O ex-governador Jacques Wagner admitiu, nesta terça-feira (1º), a hipótese de o PT não ser cabeça de chapa nas eleições presidenciais e ocupar a vice caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de concorrer ao Palácio do Planalto. Questionado, Wagner se disse à vontade para discutir a hipótese de se aliar ao pedetista Ciro Gomes, por ter sido entusiasta de uma aliança quando Eduardo Campos estava vivo. “Sou suspeito nesta matéria porque sempre defendi que, após 16 anos, estava na hora de ceder a precedência. Sempre achei isso. Não conheço na democracia ninguém que fique 30 anos. Em geral fica 12, 16, 20. Defendi isso quando o Eduardo Campos ainda era vivo. Estou à vontade neste território”, afirmou. Além da possibilidade de apoio a Ciro, Wagner defendeu também abertura de diálogo com o ex-ministro Joaquim Barbosa, potencial candidato do PSB. O ex-governador da Bahia recomendou, porém, calma antes de qualquer decisão. E ressaltou: “O problema é que a prisão do Lula nos coloca numa posição de resistência. Não posso dizer hoje que estou abrindo para qualquer um. É dizer o quê? Lula, tchau e bênção? Então a situação é complicada”, justificou. Embora considere Barbosa um outsider, Wagner defendeu um diálogo com o ex-ministro do STF. “Acho que o PT tem que buscar o diálogo com os partidos que sempre defenderam um Brasil democrático, popular, progressista e com distribuição de renda.” Ele inclui na lista a pré-candidata do PC do B, Manuela D’Ávila (RS). “O Ciro eu sei mais ou menos o pensamento dele, a Manuela eu sei mais ou menos o pensamento dela, o Joaquim está começando a apresentar o seu pensamento. Óbvio que de todos que eu falei o Joaquim é o mais outsider. Nunca foi uma pessoa dedicada propriamente à política”, afirmou. As declarações foram dadas minutos antes de Wagner subir o palanque do ato organizado por sete centrais sindicais pela libertação de Lula. O ex-ministro insistiu que o PT vai sustentar a candidatura de Lula até que ele esteja interditado definitivamente. Ele repetiu ainda que essa não era uma exclusividade petista. “Quem é que tem algum candidato a presidente da República? Ninguém. É uma situação inédita no Brasil. Não tem o porquê desta agonia.” O ex-ministro defendeu o canal de negociação aberto pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). “O Haddad teve uma conversa sobre a economia brasileira e acharam que era sobre política eleitoral no estrito senso.” Sobre a possibilidade de ele próprio concorrer, Wagner afirmou: “Não coloco meu nome em hipótese alguma à disposição neste momento. E não adianta perguntarem ‘e no próximo momento?’. Não estou trabalhando com o próximo momento.”
Preso desde 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvaoptou por um discurso de candidato em uma carta endereçada aos militantes, no ato a uma quadra da superintendência da Polícia Federal do Paraná, neste Dia Mundial do Trabalho. No texto, lido pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann(PR), Lula afirmou que “o Brasil vive este 1º de Maio com tristeza, mas com esperanças”.”É com tristeza que vivemos um momento onde nossa democracia está incompleta, com um governo ilegítimo no poder”, escreveu. O ex-presidente listou ainda críticas ao governo de Michel Temer, como a multidão de 13 milhões de desempregados, a revogação de direitos e uma economia que patina. Nesse discurso de oposição, Lula disse que a “mesa já não é farta”. “Vocês se lembram da prosperidade do Brasil naqueles tempos em que o Brasil ia bem e parte da imprensa reclamava? Agora, o Brasil vai mal e os mesmos falam em retomada de economia?”, perguntou o petista. E acrescentou: “A sabedoria popular contra essa propaganda massiva, em especial das organizações Globo, revela-se nas pesquisas”. Lula encerrou a carta elogiando o 1º de Maio unificado e afirmando ter esperança que o Brasil supere esse momento triste. Uma mensagem, gravada às vésperas de sua prisão, foi apresentada momentos antes da leitura da carta e trazia um tom mais emocional. Nela, Lula citou as ações da Lava Jato e a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Ele lembrou também já ter sido preso e disse não ter medo do porvir, provocando choro dos militantes que assistiam a reprodução no telão, com ilustrações e fotografias do ex-presidente. Antes de ler a carta, Gleisi deu outro recado de Lula. Disse que o ex-presidente está bem, física e emocionalmente, mas preocupado com os rumos do Brasil. A presidente do PT encerrou o ato reafirmando a candidatura de Lula horas depois de o ex-governador Jaques Wagner defender possibilidade de aliança em favor da candidatura do pedetista Ciro Gomes. “Se falarem em plano B para vocês, não acreditem. Lula vai ser nosso candidato”, afirmou Gleisi.
As comemorações neste 1º de maio reuniram pessoas em pelo menos 20 cidades em todo o país. Os atos ocorreram na maioria das capitais e em municípios do interior em alguns estados, como São Paulo e Minas Gerais. As manifestações tiveram como pautas centrais a defesa dos direitos dos trabalhadores, críticas à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o repúdio à morte da vereadora Marielle Franco. Em São Paulo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Intersindical e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizaram atividade conjunta na Praça da República, que também contou com a participação de movimentos sociais das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O encontro teve shows das cantoras Leci Brandão e Preta Rara, do cantor Chico César e da banda Liniker e os Caramelows. A Força Sindical realizou ato próprio na Praça Campo de Bagatelle, também na capital. A atividade teve sorteios e shows das duplas Simone e Simaria e Maiara e Maraísa, além dos cantores Nego do Borel e Felipe Araújo. Segundo o presidente da entidade, Paulo Pereira da Silva, as bandeiras deste ano são o combate à reforma da Previdência e a retomada da geração de empregos. No interior, foram realizados atos em Campinas, Osasco, Araraquara e São Bernardo do Campo, onde a comemoração ocorreu por meio de uma procissão na parte da manhã, que terminou com uma missa na Igreja Matriz. Curitiba Milhares de pessoas de vários estados se reuniram em Curitiba em um ato unificado das sete maiores centrais sindicais do Brasil para defender bandeiras trabalhistas, celebrar o Dia do Trabalhador e pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na capital paraense desde o dia 7 de abril. Foi a primeira vez que um evento do 1° de maio reuniu todas as principais organizações sindicais do país: a CUT, a Força Sindical, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Intersindical, a CTB e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST). Distrito Federal Em Brasília, o ato ocorreu em uma das principais feiras da cidade, a da Torre de TV. A atividade contou com apresentações culturais e falas de representantes de entidades sindicais e movimentos sociais. No evento, também foram lembradas a morte da vereadora Marielle Franco e a prisão do ex-presidente Lula. Em razão do 1º de maio, cerca de 600 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam duas áreas no Distrito Federal. Uma delas pertencente à União e outra à Fundação Assistencial dos Servidores do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Rio de Janeiro No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu na parte da tarde. Convocados pelas centrais, cerca de 200 pessoas se reuniram na Praça XV, no centro da cidade. Os dirigentes sindicais presentes defenderam que as mudanças na legislação trabalhista não refletiram na geração de empregos no país e acabaram fragilizando o vínculo empregatício. Minas Gerais Em Minas Gerais, as comemorações tiveram como palco central a cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Milhares de pessoas …
