/43/615/725/807/1017/1130/1210/223/35/513/524/65/815/928/109/1220/13/314/426/522,533,544,55 29/7 ● gasolina: 3,749 Fonte: ANP O valor representa uma média calculada pela ANP, que verifica os preços em diversos municípios tanto do diesel quanto da gasolina, do etanol e do gás de cozinha. Por preços, portanto, podem variar de acordo com o local. Nesta semana, a variação ocorre ainda em meio à forte oscilação dos preços dos combustíveis. Durante a greve dos caminhoneiros, alguns postos chegaram a vender o litro da gasolina por quase R$ 10. Enquanto isso, outros estabelecimentos organizaram o “dia sem imposto” na quinta-feira (24) e chegaram a vender o produto por menos de R$ 3. Preços em alta geraram protestos Em cerca de 2 meses até a segunda-feira (21), o início dos protestos, a Petrobras havia subido mais de 47% o preço do combustível nas refinarias, seguindo sua política de preços que reajusta os valores quase diariamente com o objetivo de acompanhar as cotações internacionais. O avanço aconteceu em meio a um movimento de disparada do dólar e dos preços do petróleo no mercado externo. No mesmo intervalo, a moeda dos Estados Unidos subiu 14% sobre o real, de R$ 3,2783 para R$ 3,7409. Já o preço do barril de petróleo subiu 19%, passando de US$ 65,49 para US$ 78,09, segundo dados da Tendências Consultoria. O valor se refere ao petróleo do tipo Brent, usado como referência internacional. Mas, nos postos, o preço do diesel subiu menos no mesmo período. De acordo com os dados da ANP, em cerca de 2 meses o valor médio do combustível nas bombas subiu 6,2% – variação que, apesar de menor que a dos preços nas refiarias, ficou acima da inflação para o período. A ANP também divulgou nesta sexta a variação do preço médio da gasolina nas bombas. Nesta semana, houve aumento de 3,52%, com o valor passando de R$ 4,284 por litro para R$ 4,435 em média. Foi o maior aumento semanal dos preços da gasolina desde julho de 2017, quando o governo anunciou o aumento dos impostos sobre os combustíveis. Já nas refinarias, o preço da gasolina caiu 2,5% na mesma semana, com a Petrobras dando continuidade à sua política de preços que reajusta o valor quase diariamente. …
Pelo menos nove países africanos foram avisados que estão sob alto risco de transmissão de ebola em razão do surto registrado na República Democrática do Congo, informou nesta sexta-feira (25) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Guebreyesus. As informações são da Agência Brasil. “Estamos fazendo todo o possível para impedir que o ebola se espalhe para além das fronteiras e também para estarmos preparados caso isso aconteça”, disse. Na quinta-feira (24), representantes da OMS se reuniram com governos de países vizinhos à República Democrática do Congo para discutir o cenário de ebola na região. O encontro se deu em meio à 71ª Assembleia Mundial da Saúde, que acontece em Genebra desde o início da semana. “Nove países foram avisados que estão sob alto risco e ações de prontidão estão em andamento”, concluiu o diretor-geral da organização. A República Democrática do Congo já notificou 58 casos de ebola. Os números incluem 28 casos confirmados, 21 casos prováveis e nove suspeitos, além de 27 mortes. A maior parte das infecções foi identificada nas regiões de Bikoro (29 casos) e Iboko (22 casos). Desde o início da semana, o Ministério da Saúde local, em parceria com a própria OMS, Médicos sem Fronteiras e Fundo das Nações Unidas para a Infância trabalham para vacinar comunidades mais afetadas pelo ebola. A dose em questão tem caráter experimental e já havia sido utilizada na Guiné em 2015. Segundo a OMS, a vacina foi utilizada em diversos ensaios envolvendo mais de 16 mil voluntários na Europa, na África e nos Estados Unidos e se mostrou segura para o uso em humanos. Emergência A República Democrática do Congo vive seu nono surto de ebola desde a descoberta do vírus, em 1976. Na última sexta-feira (18), a OMS optou por não declarar emergência internacional em saúde pública, mas alertou que a situação na região africana desperta preocupação e que países vizinhos foram avisados da possibilidade de disseminação do vírus.