WASHINGTON (Reuters) – O principal negociador de comércio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que não está buscando negociar mudanças no sistema econômico chinês comandado pelo Estado durante conversas comerciais em Pequim nesta semana, mas disse que vai buscar expô-lo a maior concorrência estrangeira. O representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, disse à Câmara de Comércio dos EUA que vê as conversas com autoridades seniores chinesas na quinta-feira e sexta-feira como o início de um longo processo de aprendizado para Washington e Pequim lidarem melhor com suas diferenças comerciais. “Não é meu objetivo mudar o sistema chinês”, disse Lighthizer. “Parece funcionar para eles… Mas eu preciso estar em uma posição onde os Estados Unidos podem lidar com isto, onde os Estados Unidos não são vítimas disto e é aí que nossa função está”. Lighthizer será parte de uma delegação do governo Trump que inclui o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, o secretário do Comércio, Wilbur Ross, o assessor de comércio e manufatura da Casa Branca, Peter Navarro, e o novo assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow. Ross disse mais cedo nesta terça-feira que Trump está preparado para impor tarifas sobre a China se a delegação não chegar a um acordo negociado para reduzir desequilíbrios comerciais. Falando à emissora CNBC antes de viajar à China para as conversas, Ross disse ter “alguma esperança” de que acordos podem ser alcançados para resolver as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Mas Ross e Navarro, que falou em Washington nesta terça-feira para executivos de siderúrgicas, disseram que qualquer decisão final será tomada por Trump. Lighthizer minimizou a possível imposição de tarifas sobre a China em suas afirmações ao lobby comercial mais poderoso dos EUA, que se opôs a tarifas para tentar forçar mudanças nas práticas comerciais chinesas. AMEAÇAS DE TARIFAS Trump tem ameaçado tarifas no valor de até 150 bilhões de dólares em bens chineses para punir a China por suas exigências para joint ventures e outras políticas que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA diz que forçam as companhias norte-americanas a entregar suas propriedades intelectuais para competidores chineses apoiados pelo Estado. A China, que nega coagir tais transferências de tecnologia, tem ameaçado retaliação em medida igual, incluindo tarifas sobre soja e aviões dos EUA. Perguntado sobre quanto tempo Trump irá negociar com autoridades chinesas antes de impor tarifas, Lighthizer disse: “Vamos ver. Nossa lista de coisas que estão nos preocupando é muito longa… Vamos ver onde estamos no final de alguns dias”. Lighthizer disse que será “loucura” os EUA seguirem permitindo que companhias apoiadas pelo Estado chinês comprem companhias de tecnologia dos EUA, especialmente porque a China proíbe aquisições de tal tipo por parte de companhias norte-americanas. Ele disse que é do interesse dos EUA encorajar a China a abrir sua economia para os EUA e outras companhias estrangeiras, não somente para aumento de vendas para consumidores chineses, mas para nutrir competição comercial na China. Reportagem de David Lawder; Reportagem adicional de Makini …
Em março, a Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou uma lei que reduzirá a carga de trabalho de sua população: o limite máximo de horas trabalhadas por semana passará de 68 para 52. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Coreia do Sul é o país desenvolvido com o maior número de horas trabalhadas. A nova regra passará a ser aplicada em julho de 2018, mas iniciará com empresas grandes antes de chegar a negócios menores. Apesar da contrariedade de alguns empresários, o governo do país acredita que a lei é necessária para melhorar a qualidade de vida, criar mais empregos e impulsionar a produtividade. Exceção à regra O governo sul-coreano também acredita que a medida pode ajudar a aumentar a taxa de natalidade, que caiu substancialmente nas últimas décadas. No volume de horas trabalhadas por ano, a Coreia do Sul lidera entre os países desenvolvidos: uma média anual de 2.069, segundo dados de 2016 compilados pela OCDE. A análise se debruçou sobre dados de 38 países e mostrou que apenas o México (2.225 horas no ano) e Costa Rica (2.212) trabalham mais. O levantamento da organização não inclui o país. Mas, segundo o escritório de St. Louis do Federal Reserve, o banco central americano, em 2014, a média anual de horas trabalhadas pelos brasileiros foi de 1.771 horas. Esse dado colocaria o Brasil em 16º na lista da OCDE, logo atrás dos Estados Unidos e à frente de países como Japão, Reino Unido e Alemanha, quarta economia do mundo e último da lista. VOLUME DE HORAS TRABALHADAS POR ANO EM PAÍSES DA OCDE Posição País Média individual de horas trabalhadas por ano 1 México 2.225 2 Costa Rica 2.212 3 Coreia do Sul 2.069 4 Grécia 2.035 5 Rússia 1.974 5 Chile 1.974 14 Turquia 1.832 16 Estados Unidos 1.783 22 Japão 1.713 26 Reino Unido 1.676 38 Alemanha 1.363 Fonte: OCDE Employment Outlook 2017 A iniciativa da Coreia do Sul parece seguir na contramão do que ocorre em outros países asiáticos. Muitos não têm limites para horas trabalhadas por semana, inclusive o Japão, a terceira maior economia do mundo. O Japão tem um problema com as mortes por trabalho em excesso – algo expresso não só pelas estatísticas, como também por uma palavra em japonês que dá nome justamente a esse tipo de problema: karoshi. O significado da palavra remete às mortes de empregados ligadas ao estresse (como derrames e ataques cardíacos) ou a suicídios relacionados à pressão sentida no trabalho. A média anual de 1.713 horas trabalhadas não coloca o Japão no topo da lista da OCDE. No entanto, para além deste dado, está o fato de que o país não tem uma legislação que determine um limite para o número de horas trabalhadas ou de horas extras. Entre os anos de 2015 e 2016, o governo registrou um recorde de 1.456 casos de karoshi. Grupos que defendem os direitos dos trabalhadores dizem que, na realidade, os números são muito maiores – …
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (2) julgamento iniciado no ano passado que deve restringir o alcance do foro privilegiado de deputados e senadores. O foro por prerrogativa de função, o chamado “foro privilegiado”, é o direito que têm, entre outras autoridades, presidente, ministros, senadores e deputados federais de serem julgados somente pelo Supremo. Já existe maioria de 8 votos entre os 11 ministros para retirar do STF ações e investigações sobre parlamentares por fatos ocorridos fora do mandato, que seriam então enviados para a primeira instância da Justiça. O julgamento começou em maio do ano passado, com o voto do ministro Luís Roberto Barroso, que votou em favor de manter no STF somente processos por crimes ocorridos durante o mandato e ainda relacionados ao cargo. A análise foi interrompida naquele mês e retomada em novembro, com o voto do ministro Alexandre de Moraes, que votou por deixar no STF apenas casos ocorridos durante o mandato, ainda que não relacionados ao cargo. Na mesma ocasião, votaram em favor da proposta de Barroso os ministros Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello. Agora faltam votar os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
O prédio que desabou na madrugada de terça-feira no centro de São Paulo esteve perto de se tornar um centro cultural com ateliês, residências artísticas, teatro, biblioteca e casa noturna. Entre 2007 e 2009, um grupo de arquitetos franceses elaborou um projeto para revitalizar o edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu. O prédio – ocupado nos últimos anos por famílias de sem-teto – desmoronou após um incêndio se alastrar por vários andares. Os bombeiros dizem ter visto um morador pouco antes do edifício cair, e que buscam por mais 34 moradores desaparecidos, número baseado em cadastros da prefeitura. À frente do projeto de revitalização, o arquiteto Philippe Rizzotti diz à BBC Brasil que naquela época a estrutura do edifício estava muito boa. “Na primeira fase só pretendíamos reformar os elevadores, parte da fachada e fazer pequenos ajustes para adequá-lo aos padrões atuais de segurança”, diz Rizzotti. Ele afirma que fez muitas visitas ao edifício para avaliar suas condições. Na época, o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) tinha um escritório no térreo, e os demais andares estavam vazios. Reforma pretendia transformar edifício em centro cultural com ateliês, teatro e casa noturna Foto: BBCBrasil.com Nos anos 1980, o prédio foi a sede da Polícia Federal em São Paulo. “Estou surpreso (com a notícia do desabamento), parecia uma construção sólida”, diz Rizzotti. “Fico muito triste pelas vítimas, mas também pela perda de uma obra arquitetônica muito importante para São Paulo e o Brasil.” Investigação arquivada Em março, o Ministério Público do Estado de São Paulo arquivou uma investigação sobre as condições do prédio após um laudo da Defesa Civil atestar que não ele não tinha riscos estruturais. O laudo, porém, afirmou que a instalação elétrica do prédio estava “em desacordo com as normas aplicáveis, assim como o sistema de combates a incêndio”. O prédio desabou após um incêndio se espalhar pela construção. Especialistas afirmam que o calor das chamas pode amolecer as estruturas e fundações de um edifício, provocando seu colapso – mesmo processo que levou ao desabamento das Torres Gêmeas, em Nova York, em 2001. Segundo Paulo Helene, professor de engenharia da USP, o edifício Wilton Paes de Almeida tinha pilares metálicos, estruturas pouco resistentes ao fogo, e não contava com elementos de proteção térmica hoje comuns em construções desse tipo. Bombeiros que tentaram apagar o incêndio no edifício paulistano dizem que o calor das chamas ultrapassou 400 graus Celsius. Eles afirmam que havia muito material inflamável no prédio, o que teria dificultado a contenção do fogo. Compromisso com o governo Segundo o arquiteto Philippe Rizzotti, o custo estimado das obras iniciais no Wilton Paes de Almeida era de 1,5 milhão a 2 milhões de euros (entre R$ 4,1 milhão e R$ 5,5 milhões em valores da época). Segundo Rizzotti, esse montante permitiria reinaugurar o edifício. O resto do prédio seria reformado aos poucos. O projeto, encabeçado pelos coletivos franceses de arquitetura Coloco e Exyzt, tinha o apoio do Sesc-SP (Serviço Social do Comércio), órgão que administra vários …