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, decretou estado de emergência no final da tarde dessa sexta-feira (25). A decisão vem no quinto dia de manifestação dos caminhoneiros e tem como objetivo priorizar os serviços de segurança e saúde no estado. “Vamos intensificar isso nos próximos dias, até a normalização dos serviços. Hoje estou assinando esse decreto de emergência que vão dar condições de agilidade ao estado e aos municípios e envolve situações tributárias e financeiras que vão garantir o Estado a agir com as medidas necessárias para garantir o ir e vir das mercadorias e do combustível”, disse o governador. O decreto de emergência deve ser publicado no Diário Oficial de amanhã (26) e segundo Câmara, tem como objetivo “dar as condições para que o Estado possa intervir de maneira mais rápida para a normalidade desses serviços”. Segundo Câmara, a polícia já está apoiando o desbloqueio das rodovias em Pernambuco.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu nesta sexta-feira (25) uma liminar em que autoriza o uso das forças armadas para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros. Além do uso das forças de segurança pública, o ministro impôs multa de R$ 100 mil por hora às entidades que atuarem nas interdições de vias e R$ 10 mil por dia para motorista que esteja obstruindo a pista. Pedido do governo A medida foi tomada após cinco dias de paralisação dos caminhoneiros, o que tem provocado o desabastecimento, principalmente de combustíveis, em diversas cidades do país. A categoria reivindica, entre outras coisas, a retirada de impostos sobre o diesel. Na peça, assinada pelo próprio Temer e também pela advogada-geral da União, Grace Mendonça, o governo relata já ter entrado com dezenas de “ações pulverizadas” por todo o país, mas que decisões conflitantes têm sido proferidas sobre o tema, com alguns juízes concedendo liminares para liberar rodovias enquanto outros a negam. Diante das contradições, é necessária “uma atuação uniforme e rápida por essa Suprema Corte a fim de garantir segurança jurídica”. O governo argumenta que os bloqueios promovidos pelos caminhoneiros ferem preceitos fundamentais, entre os principais o direito de “livre locomoção no território nacional em tempos de paz”. O governo pede que o Supremo viabilize “a adoção de todas as providências cabíveis e necessárias pelas autoridades públicas competentes” para liberar as vias. Pede ainda que sejam suspensos os efeitos de qualquer outra decisão judicial que impeça “a livre circulação de veículos automotores nas rodovias federais e estaduais ocupadas em todo o território nacional”, bem como as decisões que impedem “a reintegração de posse” das rodovias pela União. Em caso de descumprimento, o governo pede que seja imposta uma multa de R$ 100 mil por hora às entidades responsáveis, “por atos que culminem na indevida ocupação das vias públicas, inclusive acostamentos”, e de R$ 10 mil por dia a qualquer manifestante “que se recuse a retirar o veículo que esteja obstruindo a via pública”.
No Dia Nacional da Adoção, lembrado hoje (25), 8,7 mil crianças e adolescentes em todo o país aguardam uma família em meio a um total de 43,6 mil pessoas que constam como pretendentes no Cadastro Nacional de Adoção. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na última década, mais de 9 mil adoções foram realizadas no país, sendo 420 entre janeiro e maio deste ano. A entidade informou que, por meio do cadastro eletrônico, criado em 2008, varas de infância de todo o país passaram a se comunicar com maior facilidade, o que agilizou as chamadas adoções interestaduais. Até então, os processos de adoção dependiam de busca manual por parte das varas de infância para conseguir uma família. Gargalo Para a presidente da organização não governamental Projeto Aconchego, Soraya Pereira, os números são consequência da falta de políticas públicas ao longo de muitos anos e da demora em se olhar para o contexto do abrigamento e do acolhimento. Segundo ela, grande parte dessas 8,7 mil crianças e adolescentes é composta por grupos de irmãos e por menores com algum tio de deficiência. “Não podemos deixar tudo só nas costas dos pretendentes. Todo mundo fala que eles só querem criança pequena, que só querem menina. Mas esse perfil já mudou. Vivemos hoje um gargalo que vem lá de trás e cuja consequência está vindo agora. Temos até mesmo falta de profissionais trabalhando no processo que antecede o abrigamento. Há vários aspectos a serem analisados”, disse. Soraya lembrou que, antigamente, muitas pessoas com filhos optavam por colocar as crianças em abrigos, diante da falta de condições em casa. Desde 2010, esse cenário, segundo ela, começou a mudar, já que a legislação passou a instituir prazo de dois anos até que a criança seja oficialmente afastada da família e passe a integrar o cadastro de adoção. “Não temos profissionais em quantidade suficiente para fazer isso andar rápido. Foi acumulando tudo. Estamos em 2018 e essa meninada que estava entrando com 4 anos lá atrás ainda está no cadastro. Hoje, são pré-adolescentes. Temos falhas lá de trás que agora o gargalo está mostrando”, afirmou a psicóloga.
O presidente Michel Temer assinou o decreto determinando o uso das forças federais para liberar as rodovias e reabastecer o país com os produtos retidos nas estradas. O decreto, publicado na noite de hoje (25), em edição extra do Diário Oficial da União, autoriza o emprego das Forças Armadas no contexto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) até o dia 4 de junho. Com isso, os militares darão apoio às forças policiais, como a Polícia Militar (PM), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, na liberação das estradas. Além disso, as Forças Armadas poderão requisitar veículos e levá-los para distribuição dos produtos que carregam, mas isso só será feito caso o dono do caminhão – seja a empresa ou o próprio motorista – se negar a seguir viagem. “A requisição de bens é um item do menu de opções que o governo tem em qualquer circunstância. Na medida que as coisas não voltarem à normalidade, o governo vai usar o instrumento que tem. A requisição é um ato de posse. Requisita, utiliza e devolve. É uma hipótese. Poderá ser utilizada na medida que for necessária”, disse o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira no Palácio do Planalto, horas antes da edição do decreto. Além de disponibilizar motoristas para o caso de requisição de veículos, as Forças Armadas também podem escoltar caminhões que transportam produtos essenciais, oferecer ao serviço policial caminhões-tanque e outros veículos necessários para o cumprimento da GLO. A paralisação dos caminhoneiros chegou ao quinto dia nesta sexta-feira. Mesmo após o acordo, várias estradas continuaram obstruídas, ainda que parcialmente, pelos grevistas. De acordo com o governo, no entanto, as interdições reduziram de 938 para cerca de 500, sendo que em nenhuma das restantes houve interrompimento total do trânsito. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, as informações são passadas pelos postos da PRF espalhados pelo país.
O Juiz Sérgio Moro, que é responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decidiu suspender as audiências de um processo da Operação Lava Jato marcadas para segunda-feira (28) por causa da greve dos caminhoneiros. As audiências envolvem testemunhas de defesa relacionadas ao processo do Sítio em Atibaia. O ex-presidente Lula é um dos 13 réus neste processo e responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A força-tarefa da Lava Jato diz que Lula recebeu propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS. Os valores foram repassados ao ex-presidente em reformas realizadas no sítio avaliadas em R$ R$ 1,02 milhão. Lula nega as acusações. O juiz justificou a dificuldade de deslocamento aos locais de audiência por parte de testemunhas, representantes do Ministério Público Federal (MPF), advogados e outras partes do juízo envolvidas. “Há um movimento de paralisação de motoristas de caminhões nas estradas brasileiras. Há uma pauta de reivindicação legítima da respeitável categoria e que deve ser avaliada pelas autoridades competentes. No entanto, o prolongamento excessivo da paralisação e que inclui o questionável bloqueio de rodovias tem gerado sérios problemas para a população em geral, com prejuízos principalmente para o abastecimento de alimentos e de combustíveis nas cidades”, disse Moro. “Espera-se que prevaleça o bom senso dos envolvidos, com a normalização da situação e antes que ocorram episódios de violência, mas considerando a incerteza em relação aos próximos dias, é o caso de, por prudência, suspender as audiências do dia 28/05/2018 e, oportunamente, redesigná-las”, argumentou Moro. O juiz destacou que muito embora seja intenso o trabalho interno dos servidores, o expediente na Justiça Federal de Curitiba foi cancelado nesta sexta-feira (25). Greve de caminhoneiros A greve completou cinco dias nesta sexta-feira. A categoria protesta contra o aumento do diesel. Apesar do acordo anunciado na noite de quinta (24) para suspender paralisação por 15 dias, há 221 pontos de manifestações em todo o estado nesta sexta-feira (25). A greve também continua em outros estados.