Há algo errado num país em que, diante de uma máquina de café num centro comercial popular, você precisa colocar 70 notas de mil para servir-se de um expresso simples. E ainda ouvir de quem espera atrás: “Às vezes ela trava e não devolve o dinheiro que você já colocou”. Esse tipo de máquina não foi criada para a Venezuela. Com hiperinflação de 6.000% anuais, segundo a Assembleia Nacional de maioria opositora (o FMI fala em 1.088% em 2017), um novo e crescente problema se soma à escassez de alimentos e recursos para a saúde no país: a evaporação do papel-moeda. Para o ditador Nicolás Maduro, o sumiço de bolívares é parte do que chama de guerra econômica contra seu país. Ele diz que a “oligarquia esconde o dinheiro por razões políticas”, e contrabandistas levam as cédulas para fora do país. Nos últimos tempos, acusa o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, de roubar moeda da Venezuela. Parte da explicação está na imigração maciça de venezuelanos ao país vizinho, pois muitos levam consigo todas as suas economias. Mas a principal razão para a falta de cédulas no país é que nem a emissão de dinheiro dá conta de acompanhar a inflação. Às 5h30 de uma terça, diante de um dos grandes bancos em uma das principais vias de Caracas, Ramón Tovar, 29, conta ter chegado uma hora antes à fila que só cresce até o banco e os caixas eletrônicos abrirem, às 9h30. “A coisa vai mais rápido se as pessoas vêm só com um cartão. Por isso é bom chegar cedo, tem menos concorrência.” Logo surgem duas senhoras de Guaíra, a 30 km de Caracas. Uma traz 10 cartões, a outra, 18. Ambas portam uma lista de nomes, números e senhas. Uma delas, Alejandra Caicedo, 54, explica: “É de gente idosa ou doente, ou que entra cedo no trabalho e não pode ficar horas na fila. E os bancos de lá têm ainda menos dinheiro que os de Caracas, então fazemos isso uma vez por semana ou mais. Cobramos pouco, é pela comunidade”. Depois, admite que sua taxa é de 20% do que elas conseguirem sacar, mais o valor das passagens de ônibus. Por dia, o limite de saque de um correntista é de 20 mil bolívares (em poucos bancos, de 30 mil), o que equivalia no câmbio paralelo nesta terça (1º) a R$ 0,11 e comprava uma garrafa de água de 500 ml. A escassez de bolívares ainda abala o comércio local com distorções, taxas e comissões para quem tem moeda. Onde se aceita cartão de débito, o drama é menor, ainda que se pague mais caro. “E nós que vendemos comida de rua?”, pergunta Roberto Olivera, 53. A solução para quem não tem dinheiro vivo, ele conta, é a promessa de que o consumidor ao chegar em casa faça uma transferência para a conta do comerciante. “Muitos pagam, outros somem”, resigna-se. O viajante se impressiona com cardápios e lojas: um bife à milanesa num restaurante de classe média custa 1 …
Pelo menos 133 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (30) e reúnem cerca de 19,7 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 26.125,17 no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. Veja abaixo alguns dos principais concursos abaixo: Fundação Universidade do Ceará (Funece) Inscrições até: 02/05/18 149vagas Salários de até R$ 5.252,47 Cargos de nível superior Edital Prefeitura de Ipixuna do Pará Inscrições até: 20/05/18 210 vagas Salários de até R$ 5.545,61 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte de Goiás Inscrições até: 06/06/18 900 vagas Salários de até R$ 3.126,35 Cargos de nível superior Edital Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT 2) Inscrições até: 22/06/18 320 vagas Salários de até R$ 11.006,83 Cargos de nível médio, superior Edital Prefeitura de Sobral Inscrições até: 29/05/18 124 vagas Salários de até R$ 13.778,08 Cargos de nível superior Edital Polícia Civil de São Paulo Inscrições até: 01/06/18 500vagas Salários de até R$ 3.589,86 Cargos de nível médio Edital Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí (MG) Inscrições até: 14/06/18 196vagas Salários de até R$ 12.629,95 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Prefeitura de Vazante (MG) Inscrições até: 22/06/18 361vagas Salários de até R$ 9.000,00 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Prefeitura de Guarda-Mor (MG) Inscrições até: 29/06/18 205vagas Salários de até R$ 11.443,95 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Tribunal de Justiça de Minas Gerais Inscrições até: 26/06/18 120vagas Salários de até R$ 26.125,17 Cargos de nível superior Edital Prefeitura de Bom Despacho (MG) Inscrições até: 26/06/18 229vagas Salários de até R$ 2.138,73 Cargos de nível médio e superior Edital Prefeitura de Arcos (MG) Inscrições até: 11/07/18 356vagas Salários de até R$ 3.134,49 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Prefeitura de Santa Bárbara (MG) Inscrições até: 03/08/18 136vagas Salários de até R$ 15.430,50 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná Inscrições até: 01/05/18 785vagas Salários de até R$ 6.669,34 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Polícia Civil de São Paulo Inscrições até: 02/05/18 250vagas Salários de até R$ 9.507,77 Cargos de nível superior Edital Secretaria de Estado da Educação do Pará Inscrições até: 02/05/18 2112 vagas Salários de até R$ 1.927,37 Cargos de nível superior Edital Prefeitura de Pará de Minas (MG) Inscrições até: 04/05/18 1186 vagas Salários de até R$ 3.664,66 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Prefeitura de Fortaleza Inscrições até: 06/05/18 2467 vagas Salários de até R$ 9.817,37 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Prefeitura de Guapó (GO) Inscrições até: 06/05/18 280vagas Salários de até R$ 5.898,25 Cargos de nível fundamental, médio e superior Edital Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Sergipe Inscrições até: …
O prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda terminou às 23h59 desta segunda-feira (30). Alguns brasileiros perderam o prazo e não acertaram as contas com o Leão. A Receita Federal informou ter recebido 29.269.987 declarações do Imposto de Renda até às 23h59 de segunda-feira, número acima da expectativa de receber 28,8 milhões de declarações neste ano. Desse total, ainda de acordo com o Fisco, 317.920 declarações foram enviadas por dispositivos móveis. Quem não enviou o documento só vai poder entrar de novo no sistema da Receita a partir das 8h de quarta-feira (2). Perdi o prazo. O que faço? Quem perdeu o prazo terá que baixar o programa da Receita Federal e mandar a declaração do Imposto de Renda. É recomendável que o contribuinte acerte as contas o quanto antes para pagar uma multa menor. Assim que emitir a declaração, o contribuinte receberá a “notificação de lançamento de multa” e a Darf da multa. O contribuinte terá 30 dias para pagar a multa e regularizar sua situação. Tenho que pagar multa por atraso? Sim. A multa é de no mínimo R$ 165,74 e no máximo 20% do imposto devido. Como ela é calculada? Quem não tem imposto a pagar terá R$ 165,74 descontados da sua restituição. Já aqueles que terão que pagar IR, a multa é de 1% ao mês, começando a contar a partir de maio. O valor máximo é de 20% do imposto devido. O que acontece com quem não faz a declaração? Além do prejuízo financeiro com a multa, o contribuinte fica com o CPF “sujo”, o que pode lhe impedir de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público até a regularização da situação. Quem enviou a declaração com erro e quer retificar paga multa? Não. A declaração retificadora não está sujeita à multa por atraso na entrega.