Ao menos 12 aeroportos do país estão sem combustível nesta sexta-feira (25) por conta da paralisação de caminhoneiros, iniciada na última segunda (21). Eles continuam abertos, segundo a Infraero, mas só pousam e decolar as aeronaves que já tiverem reserva de querosene. O aeroporto de Brasília afirmou que suas reservas se esgotaram por volta das 8h, após receber apenas dez caminhões de abastecimento desde terça-feira (22), sendo que a média diária é de 20 caminhões. Leia também Greve dos caminhoneiros pode ter impacto relevante no PIB, diz Eduardo Guardia Passageiros enfrentam mais um dia de transtornos com frota de ônibus reduzida Ônibus: 30% da frota deve circular, nesta sexta, fora do horário de pico Acordo com caminhoneiros não vai levar a aumento de imposto, diz Marun Segundo a concessionária Inframerica, algumas medidas tomadas conseguiram retardar o problema. Outros aeroportos que também estão sem combustível são: de Carajás (PA), São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Ilhéus (BA), Palmas (TO), Goiânia (GO), Juazeiro do Norte (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Joinville (SC) e João Pessoa (ES), todos administrados pela Infraero. Os principais aeroportos de São Paulo continuam com operações normais. O aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), afirmou que seu abastecimento acontece também por dutos, o que deve impedir impactos. Já Congonhas (zona sul) disse que pode ter problemas caso a situação persista, mas não informou o quanto ainda pode durar suas reservas. As companhias aéreas também acumulam voos cancelados devido à falta de combustível. A Latam tem ao menos 30 cancelamentos, número próximo aos 36 cancelados pela Azul. A Gol teve dois cancelamentos e a Avianca outros dois. Campo de Marte O aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, vai ficar em sem combustível para abastecer todas as aeronaves entre sexta e sábado, segundo a previsão da Abtaer (Associação Brasileira de Táxi Aéreo). De acordo com Jorge Bitar, presidente da associação, ainda não houve redução de voos. “Tivemos um movimento extra”, afirma Bitar. O comandante afirmou que, a partir do bloqueio das estradas pelos caminhões, a procura por transporte de carga com táxi aéreo apresentou uma elevação de 1000%. “Estamos fazendo o possível para atender a toda demanda extra do transporte de cargas”, diz. Caso a greve dos caminheiros não cesse, e o combustível acabe, o fundador da Helimarte prevê prejuízos significativos.
Pelo menos 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos poderão morrer nos próximos dias devido à falta de ração no campo, fora os animais que estão em caminhões não autorizados a transitar nas rodoviais do país. Com a paralisação dos caminhoneiros, o risco aumentou, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em nota divulgada nesta sexta (25) a ABPA informa que o acordo negociado entre o governo e o movimento de paralisação, “ainda não surtiu efeito nas estradas”. “Caminhões com carga viva não são autorizados a transitar. A situação mais grave está no trânsito de ração, que está sendo impedido.” O alerta da associação teve apoio do presidente Michel Temer nesta manhã. “Acabei de verificar uma coisa muito desagradável:os frangos estão morrendo. Estão se canibalizando, eu nem sabia disso. Uma coisa terrível para os produtores, principalmente em Santa Catarina.” A entidade informa ainda que em diversos locais há falta de insumos e animais, colocando em risco a alimentação dos bichos: “Aqueles que ainda contam com estoques, estão fracionando para prolongar ao máximo a oferta do alimento”. Só hoje, a ABPA registrou 152 plantas frigoríficas de aves e suínos paradas. Mais de 220 mil trabalhadores estão com atividades suspensas. “A situação setorial é caótica. Empresas poderão fechar pelos prejuízos causados pela paralisação. Uma intervenção rápida e forte por parte do governo é urgente para evitar a mortandade de milhões de animais.” Na tentativa de evitar o desabastecimento e os prejuízos aos produtores, Temer anunciou hoje que militares vão desbloquear estradas e atuarão para garantir que caminhões possam chegar ao destino.“Vamos garantir a livre circulação. O governo espera e confia que cada caminhoneiro cumpra seu papel.”
Diante da proporção que está tomando o movimento grevista dos caminhoneiros, o governo decidiu endurecer nesta sexta-feira (25). Segundo apurou o Estadão/Broadcast, já está autorizado o uso das Forças Armadas para a desobstrução das estradas. O presidente Michel Temer deve fazer um pronunciamento a qualquer momento para falar sobre a greve e fazer uma avaliação da situação. Como informou o Estadão/Broadcast, a Polícia Federal vai investigar a possibilidade de locaute – participação dos patrões – na paralisação dos caminhoneiros, que entrou nesta sexta no quinto dia, apesar do acordo firmado na noite de Quinta-feira (24). Mesmo com a câmara de compensação proposta pelo governo, que manterá, por meio de subvenções bancadas pelo Tesouro, o preço do diesel estável para os distribuidores, o que se constata nesta sexta é a ampliação dos pontos de retenção das estradas e não a redução do movimento, como esperava o governo federal. Locaute é caracterizado quando empresários de um setor contribuem, incentivam ou orientam a paralisação de seus empregados. Ou seja, é uma greve liderada pelos patrões, com o intento de obtenção de benefícios para o setor, o que é proibido por lei. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, a avaliação do próprio governo é de que o Planalto subestimou a proporção que a mobilização poderia tomar, um erro do sistema de inteligência, que é comandado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
As contas de luz em junho terão bandeira tarifária vermelha no patamar 2, o maior patamar entre as faixas tarifárias. Com isso, haverá cobrança extra nas contas de luz de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A cobrança da nova bandeira foi anunciada hoje (25) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com a Aneel, a decisão foi tomada em razão do fim do período chuvoso e a redução no volume dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com isso, há a necessidade de usar energia produzida pelas usinas termelétricas, que têm maior custo de produção. “Com o fim do período úmido, os reservatórios do Sul apresentaram redução de volume provocando o aumento do risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD). Além disso, a previsão de chuvas é baixa quando comparada à média histórica. O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada”, disse a agência. Em maio, vigorou a bandeira tarifária amarela, em que há adicional de R$ 1 na conta de energia do consumidor a cada 100 kWh consumidos. Nos quatro primeiros meses dos ano, vigorou a bandeira verde, em que não há cobrança extra na conta de luz. Na terça-feira (22), o presidente da Aneel, Romeu Rufino chegou a afirmar que a tendência era de manutenção da bandeira amarela. Segundo Rufino não houve alterações relevantes nas condições que levaram a agência a adotar a bandeira amarela agora em maio. Sistema O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde, amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica. No patamar 1, o adicional nas contas de luz é de R$ 3,00 a cada 100 kWh; já no 2, o valor extra sobe para R$ 5,00. Com a adoção da bandeira vermelha, a Aneel aconselha os consumidores a adotar hábitos que contribuam para a economia de energia, como tomar banhos mais curtos utilizando o chuveiro elétrico, não deixar a porta da geladeira aberta e não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado, entre outros.
Diante da continuidade dos bloqueios de estradas pelos caminhoneiros, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio declarou que a cidade entrou em estágio de atenção. “Com a manutenção da greve dos caminhoneiros, o desabastecimento de combustível já afeta drasticamente a mobilidade no município”, informou a prefeitura, em nota. O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa que um ou mais incidentes provocam reflexos relevantes para a locomoção da população. Os protestos continuam nas estradas do Rio de Janeiro na tarde de hoje (25). De acordo com levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PFR), manifestantes permanecem mobilizados em quatro rodovias federais que cortam o estado. Os postos de gasolina nos municípios fluminenses ainda não foram reabastecidos e o impacto nas operações de transporte público aumenta gradativamente. O Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) estima que 50% da frota esteja em operação na capital. Em todo o estado, a situação é similar, segundo informa a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor). Metade dos veículos estaria fora de circulação. “O setor mostra-se preocupado em restabelecer o abastecimento de óleo diesel, para a retomada da operação