A Procuradoria-Geral da República denunciou hoje (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antônio Palocci, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da parlamentar. Todos são acusados dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, a partir de delações premiadas de ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Segundo a denúncia, a Odebrecht prometeu a Lula doação de US$ 40 milhões, o equivalente a R$ 64 milhões, em troca de decisões políticas para beneficiar a empresa. De acordo com a PGR, além dos depoimentos de delação, foram colhidos nas investigações documentos, como planilhas e mensagens, fruto da quebra de sigilo telefônico. Em contrapartida pela doação, a procuradoria afirma que a Odebrecht foi beneficiada com aumento da linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com Angola, país africano onde a empreiteira tinha negócios. A procuradoria sustenta que os acusados formavam uma suposta organização criminosa. Lula, Paulo Bernardo e Palocci faziam parte do núcleo político. Marcelo Odebrecht – também denunciado e um dos delatores – do núcleo econômico, e do grupo administrativo, o chefe de gabinete da senadora, Leones Dall’agnol, que foi denunciado. Conforme a denúncia, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo aceitaram receber parte do dinheiro vindo da Odebrecht, em 2014, via caixa 2, como doação eleitoral de R$ 5 milhões, que teriam sido recebidos por Leones. “Dos cinco milhões, Gleisi Helena Hoffmann, Paulo Bernardo e Leones Dall’Agnol comprovadamente receberam, em parte por interpostas pessoas, pelo menos três milhões de reais em oito pagamentos de quinhentos mil reais cada, a título de vantagem indevida, entre outubro e novembro de 2014″, diz a PGR em parecer. O Partido dos Trabalhadores repudiou a denúncia da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Antônio Palocci. Por meio de sua assessoria, o PT afirmou que Dodge “atua de maneira irresponsável, formalizando denúncias sem provas a partir de delações negociadas com criminosos em troca de benefícios penais e financeiros”. De acordo com o comunicado, o MPF tenta criminalizar a legenda, “citando fatos sem o menor relacionamento de forma a atingir o PT e seus dirigentes”. A nota aponta incongruência da denúncia, pois as acusações tentariam ligar decisões de 2010 à campanha de Gleisi Hoffmann ao senado no estado do Paraná.
Em pronunciamento à nação, o presidente Michel Temeranunciou que autorizou o reajuste do programa Bolsa Família. Em um vídeo, postado no Twitter, o presidente confirmou o reajuste, mas não informou o percentual. Momentos depois, o Ministério do Desenvolvimento Social informou, em nota, que o reajuste autorizado será de 5,67% a partir de julho. Com isso, o pagamento passa de R$ 177,71 para uma quantia estimada de R$ 187,79. O discurso, em razão do Dia do Trabalho, celebrado nesta terça-feira (1º), irá ao ar às 20h30 desta segunda-feira (30) em rede rádio e TV. O presidente disse que os desempregados não devem perder a esperança e que o governo está trabalhando para criar mais postos de trabalho. “E você trabalhador que procura trabalho, não perca a esperança. O Brasil está crescendo, e, a cada dia, estamos criando mais postos e mais oportunidades”. Atualmente, 13,1 milhões de pessoas estão sem emprego no país, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada no final de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O presidente agradece aos trabalhadores, citando professores, trabalhadores do campo, da segurança pública e servidores públicos, pelos serviços prestados ao país e voltou a rebater os críticos a seu governo. “Você tem feito a sua parte, tem acordado cedo, se dedicado e se empenhado. E do lado de cá, também estamos trabalhando duro. […] Enquanto alguns passam o dia criticando, a gente passa o dia trabalhando. E nessa data especial, o país agradece a quem faz, a quem produz e a quem realiza”. Bolsa Família O reajuste autorizado para o programa é maior que a inflação. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, a suplementação orçamentária para este ano, para cumprir o reajuste, será de R$ 684 milhões. “Fizemos um verdadeiro saneamento nos programas vinculados à nossa pasta, com revisões nos benefícios do INSS, como o auxílio-doença, e no próprio Bolsa Família. As ações permitiram que mais pessoas entrassem no programa. Além disso, zeramos a fila de espera e, ainda, aumentamos o valor do benefício”, disse o ministro Alberto Beltrame, no comunicado. O reajuste cobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de julho de 2016 a março de 2018 (4,01%), o período em que o benefício não foi reajustado. Atualmente, o programa contempla 13,7 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil.
A Operação Isis, realizada pelo Ministério da Agricultura, reprovou 59,7% das amostras de azeite de oliva comercializadas no País. Assim, 300 mil litros de produtos irregulares foram retirados do mercado, informou o ministério, em nota. Além disso mais 400 mil litros de outros produtos classificados como temperos, mas com rótulos de azeite de oliva também foram recolhidos. A fiscalização analisou 107 marcas de 65 empresas, divididas em dois grupos. No primeiro, 39 empresas tiveram 108 lotes de amostras aprovados. Já no segundo grupo, 26 empresas tiveram 160 lotes reprovados. Para a análise, foram solicitadas a comprovação de compra da matéria-prima e a nota fiscal de saída do produto. O ministério constatou que muitas empresas não apresentaram fundamentos para vender azeite de boa qualidade. A fraude mais recorrente é a mistura do azeite de oliva com outros tipos de óleos. As empresas com lotes reprovados por fraude foram punidas com autuação e multa com valor mínimo de R$ 5 mil, acrescido de 400% sobre o valor da mercadoria. A ação teve início em janeiro e terminará em dezembro, com previsão de avaliar mais 470 amostras do produto em todo o Brasil. Os que foram apreendidos ficam proibidos para consumo humano, mas estão liberados para reciclagem industrial, principalmente a fabricação de sabão. O Brasil é o segundo maior importador mundial do azeite de oliva, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2017, o País importou 60 mil toneladas do óleo. Conforme a coordenadora-geral de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Fátima Parizzi, as duas principais irregularidades na comercialização do produto são a mistura do azeite de oliva com outros óleos e a tentativa de iludir o consumidor pelo rótulo. “O consumidor precisa estar atento e não se deixar enganar pelas embalagens bonitas com ilustrações de azeitona ou com referências a Portugal e Espanha”, explicou. “Outro ponto muito importante é o preço. O consumidor deve desconfiar da unidade de 500 mililitros vendida por menos de R$ 10.” No rótulo, para que o produto seja considerado “azeite de oliva virgem”, ou “extravirgem”, não é permitida a presença de óleos vegetais refinados, de outros ingredientes e aromas ou sabores de qualquer natureza. No caso de azeite de oliva refinado, o rótulo mencionará obrigatoriamente que é do “tipo único”, informa Fátima Parizzi.