regular na próxima semana, uma vez que os estoques nas garagens estão cada vez mais reduzidos”, acrescenta a entidade. O último levantamento da PFR, divulgado às 15h45, registra a presença de caminhoneiros no acostamento em trechos da BR-101, da BR-393, da BR-465 e da BR-116, que é conhecida como Rodovia Presidente Dutra. Os pontos de concentração ocorrem nos municípios Campos do Goytacazes, Seropédica, Barra Mansa, Itaboraí, Itaguaí, Paraty, Paraíba do Sul, Volta Redonda, Barra do Piraí, Duque de Caxias, Petrópolis e Magé. O trânsito, porém, flui já que não há obstrução de pista. A exceção fica no quilômetro 40 da BR-116, em Teresópolis, onde uma interdição parcial prejudica o tráfego. O levantamento também mostra que, na BR-493, não foi constatada a presença de manifestantes. Nos últimos dias, ela vinha sendo outro alvo dos grevistas. Falta de combustível Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Estado do Rio de Janeiro (Sindestado), até o momento, nenhum posto recebeu nova remessa de combustíveis e que o quadro de desabastecimento está próximo de 100%. Especificamente na capital, a situação não é diferente conforme o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb). “O suprimento nos postos revendedores na cidade está praticamente esgotado. À exceção de um ou outro estabelecimento, que ainda possui pequena quantidade de algum combustível, não há mais gasolina, etanol ou óleo diesel para atender o consumidor já nesta sexta-feira”. Forças federais Mais cedo, o presidente Michel Temer autorizou o uso de forças federais para desbloquear rodovias. No Rio de Janeiro, o Gabinete de Intervenção Federal informou em nota que vem monitorando os impactos em todo o estado e tem um planejamento que prevê a atuação das forças de segurança estaduais e, somente em casos de necessidade, das forças federais. Conforme o comunicado divulgado, não há racionamento de combustível nas instituições policiais e as operações previstas seguem seu curso normal. A Polícia Militar confirmou …
O número de linhas móveis de telefonia em operação no país caiu 2,74% na comparação entre abril de 2017 e o mesmo mês deste ano. Os números constam de balanço apresentado hoje (25) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na comparação com março de 2018, a redução foi de menos 0,03%, cerca de 80,22 mil linhas a menos. Segundo o balanço, os últimos 12 meses registraram do que abril de 2017. No total, o Brasil fechou o mês passado com 253,71 milhões de linhas móveis em operação. Nos últimos 12 meses, foram 6,63 milhões de linhas de celular a menos no país (Arquivo/Agência Brasil) Desse total, 144,16 milhões são de linhas móveis pré-pagas. No segmento pré-pago, houve redução de 10,71% no período, com diminuição de 17,28 milhões de linhas no período. Na comparação com março, a redução foi de de 0,68%, com menos 987,18 mil linhas. Os números reafirmam a tendência de diminuição de linhas pré-pagas. Entre as linhas pós-pagas, a tendência é ascendente. Nos últimos 12 meses, houve aumento de 13,17% na base pós-paga. Foram registradas 10,65 milhões de linhas a mais do que em abril de 2017. Com isso, as linhas pós-pagas chegaram a 91,54 milhões. Se comparado ao mês anterior, o crescimento em abril foi de 1%, com mais 906,95 mil linhas. Estados e Distrito Federal São Paulo continua com o maior número de linhas móveis do país e, com 65,52 milhões, soma 26,52% do total. Em seguida, vêm Minas Gerais, com 9,5% de participação e 22,43 milhões de linhas; e o Rio de Janeiro, 8,71% do total e 20,54 milhões de linhas. A Bahia foi o estado com maior número de linhas na Região Nordeste, com 6,09% do total do Brasil (14,37 milhões). Na Região Sul, a liderança coube ao Rio Grande do Sul, com 5,75% (13,56 milhões); no Centro-Oeste, o primeiro foi Goiás, com 3,34% (7,86 milhões); e na Região Norte, Pará liderou, com 3,1% (7,30 milhões), informou a Anatel. Nos últimos 12 meses, Roraima apresentou, percentualmente, o maior crescimento no número de linhas móveis, com 3,24% e mais15,60 mil linhas. Em seguida, vêm o Amazonas com 2,77% e mais 95,71 mil; e São Paulo, com 0,39% e 243,94 mil linhas adicionadas à sua base. Depois, vêm o Amapá, com 0,35% e mais 2,25 mil linhas; e o Espírito Santo, com 0,16% e mais 6,01 mil linhas. Todos os outros estados e o Distrito Federal apresentaram redução. Entre as operadoras, a Vivo apresentou no mês passado 31,85% de participação no mercado e soma 75,08 milhões de linhas móveis. Em segundo lugar vem a Claro, com 25,03% e 58,99 milhões de linhas móveis; em terceiro, a Tim, com 24,41% de participação e 57,54 milhões) e, em quarto, a Oi, com 16, 47% do total e 38,83 milhões de linhas.