Ele está na capital e no interior, nas ruas e dentro das casas. O artesanato em Pernambuco tem personalidade tão forte quanto o seu povo. Por esse e outros motivos, a produtora WR São Paulo optou pelo estado para sediar a primeira edição da Mega Artesanal, feira dedicada a quem gosta e sobrevive das artes manuais. Entre os dias 3 e 6 de maio, mais de cem expositores de produtos e máquinas de marcas locais e de outras cidades montarão seus estandes no Centro de Convenções de Pernambuco. Além de pesquisar e comprar, os visitantes poderão participar de cursos, workshops e demonstrações oferecidos todos os dias, gratuitamente. Serão mais de quatro mil vagas, a maioria com inscrição presencial, minutos antes das aulas. Rita Mazzotti, organizadora do evento, destaca a diversidade de produtos da feira. “Estarão presentes empresas de papel, lãs e fios, fitas, feltro, tecido, saboaria, máquinas. Além de apresentar novidades aos artesãos pernambucanos, nosso público principal, há também o objetivo de despertar o interesse das lojas locais para ampliar o mercado”, relata. Os produtores também apostam nos cursos, diferencial que segue o conceito da Mega Artesanal, maior evento do gênero da América Latina, que este ano vai para sua 18ª edição em São Paulo. Os cursos acontecerão na maioria dos estandes e em quatro salas reservadas, esses de maior duração. Costura criativa, scrapbooking, pintura, gravação em vidros, saboaria e até confeitaria serão explorados nos cursos mais longos, alguns necessitam de inscrições prévias, que podem ser feitas no site www.artesanalnordeste.wrsaopaulo.com.br. Todos os dias, os expositores também oferecerão cursos gratuitos, com materiais inclusos, para demonstrarem as possibilidades de uso dos seus produtos. A Toke e Crie, distribuidora de materiais de artesanato, promoverá oficinas de mini-álbuns e caixas com as professoras Mariana Padilha e Mônica Leão, ambas de Recife, Jane Cavalcante e Mamiko Yamashita. Gerente comercial da marca, Regina Leme está otimista pelos frutos da Artesanal Nordeste. “Nossos números de vendas online para o Nordeste são expressivos, por isso é essencial este contato mais próximo com os clientes daqui”, comenta Regina. As expectativas também são altas para os produtores locais. Gutemberg Nascimento, proprietário da Sou Máquinas, diz que há tempo esperava um evento como este na cidade. A empresa, localizada no bairro do Jordão, produz máquinas e peças de costura e bordado. ““Como é um mercado que está em expansão em nossa região, é muito importante que tenhamos mais eventos como este, tanto para movimentar a economia quanto para divulgar outras culturas”, acredita Gutemberg.
As seis maiores centrais sindicais do País estarão nesta terça-feira, 1.º, pela primeira vez em 20 anos, juntas no mesmo palanque no dia 1.º de Maio. A liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será uma bandeira unificada, mas as organizações – boa parte delas controladas por partidos da base do governo federal – também escolheram o presidente Michel Temer (MDB) e a reforma trabalhista como alvos. Os dirigentes das centrais negam o esvaziamento da pauta trabalhista em favor da solidariedade a Lula, condenado na Lava Jato e preso em Curitiba desde o dia 7. “A UGT é solidária ao Lula, mas não temos isso de todo mundo levantando essa bandeira como prioritária. Não há consenso”, disse o presidente da UGT, Ricardo Pattah, que é filiado ao PSD – presidido pelo ministro de Ciências e Tecnologia, Gilberto Kassab. O presidente da CUT, Vagner Freitas, admitiu a intenção do ato e tratou a defesa do ex-presidente como prioridade. “A estrela do 1.° de Maio será o povo, que estará lá em defesa da democracia, do ‘Lula Livre’ e candidato a presidente. Os presidenciáveis do campo da esquerda devem aparecer.” Segundo ele, os demais pontos da pauta comum, “além do apoio a Lula”, são “direitos dos trabalhadores e democracia”. Outros dois dirigentes, ouvidos reservadamente pelo Estado, confirmaram que as pautas trabalhistas ficarão de lado hoje em Curitiba – os organizadores esperam 25 mil pessoas para o ato, que contará com os militantes acampados no bairro de Santa Cândida, a 750 metros da sede da PF, onde está Lula. Governo. Os ataques ao governo Temer também estão na pauta. Pattah prometeu um discurso duro contra o Planalto, chamado por ele de “mentiroso”, mas desconversou quando lembrado de que seu partido está na base de sustentação do governo, com Kassab. Até recentemente, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, entusiasta da reforma trabalhista, também era do PSD e circulava com desenvoltura nos eventos da UGT. “Política não tem lógica”, disse Pattah. João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, seguiu a mesma linha: integra um partido da base de Temer, o Solidariedade, mas faz críticas ao presidente quando está em cima do palanque. “A Força não apoiou o Temer. É o Solidariedade que tem relação política com ele”, disse o sindicalista. Além do ato em Curitiba, CUT e Força também realizarão atos nos Estados no formato de sempre, com shows e distribuição de prêmios. Mesmo que só os políticos de esquerda sejam bem-vindos em Curitiba, nem todos estão confortáveis em subir no palanque. Reservadamente, um dirigente do PDT disse que Ciro Gomes, pré-candidato do partido à Presidência, não vai ao evento em Curitiba porque o ato será um palanque eleitoral para Lula. Unidade. Para o cientista político Cláudio Couto, da FGV, “é surpreendente a adesão da Força e de outros grupos que apoiaram o impeachment da Dilma Rousseff” ao ato em Curitiba. Pesquisador sobre trabalho na USP, o professor Ruy Braga apontou que a reforma trabalhista favorece a unidade. “Juruna, Paulinho (da Força) e Pattah têm sensibilidade política. …
O dólar sofreu pressão compradora nesta segunda-feira, 30, voltou a subir, renovando o pico do ano. A moeda fechou em alta de 1,20%, cotada a R$ 3,5042, maior valor desde 3 de junho de 2016. A moeda americana já iniciou o dia com sinal positivo ante o real, acompanhando a tendência internacional de valorização generalizada da divisa. Com o resultado de hoje, o dólar à vista encerrou abril com ganho acumulado de 6,08% ante o real. A ressalva para a alta do dia foi o volume reduzido de negócios na maior parte da sessão, devido ao fato de hoje ter sido um dia de “ponte de feriado”. Isso porque a redução da liquidez favorece movimentos mais bruscos, nos quais alguns lotes de compra ou venda normalmente pouco significativos acabam por exercer influência mais forte sobre as cotações. De todo modo, profissionais do mercado ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmam que as incertezas dos cenários interno e externo acabaram por incentivar a busca por posições defensivas antes do feriado do Dia do Trabalhador, amanhã. “Por ter sido um dia de liquidez reduzida, pode ser que na próxima quarta-feira o dólar volte a cair. Mas o fato é que ninguém quer passar o feriado vendido, diante dos diversos fatores de incerteza no cenário”, disse Durval Corrêa, operador da Multimoney. Devido à proximidade do feriado, a agenda doméstica foi escassa, tendo como principal destaque o resultado do setor público consolidado, que apresentou déficit primário de R$ 25,135 bilhões em março, segundo dados do Banco Central. Em fevereiro, havia sido registrado déficit de R$ 17,414 bilhões e, em março de 2017, déficit de R$ 11,047 bilhões. O resultado ficou dentro do estimado pelos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, com o déficit ficando acima da mediana, que indicava resultado negativo de R$ 24,8 bilhões. Nos Estados Unidos, o principal indicador do dia foi o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), que teve alta de 2,0% em março, na comparação anual, e ficou estável ante o mês anterior. O PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve, que tem meta de inflação de 2% ao ano. Apesar de ter atingido os 2%, o dado ficou dentro do esperado pelos analistas e teve pouco efeito nos negócios por aqui. A grande expectativa dos mercados está concentrada na próxima quarta-feira, quando o Fed tomará sua decisão periódica de política monetária. As atenções estarão voltadas especificamente no comunicado do BC dos EUA, uma vez que crescem as apostas em um aperto monetário mais forte nos EUA. “O PCE confirmou as estimativas de uma taxa alta, o que intensifica as discussões sobre um possível quarto aumento de juros”, disse Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora.
O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros subiu em 15 Estados na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Em outros oito Estados e no Distrito Federal houve queda nos preços médios do combustível de petróleo. Em Minas Gerais e no Amazonas os valores permaneceram estáveis. Sem medição na semana anterior, não houve base de comparação de preços no Amapá. Na média nacional, houve alta nos preços médios entre as semanas, de 0,26%, de R$ 4,215 para R$ 4,226. Em São Paulo, maior consumidor do País e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina subiu 0,72% na semana passada, de R$ 4,006 para R$ 4,035, em média. No Rio de Janeiro, o combustível saiu de R$ 4,727 para R$ 4,734, em média, avanço de 0,15%.