População do Grande Recife amanhece com muita dificuldade para pegar coletivo e ir para o trabalho nesta sexta-feira (25), quinto dia da paralisação dos caminhoneiros em todo o país. Desde a quinta-feira, o Consórcio Grande Recife de Transportes autorizou as empresas a reduzir a frota em 50% na hora de pico, das 5h às 8h. Usuários do sistema reclamam da dificuldade para embarcar nas estações e terminais integrados. No Terminal Pelópedas Silveira, em Paulista, a situação é mais grave. Mais de 150 pessoas lotam a estação e se espremem tentando subir nos ônibus que param para embarque. No Terminal Integrado de Joana Bezerra, na Ilha do Leite, a situação é a mesma: há ônibus circulando, mas as pessoas se queixam que não conseguem entrar pois os veículos estão lotados. Na estação Recife, Centro da cidade, e no terminal de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, que fazem conexão com o metrô, o movimento de pessoas também era intenso e os ônibus estavam lotados.
As reservas de querosene de aviação no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, em Brasília, só são suficientes para a manhã desta sexta-feira (25), segundo a concessionária Inframerica. A paralisação dos caminhoneiros, que chega ao quinto dia em todo o país, impede que o combustível chegue até o aeroporto. Dois voos precisaram ser cancelado no início desta manhã. Todos os aviões que pousarem hoje no terminal aéreo e que necessitem de abastecimento ficarão em solo até o fornecimento de combustível no aeroporto ser normalizado. O contingenciamento do combustível no aeroporto já vinha ocorrendo desde a terça-feira (22). “Apesar do agravamento da situação, ainda não há previsão de regularização do estoque de combustível. A concessionária aguarda a liberação dos caminhões”, informou a concessionária em nota. Nos últimos dias apenas dez caminhões chegaram ao aeroporto, todos sob escolta policial. Em dias normais, o terminal recebe uma média de 20 desses veículos. Até o início da manhã desta sexta-feira, não há registro de entrada de novos caminhões. Cancelamento Por causa do racionamento do querosene de aviação, a companhia aérea American Airlines cancelou de forma preventiva o voo que vinha de Miami e que pousaria no aeroporto de Brasília às 7h35. Consequentemente, a volta da aeronave fica, que partiria da capital às 21h55, fica também cancelada. Depois de quatro dias, é o primeiro cancelamento decorrente da restrição na oferta de combustível no aeroporto de Brasília. A Inframerica orienta aos passageiros que busquem informações com a sua companhia aérea antes de irem ao aeroporto. As equipes de atendimento da concessionária foram reforçadas para atender aos usuários. Em média, 48 mil usuários de transporte aéreo passam pelo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck todos os dias. O terminal é o terceiro em movimentação de passageiros no país. Pernambuco No Estado, nesta quinta-feira (24), dez voos foram cancelados no Aeroporto Internacional do Recife – Guararapes / Gilberto Freire. O cenário é reflexo da falta de combustível. Cinco voos da operadora Azul partindo da capital e cinco que chegariam ao estado foram suspensos. Já a Gol, Avianca e a Tam seguem em um esquem a de flexibilização de regras para evitar transtornos de pouso e decolagem. Os passageiros que compraram tickets pela Avianca podem remarcar suas passagens até a próxima terça-feira (29) sem cobrança de taxa ou diferenças tarifárias. A recomendação da Gol aos clientes é para que eles verifiquem a situação dos voos antes de se deslocarem ao aeroporto por meio do site da companhia ou pelo 0300 115 2121. A Latan Airlines Brasil também oferece isenção da taxa de remarcação e das diferenças de preço entre as passagem para nova data para voos domésticos com destino aos aeroportos de Brasília, Goiânia, Ilhéus, Recife e Teresina, Confins e Porto Alegre.