O governo deve anunciar um reajuste acima da inflação nos benefícios do Bolsa Família. O porcentual deve ficar entre 5,5% e 6%, informou uma fonte do governo ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.O anúncio será feito nesta segunda-feira à noite pelo presidente Michel Temer, em pronunciamento na TV. A área econômica preferia um reajuste apenas para repor a inflação de 2017 (2,95%), mas a ala política do governo defendia um porcentual maior. Com a decisão de dar aumento real aos beneficiários do Bolsa Família, os técnicos da área econômica terão agora de fazer os cálculos para acomodar o custo do reajuste dentro do Orçamento deste ano. O principal obstáculo a um reajuste maior que a inflação era justamente o impacto sobre as despesas do governo, que já estão sob bloqueio devido à possibilidade de frustração de receitas com a privatização da Eletrobrás e também sob a limitação do teto de gastos.
Termina nesta segunda-feira (30) o prazo temporário dado pelos Estados Unidos ao Brasil de isenção da cobrança de tarifa de importação sobre o aço e o alumínio, que entrou em vigor no dia 23 de março para todos os países, exceto Canadá e México. União Europeia, Coreia do Sul, Argentina e Austrália também tiveram isenção temporária para negociação. Caso não consiga um acordo, o Brasil também vai ser alvo da sobretaxa de 25% para o aço e de 10% para o alumínio a partir de 1º de maio. O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os EUA. O peso dos EUA é maior entre os produtos semimanufaturados – em janeiro deste ano, por exemplo, eles compraram 53% do total exportado pelo Brasil. Em 2017, foram exportados aos EUA US$ 2,63 bilhões em aço, o equivalente a 33% das vendas brasileiras do produto para o exterior, segundo dados oficiais do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Além disso, o Brasil exportou no ano passado US$ 120,7 milhões em alumínio para EUA, cerca de 15% do total vendido para o exterior. Maiores exportadores de aço para os EUA (Foto: Ilustração: Juliana Souza/G1) Negociação Durante o período de isenção, os fabricantes brasileiros negociaram com seus clientes norte-americanos um acordo para estabelecer uma espécie de cotas de produtos a serem comercializados, segundo informou Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e consultor de siderúrgicas. O Instituto Aço Brasil (IABr), que representa a indústria do aço, afirmou ao G1 que a isenção temporária era uma “notícia boa”, mas que deveria ser analisada com serenidade. O presidente Marco Polo de Mello Lopes defendia que o Brasil tentasse junto ao governo dos EUA a exclusão da lista de sobretaxação. Marco Polo revelara ainda que as indústrias brasileiras já haviam contatado 100% dos clientes norte-americanos para sugerir que eles solicitem a exclusão de taxação de produto ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos. As empresas brasileiras argumentam que cerca de 80% das exportações de aço do Brasil aos EUA são reprocessadas e que, portanto, não haveria concorrência direta com a produção interna norte-americana. Procurados, o MDIC e o Itamaraty informaram que o Brasil ainda não havia chegado a um acordo com os EUA até o início da tarde desta segunda-feira.
O pronunciamento que o presidente Michel Temer faria amanhã (1º), pelo Dia do Trabalho, foi antecipado para hoje (30). O pronunciamento será transmitido, em cadeia de rádio e televisão, às 20h30. A expectativa é que Temer anuncie o valor do reajuste para os beneficiários do Bolsa Família. O último reajuste do programa foi em junho de 2016 no percentual de 12,5%. Ao tomar posse, no início de abril, o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, informou que o governo discutia conceder um reajuste maior do que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é de 2,95%. É uma tradição que o presidente da República fale à nação no dia 1º de maio. Em seu último pronunciamento, por ocasião do Dia da Inconfidência, Temer defendeu seu governo e citou algumas de suas ações. Dentre elas, a redução dos juros básicos da economia e da inflação, e a proposta do governo de aumentar o salário mínimo para R$ 1.002. O presidente também fez críticas àqueles que, segundo ele, tentam “bater bumbo” pelo fracasso do país.
A retomada do investimento na economia brasileira deverá perder fôlego neste ano diante da incerteza com futuro político do Brasil e dos indícios de que a economia está caminhando de forma mais fraca do que o esperado neste início de 2018. Os economistas pontuam que o investimento até deve voltar a crescer neste ano, mesmo com todo o cenário adverso. No entanto, o avanço será tímido e vai ocorrer apenas por causa de uma base de comparação bastante fraca: desde o início da crise, os investimentos na economia brasileira recuaram 30%. A melhora do quadro do investimento é fundamental para garantir o crescimento mais vigoroso e de longo prazo do país. “Toda essa incerteza já está atrapalhando os investimentos”, afirma o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Pedro Costa Ferreira. O Indicador de Incerteza da Economia apurado pelo Ibre, por exemplo, subiu 5,5 pontos percentuais em abril, para 113,2 pontos. Desde março, acumula alta de 10,7 pontos. Com o aumento recente, o indicador passou para o patamar de incerteza elevada, mesmo quadro apurado entre 2015 e 2017, período no qual o Brasil enfrentou o auge da crise política e da recessão. Incerteza em alta Incerteza voltou para patamar elevado; número em pontos Indicador de Incerteza da EconomiaAbr/17Mai/17Jun/17Jul/17Ago/17Set/17Out/17Nov/17Dez/17Jan/18Fev/18Mar/18Abr/18100110120130140 Ago/17 ● Indicador de Incerteza da Economia : 121,3 Fonte: Ibre/FGV A principal incerteza que ronda futuro do Brasil é sobre qual será a cara da economia depois da eleição presidencial. A principal preocupação é se a questão fiscal, sobretudo a reforma da Previdência, vai ser endereçada pelo novo presidente. Na avaliação dos economistas, sem a questão fiscal resolvida, a percepção de risco deve subir, o que deve provocar um efeito em cadeia com a desvalorização do real e consequente aumento da inflação e dos juros, o que tende a piorar o desempenho da economia. “Estamos a seis meses da eleição e não há nenhuma clareza de quais candidatos são favoritos e até mesmo com a plataforma de cada candidatura”, afirma o gerente executivo de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. A última sondagem industrial da CNI deixou evidente essa perda de fôlego dos investimentos. Em abril, a expectativa de investimento colhida entre os empresários recuou pelo segundo mês consecutivo, para 52,9 pontos. “O investimento é uma variável muito sensível a essas questões de incerteza”, afirma Castelo Branco. Investimento travado Expectativa de investimento perdeu fôlego nos últimos meses; dados em pontos 474746,646,646,546,546,646,647,947,949,449,449,649,650,650,652,252,2535353,653,653,353,352,952,9Abr/17Mai/17Jun/17Jul/17Ago/17Set/17Out/17Nov/17Dez/17Jan/18Fev/18Mar/18Abr/180102030405060 Set/17 49,4 Fonte: CNI Investimento só depois da eleição No cenário traçado pela consultoria 4E, os investimentos só devem começar a aparecer no fim do ano, entre o terceiro e o quarto trimestres, se o cenário político estiver mais bem definido. “A nossa visão é de que a eleição atrapalha bastante a recuperação do investimento”, afirma o economista da consultoria 4E Bruno Lavieri. “Seria natural que o investimento tivesse uma recuperação mais forte, ainda mais num momento em que há uma capacidade ociosa tão elevada. Mas o investimento deve ficar parado até a …
Os empregos informais já representam mais de 60% das vagas em todo o mundo. A conclusão está no relatório Mulheres e homens na economia informal, divulgado hoje (30) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). No total, são mais de 2 bilhões de pessoas sem contratos fixos ou carteiras assinadas. Os dados não consideram pessoas fora do mercado de trabalho. A informalidade se altera fortemente quando observadas as condições socioeconômicas dos países. Enquanto nas economias mais ricas, a média de vagas informais fica em 18,3%, nas em desenvolvimento e de menor renda o índice salta para 79%. Ou seja, um trabalhador vivendo em uma nação com economias mais frágeis tem quatro vezes mais chances de ficar em um posto informal do que aqueles em áreas com melhores indicadores. A presença do trabalho informal é maior na África (71,9%), seguida de Ásia e Pacífico (60%), Américas (40%) e Europa e Ásia Central (25%). Na América Latina, o índice fica em 53%. Nas zonas rurais, o emprego informal representa 80% do total, quase o dobro do índice verificado nas regiões urbanas (43,7%). Na agricultura, chega a atingir 93,6% dos trabalhadores, enquanto na indústria e nos serviços os percentuais caem, respectivamente, para 57,2% e 47,2%. A informalidade está vinculada também a determinadas modalidades de contratação. O fenômeno é mais comum em vagas de tempo parcial (44%), temporárias (60%) e na combinação dessas duas características (64%). Já em atividades de tempo integral, o índice cai para 15,7%. “Evidências mostram que a maioria das pessoas entram na economia informal não por escolha, mas como uma consequência da falta de oportunidades na economia formal e na ausência de meios de subsistência”, destaca a pesquisa. Gênero, idade e formação No recorte por gênero, a informalidade atinge mais homens (63%) do que mulheres (58%). Entretanto, em mais da metade dos países pesquisados a ocorrência do problema é maior entre o sexo feminino do que entre o masculino. A presença é maior na África (71,9%), seguida de Ásia e Pacífico (60%), Américas (40%) e Europa e Ásia Central (25%). Na América Latina, o índice fica em 53%. Já na análise por faixa etária, o trabalho informal é mais comum entre jovens (77%) e idosos (78%). Nas pessoas com idades entre 35 e 54 anos, o índice cai para 55%. O estudo também avaliou como a educação formal se relaciona com a informalidade. Quanto maior a escolaridade, maior o percentual de trabalho formal, e vice-versa. Enquanto metade das pessoas nos postos informais não tem educação formal ou não ultrapassaram o nível primário, apenas 7% tem um grau de formação elevado. Impactos e saídas Na avaliação da OIT, a informalidade traz como consequências a má qualidade do trabalho, a queda de rendimentos e proteções sociais aos trabalhadores. Mas também tem impactos no conjunto da economia, minando a sustentabilidade das empresas, tensionando negativamente a produtividade e afetando as arrecadações dos governos. A OIT destaca que a transição para a prevalência da economia formal é uma meta estabelecida em diversos fóruns internacionais, como a Conferência Internacional do Trabalho (2015) e a Agenda 2030 pelo Desenvolvimento …
Comemorado em vários países, o Dia do Trabalhador no 1º de maio é feriado nacional no Brasil desde 1925. Na Região Metropolitana do Recife, os shoppings centers funcionarão apenas para alimentação e cinema e os lojistas do Centro da capital pernambucana também aderem ao feriado. Ciclofaixa A Ciclofaixa de Turismo e Lazer no Recife funcionará tanto neste domingo (29) quanto no dia 1º de maio, das 7h às 16h. Shoppings O Shopping Recife terá as lojas fechadas, com funcionamento facultativo da praça de alimentação das 12h às 21h. O cinema funcionará normalmente conforme sua programação. Já os Shoppings Tacaruna, RioMar e Plaza, no Recife, e North Way, em Paulista, também terão as lojas fechadas, porém as praças de alimentação funcionarão das 12h às 21h. O cinema funciona de acordo com a programação. No Shopping Boa Vista, as lojas estarão fechadas. O cinema funcionará normalmente, a praça de alimentação terá abertura facultativa das 11h às 19h e o Game Station estará aberto das 11h às 21h. O novo shopping, Patteo Olinda, também terá as lojas fechadas, com praça da alimentação facultativa das 11h às 19h e Game Station das 11h às 21h. O cinema ainda não está funcionando. O Shopping Guararapes terá as lojas fechadas, funcionando facultativamente apenas a praça da alimentação das 12h às 21h; e o Game Station, das 12h às 21h. O cinema funciona conforme a programação e o Hiper Bompreço estará fechado. O Costa Dourada funciona para alimentação, quiosques e Play Toy das 11h às 12h. Do Paço Alfândega funciona apenas a praça de alimentação das 11h às 20h. Centro do Recife Segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas do Recife (CDL) as lojas do Centro estarão fechadas no feriado. Museu da Cidade do Recife No sábado (28) e domingo (29), das 9h às 17h, o museu funciona normalmente. Fecha na segunda e volta no dia 1°. No feriado, das 10h às 11h e das 15h às 16h, os visitantes poderão participar de uma dinâmica chamada “O Forte e o Tempo”, em que responderão perguntas para construir seu “próprio forte”. A disputa é para todas as idades. A atividade acontece em horários fixos, mas o museu funciona normalmente ao logo do dia.
O presidente sul-coreano Moon Jae-in minimizou nesta segunda-feira (30) suas chances de receber o Prêmio Nobel da Paz após a histórica reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, dizendo que o presidente americano Donald Trump poderia recebê-lo em seu lugar. “O presidente Trump pode receber o Prêmio Nobel. Tudo o que precisamos é de paz”, respondeu o presidente sul-coreano à viúva de um de seus antecessores, Kim Dae-jung, que enviou-lhe uma mensagem de parabéns e lhe desejou o Prêmio Nobel. O próprio Kim Dae-jung foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 2000 por seu papel na primeira cúpula intercoreana com o norte-coreano Kim Jong Il. A cúpula de sexta-feira (27) entre Moon e Kim foi saudada como um grande passo para aliviar as tensões na península coreana, especialmente antes da cúpula prevista entre o líder norte-coreano e o presidente dos Estados Unidos. Neste sábado (28), Trump anunciou que deve se reunir com Kim Jong-un dentro de três ou quatro semanas. Um dos assuntos deve ser a desnuclearização da Coreia do Norte. A escalada verbal em 2017 entre Washington e Pyongyang causou temores de um novo conflito na península, já devastada pela Guerra da Coreia (1950-53). O aquecimento atual, iniciado durante as Olimpíadas de Inverno na Coreia do Sul e que culminou na cúpula de sexta-feira, aumentou as esperanças de uma distensão inimaginável há apenas alguns meses. Em uma reunião pública no sábado em Michigan, Donald Trump falou de um acordo nuclear com o regime de Pyongyang, sorrindo e acenando enquanto seus partidários entoavam “Nobel! Nobel!” Moon, cuja humildade conquistou os eleitores sul-coreanos, procura ser um mediador entre Kim e Trump. A casa de apostas britânica Coral aponta Kim e Moon como favoritos para o próximo Nobel da Paz, concedido em outubro, seguido por Trump e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), está preparando um ato político em defesa do ex-presidente Lula, a ser realizado nesta terça-feira (1), Dia do Trabalhador. A manifestação é em defesa da liberdade de Lula, contra a reforma da Previdência e pela revogação da Reforma Trabalhista. A concentração será às 08h30, na Praça da Democracia/Derby, no Recife. Para o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, será um 1º de Maio que ficará na história política do Brasil. “Compartilhamos com a classe trabalhadora, os nossos sindicatos filiados, bem como dos movimentos sociais e populares o sentimento de que Lula é o maior símbolo da luta da classe trabalhadora por direitos e democracia”, enfatizou. Segundo Veras, o movimento sindical cutista e as entidades representativas sociais ressaltam ainda que as bandeiras de lutas do 1º de maio são de interesse da classe trabalhadora, como por exemplo: uma política econômica de geração de empregos e renda, seguridade e previdência social, o fim da lei do congelamento de gastos, a continuidade do financiamento sindical e, também, a revogação da reforma Trabalhista.
O setor público consolidado, formado pela União, estados e municípios, registrou saldo negativo nas contas públicas em março, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (30), em Brasília. O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 25,135 bilhões. No mesmo mês de 2017, o resultado negativo foi de R$ 11,047 bilhões. O resultado do mês passado foi pior para março na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. O Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o responsável pelo saldo negativo, ao registrar déficit primário de R$ 25,531 bilhões em março. Já os governos estaduais tiveram superávit primário de R$ 291 milhões, e os municipais, saldo também positivo de R$ 261 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, acusaram déficit primário de R$ 156 milhões no mês passado. Superávit primário No primeiro trimestre, houve superávit primário de R$ 4,391 bilhões contra o resultado positivo de R$ 2,197 bilhões em igual período de 2017. Em 12 meses encerrados em março, as contas públicas estão com saldo negativo de R$ 108,389 bilhões, o que corresponde a 1,64% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A meta para o setor público consolidado é de um déficit de R$ 161,3 bilhões neste ano. Os gastos com juros ficaram em R$ 32,496 bilhões em março, contra R$ 43,302 bilhões no mesmo mês de 2017. No primeiro trimestre, essas despesas chegaram a R$ 89,202 bilhões, contra R$ 110,490 bilhões de igual período de 2017. Em 12 meses encerrados em março, os gastos com juros somaram R$ 379,538 bilhões, o que corresponde a 5,73% do PIB. O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, atingiu R$ 57,631 bilhões no mês passado ante R$ 54,349 bilhões de março de 2017. De janeiro a março, o resultado ficou negativo em R$ 84,811 bilhões, ante R$ 108,293 bilhões de igual período do ano passado. Em 12 meses encerrados em março, o déficit nominal foi de R$ 487,927 bilhões, o que corresponde a 7,37% do PIB. Dívida pública A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,463 trilhões em março, o que corresponde 52,3% do PIB, com aumento de 0,3 ponto percentual em relação a fevereiro. A dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – atingiu R$ 4,984 trilhões ou 75,3% do PIB, contra 75,1% registrados em fevereiro.
O sinal analógico de TV vai ser desligado em três capitais do Nordeste e duas da Região Norte no final de maio. A previsão é que o desligamento ocorra nesta segunda-feira (30). Terão o sinal desligado no Nordeste Natal (RN), Maceió (AL) e Teresina (PI). Já no Norte, o desligamento ocorrerá em Belém (PA) e Manaus (AM). Até o momento, o sinal analógico já foi desligado em 13 capitais. A previsão era de que Aracaju e João Pessoa também tivessem o sinal desligado nessa data, mas a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não divulgou se ele ocorrerá ou se haverá mudança no cronograma. No Rio Grande do Norte, além de Natal, terão o sinal analógico desligado os municípios de Arês, Brejinho, Ceará-Mirim, Extremoz, Ielmo Marinho, Lagoa de Pedras, Lagoa Salgada, Macaíba, Maxaranguape, Monte Alegre, Natal, Nísia Floresta, Parnamirim, Poço Branco, Riachuelo, Rio do Fogo, Santa Maria, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu, São Pedro, Senador Georgino Avelino, Serra de São Bento, Taipu, Tibau do Sul, Vera Cruz, Vila Flor. Em Alagoas, também terão o sinal desligado os municípios de Atalaia, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Maceió, Marechal Deodoro, Messias, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, São Miguel dos Campos, Satuba. Já no Piauí, o desligamento também ocorrerá em Demerval Lobão, Lagoa do Piauí, Nazária, Teresina. A cidade de Timon, no Maranhão, vizinha da capital do Piauí, também terá o sinal analógico desligado. Na Região Norte, no estado do Pará, também ocorrerá o desligamento em Ananindeua, Barcarena, Benevides, Bujaru, Cachoeira do Arari, Colares, Marituba, Ponta de Pedras, Santa Bárbara do Pará, Santa Isabel do Pará, Santo Antônio do Tauá. No Amazonas, o desligamento atingirá também as cidades de Careiro da Várzea e Iranduba. Kits A agência reguladora está entregando kits, compostos por conversores e antenas, para as famílias atendidas por programas sociais do governo federal (como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Tarifa Social de Energia Elétrica) que não possuem aparelhos de TV que captam o sinal digital. Até o momento, já foram distribuídos em todo o país nove milhões de kits. O próximo desligamento está previsto para acontecer em agosto. De acordo com a Anatel, com o desligamento do sinal analógico, haverá a liberação da faixa de 700 MHz, atualmente ocupada por canais de TV aberta. Essa radiofrequência será utilizada para ampliar a disponibilidade do serviço de telefonia móvel e internet 4G no Brasil.
Lombadas eletrônicas em pontos próximos da BR-232, no Recife, e em rodovias como a PE-60, em Ipojuca, e PE-035, em Itapissuma, foram desligadas nesta sexta (27). Realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a ação busca evitar retenções no trânsito devido à expectativa de fluxo intenso de veículos no feriado prolongado do Dia do Trabalhador, celebrado na terça (1º). Segundo o DER, a previsão é de que os equipamentos sejam ligados novamente às 5h da quarta-feira (2). As rodovias cujas lombadas eletrônicas foram desligadas são rotas para os destinos mais procurados durante feriados prolongados, segundo o órgão. Confira trechos onde estão as lombadas desligadas PE-035 (Itapissuma) – quilômetros 7,3 e 7,9 PE-060 (Ipojuca) – quilômetro 16,63 BR-232 (Recife) – quilômetros 6,2; 6,3; 7,4; 7,8 e 9,2 Fiscalização intensificada Para evitar acidentes graves em rodovias do estado, a Polícia Rodoviária Federal intensificou a fiscalização nas estradas de Pernambuco a partir desta sexta (27). A operação segue até as 23:59 da terça (1º). A PRF alerta para a necessidade do uso de equipamentos de segurança. Entre eles, estão cinto de segurança, capacete e dispositivos de retenção para crianças, além do uso do bebê conforto, da cadeirinha e do assento de elevação, de acordo com a idade da criança, de até um ano, de um a quatro anos e de quatro a sete anos e meio, respectivamente.
A conta de água no Distrito Federal vai aumentar em 2,99%, definiu a Agência Reguladora das Águas (Adasa). O aumento foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (30). Ele passa a valer em 1º de junho deste ano. O tamanho do reajuste é menor do que o desejado pela Companhia de Saneamento (Caesb). Alegando prejuízo por causa do menor consumo de água devido ao racionamento, a empresa pleiteava um aumento de 9,69% na tarifa. Já a Adasa dizia inicialmente que 2,06% eram suficientes para manter o equilíbrio econômico-financeiro da estatal. Em 2017, a Adasa autorizou um reajuste de 3,1% na fatura, que também passou a valer em junho daquele ano. Inicialmente, a agência tinha proposto um aumento de 2,56%, enquanto a Caesb pedia que as contas ficassem 5% mais caras. O DF passa por racionamento de água desde janeiro de 2017. Os moradores viram o maior reservatório, o do Descoberto, alcançar o mínimo histórico de 5,3%, em 7 de novembro daquele ano. Atualmente, ele já ultrapassou os 90%. Como fica a tarifa Novos valores da conta de água para residências Faixa de consumo (m³) Tarifa popular (R$) Tarifa normal (R$) 0 a 10 2,28 3,04 11 a 15 4,25 5,63 16 a 25 5,57 7,20 26 a 35 10,64 11,64 36 a 50 12,83 12,83 Acima de 50 14,07 14,07 Fonte: Adasa Novos valores da conta de água para atividades comerciais, públicas e industriais Faixa de consumo (m³) Tarifa comercial e pública (R$) Tarifa industrial (R$) 0 a 10 7,70 7,70 Acima de 10 12,74 11,62
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.035 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite do último sábado (28) na cidade de Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul. Com isso o prêmio principal acumulou e pode pagar no concurso 2.036, na próxima quarta-feira (2), R$ 20 milhões, de acordo com a estimativa da Caixa. Foram sorteadas as seguintes dezenas: 30 – 35 – 36 – 38 – 49 – 52. Trinta e sete apostadores fizeram a quina, cada um vai receber R$ 58.611,61. A quadra vai pagar a cada uma das 2.668 apostas ganhadora R$ 1.161,18. Os jogos podem ser feitos até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. O preço mínimo de cada aposta é R$ 3,50.